NA CONTRACORRENTE DO ÊXODO RURAL

Chineses, entre a colheita e a internet

Em trinta anos, a China conseguiu erradicar a fome, apesar de sua pequena parcela de terra arável (9% do território). No entanto, os camponeses enfrentam condições de vida difíceis. Muitos precisam encontrar atividades complementares ou migrar para a cidade. O fenômeno deve acelerar as próximas reformas

por: Martine Bulard
4 de novembro de 2015

Camponeses sem dentes, com as mãos enegrecidas pelo trabalho na terra, o corpo alquebrado pelo trabalho duro e a falta de cuidados; casas escuras de chão batido; algumas batatas em qualquer refeição… O século XIX em plena China do século XXI! Essas imagens, gravadas em dezembro de 2012 pela televisão oficial durante uma visita do presidente Xi Jinping à vila de Luotuowan (Hebei), a três horas de carro de Pequim, correram o país. Elas simbolizam o abandono do campo, em um país cujo imaginário revolucionário valoriza o campesinato. Vai longe o tempo em que Mao Zedong louvava as “centenas de milhões de camponeses [que] se levantam, impetuosos, invencíveis, como o furacão”, para construir o socialismo…

Hoje, quando se levantam – o que acontece com cada vez mais frequência1 –, os camponeses protestam contra o Partido Comunista Chinês (PCC) e seus dirigentes locais, acusados de expropriá-los ou de serem coniventes com os empresários que, impunemente, poluem os solos e os rios. A ponto de preocupar o presidente, cuja viagem pelo campo, nove meses depois de chegar ao poder, pretendia relançar o plano de modernização da agricultura para um “novo campo socialista”, segundo a expressão em vigor.

Dois anos e meio depois, o “campo socialista” claramente não chegou a Luotuowan. Lá encontramos os mesmos rostos, que, no entanto, se animam quando falamos da visita presidencial: “É como se tivéssemos encontrado Mao”, diz uma senhora. “Nossa aldeia ficou conhecida em toda a China”, acrescenta outra, muito falante. Todos esperam que os turistas repitam o caminho do “presidente Xi”, como fizeram com o Grande Timoneiro, cuja cidade natal, Shaoshan, tornou-se um importante lugar de peregrinação.

 

“O que fazer? Virar empregada?”

O caminho de pedra e terra já foi substituído por uma estrada larga. Os taludes firmes e cobertos de pedras dão ao vilarejo um ar de organização. No povoado de cima, onde a estrada pavimentada termina, apareceram casas novas. No dia em que estivemos lá, alguns companheiros trabalhavam na construção de uma propriedade, com a promessa de subsídios do governo. No povoado de baixo, os líderes permitiram apenas a instalação de janelas brancas de PVC, que continuam envoltas no papel adesivo da embalagem, mais bonito.

Tanto em cima como embaixo, os idosos – frequentemente muito idosos – são maioria, e quase exclusivamente mulheres. A maior parte dos homens foi trabalhar na cidade. De acordo com o chefe da vila, quase todos os habitantes recebem apenas a renda mínima por idade, cerca de 110 yuans por mês (apenas R$ 68). Assim, os menos velhos e mais corajosos continuam a cultivar seu lote de terra. Alguns criam os filhos de seus filhos exilados na cidade, como a senhora Wang (ela não quer dar o nome completo), que parece privilegiada, com seu campo de várias mu2 e sua criação de três porcos. Toda a população vive graças ao dinheiro enviado por um filho, uma filha, um marido, um irmão, que só aparecem uma vez por ano.

Longe dos ouvidos indiscretos, Wang, mais jovem e menos emocionada que suas vizinhas pela visita presidencial, diz sem rodeios: “Francamente, além da estrada, a visita do presidente Xi não mudou grande coisa; continuamos tendo de trabalhar muito duro”. Nessa parte do Hebei, as aldeias transpiram pobreza. Em parcelas minúsculas, o trabalho ainda é realizado manualmente. Alguns camponeses continuam a puxar o arado atado à testa por uma tira de couro, como na Idade Média.

Mesmo diante de tudo isso, as poucas mulheres mais jovens encontradas na entrada de outra vila não sonham em partir. Sentadas em um banco, elas papeiam enquanto esperam os filhos voltarem da escola, uma de saia curta, meias pretas, blusa de lantejoulas, a outra de calça vermelha e túnica de renda, como as apresentadoras de televisão. Sinal dos tempos (e da experiência), a cidade não parece mais um eldorado: “Eu não tenho formação”, diz a primeira. “O que vou fazer na cidade? Ser empregada doméstica? Estou bem aqui.” É verdade que ela e sua vizinha conseguem complementar a renda coletando ervas medicinais nas montanhas: “Vende bem, e em um bom dia você pode conseguir até 60 ou 70 yuans”. Para famílias camponesas que, em média, não têm mais de 700 yuans por mês (R$ 431), é quase uma mina de ouro.

Nem todo mundo tem a sorte de contar com uma produção local certificada, como o Taiping Hou Kui (“chá Macaco Rei”), classificado entre os melhores do país desde 2004. Pequena comuna de Anhui, nas encostas íngremes da Montanha Amarela, acessível apenas por micro-ônibus, Taiping encontrou o pote de ouro. Para Kan Qinling, que terminou a colheita alguns dias antes, “o trabalho ainda é intenso, mas tudo mudou desde a certificação”. Ela tem até considerado que o filho deixe o emprego de eletrônica na cidade, pois, “aqui, seu futuro está garantido”: o “chá mágico” passou de 160 yuans (R$ 98) o quilo, em 1992, para 6 mil yuans (R$ 3.692) em 2014. Este ano, o preço baixou um pouco, inesperadamente atingido pela “luta contra a corrupção do presidente Xi”, diz a senhora Kan. Com os funcionários instados a beber um chá mais ordinário e a recusar presentes, as encomendas caíram. Sinal de relativa opulência, as casas baixas de madeira foram substituídas por sobrados cobertos de cerâmica branca. A estética não ganhou muito, mas o conforto das famílias, com certeza.

No entanto, foi justamente a beleza da vila que fez, se não a fortuna, pelo menos o dinamismo de Zhaji, também em Anhui, a duas horas de carro da cidade de Huangshan, de onde hordas de turistas partem em direção à Montanha Amarela. Com suas casas de telhado em forma de cabeça de cavalo, a vila conquistou diversos pintores pequineses e até um antropólogo francês, Julien Minet, que restaurou uma magnífica casa de chá. Construída no tempo dos Ming3 e cercada por colinas deslumbrantes, a vila manteve suas ruazinhas de pedras polidas pelo tempo, suas lojas às margens do rio – onde as mulheres ainda lavam a roupa com batedores –, seus templos. Zhaji recebeu o selo de “vila turística”. Ainda de difícil acesso, ela não foi invadida por visitantes, mas oferece atividades suficientes aos habitantes, que combinam o trabalho no campo ao comércio.

“Eu estou no turismo”, alardeia orgulhosamente a enérgica Zha Yuehung. Com seu marido – presente, embora calado –, ela conseguiu trocar sua antiga casa, onde hoje vive sua madrasta, por outra de dois andares tinindo de nova, com seis quartos, todos com banheiro. “Nossa pousada não é oficial”, esclarece, dando a entender que eles se arranjam com as autoridades locais. Mas nem os quartos nem os cultivos (arroz, chá, milho) são suficientes para mantê-los: “Nossa maior fonte de rendimentos é o dinheiro enviado por nossas filhas que trabalham em Xangai”.

Não há esse tipo de maná para sua irmã, Ye Huinjin, que ouve enquanto tricota. De folga naquele dia, ela trabalha como costureira numa fábrica de vestuário em Hefei, capital da província. “É difícil, mas eu ganho 3 mil yuans por mês [R$ 1.846], o que é um bom pagamento.” E, principalmente, sua filha pode ir para a escola da cidade grande, a “melhor de Anhui, uma chance a mais para ela passar no exame de admissão para a universidade” – o famoso gaokao, passaporte para um emprego qualificado na cidade.

 

De volta à cidade, mergulho no e-commerce

Durante a semana, Ye passa as noites no dormitório da fábrica. Sua filha, que estuda em colégio interno, se junta a ela no fim de semana. Já o marido fica na aldeia para cuidar dos pais e do filho, que, interno no colégio do distrito, vai para casa aos sábados. Assim, a família inteira só se reúne duas vezes por ano: na festa da primavera e nas férias de verão, menos de duas semanas. É desse modo que vivem muitas famílias camponesas: separadas pela força das circunstâncias. Baixos rendimentos e serviços públicos falhos, sobretudo quanto à educação, levam um dos pais a se exilar, às vezes os dois. Desde as reformas de 1979, 247 milhões de chineses tiveram de ir para a cidade. A maioria vive em condições difíceis: esses migrantes do interior não têm o mesmo estatuto e benefícios sociais (moradia, educação, saúde) que a população urbana. Fato novo: alguns voltam assim que podem.

É o caso de dois jovens que encontramos na velha casa escura de um fabricante de tofu, conversando enquanto aguardam turistas. De cara, eles nos levam ao outro lado do rio para mostrar sua realização: um café moderno, iluminado, com wi-fi, espressose smoothies. “Nós não abrimos este lugar para ganhar dinheiro”, explica o mais velho, Zha Zhi, de 29 anos, “mas para que os jovens possam se encontrar.” Não há mais que uma dúzia de pessoas na vila com menos de 35 anos.

Quando o encontramos novamente, Zha Zhi descansava entre dois acampamentos de férias de alto padrão para crianças da cidade, que ele administra para o dono, de Pequim. Vestindo roupas de marcas ocidentais, o rapaz não se arrepende de ter deixado a capital: “Aqui há uma qualidade de vida melhor. É verdade que não somos muitos, mas vários dos meus amigos que tiveram de ir embora sonham em voltar. Eu me sinto um pioneiro”.

A poucos quilômetros dali, na aldeia de Hou An, Zhu Yayou, uma mulher de 28 anos, de calça jeans rasgada no joelho e decorada com brilhos, com um menino sentado no colo, deu esse passo: “Faz quatro anos que voltei de Hefei”. Formada na área da informática, ela trabalhava “em uma empresa estrangeira”, prova de ascensão social. Mas queria criar seu filho, em vez de deixá-lo com os avós, como a maioria dos migrantes. Como sua vila não oferecia nenhuma oportunidade de emprego, ela se lançou no e-commercevia Taobao, número um de vendas on-line da China, pertencente ao famoso Alibaba. Deixou tudo e mudou para uma casa nova na vila, com sala voltada para o jardim e cozinha organizada à maneira ocidental, mas também, seguindo a tradição, com um fogão externo, no qual sua mãe prepara as refeições, em um quintal onde as galinhas andam soltas.

No andar de cima, o escritório: computador, um pequeno estúdio fotográfico profissional e alguns produtos armazenados. Zhu vende roupas femininas. Ela seleciona fábricas, pede amostras e arruma os manequins para apresentar no site fotos de vestidos, calças e camisetas. Em dezembro de 2014, ampliou a linha, apostando na onda “orgânica”, que seduz as camadas médias urbanas: ela vende ovos, galinhas, chá. E está funcionando.

As compras on-line explodiram em toda a China, ultrapassando os 12 trilhões de yuans (R$ 7,38 trilhões) em 2014, 20% a mais que no ano anterior.4 A construção acelerada de infraestruturas de transporte (linhas ferroviárias de alta velocidade, estradas etc.) permite a circulação rápida dos produtos. Zhu diz que agora ganha entre 6 e 7 mil yuans (entre R$ 3,7 mil e R$ 4,3 mil), o dobro do que ganhava em Hefei. Ela pode até se dar ao luxo de pegar o carro “para ir ao cinema e ao karaokê no distrito”, com seu marido e amigos.

Por causa da poluição, das condições de vida urbanas e da desaceleração econômica, o movimento para uma “nova reconstrução rural” ganhou impulso. O professor Wen Tiejun foi o iniciador dessa corrente, na década de 1990. Diretor da Escola de Economia Agrícola e Desenvolvimento Rural da prestigiada Universidade Renmin, em Pequim, membro da Comissão Estatal para a Proteção do Meio Ambiente e consultor do Banco Agrícola, ele está ao mesmo tempo plenamente integrado à sociedade e publicamente comprometido com ações alternativas. Entrevistado em um dos novos bairros chiques do subúrbio de Pequim, boné de beisebol na cabeça e óculos escuros, ele parece um professor norte-americano. Brincando, ele se diz um “conservador”, pois milita para que os camponeses “conservem sua terra”. Inovador, quer romper com as teorias liberais. “Por que tentar tornar nosso campo como o dos Estados Unidos, que não correspondem nem à nossa história nem à realidade do país [pequenas propriedades]?”, pergunta. “Tradicionalmente, os camponeses sempre tiveram várias ocupações, não apenas a agricultura.”

 

O artista que sonha com a

“Comuna de Bishan”

Embora não pertença formalmente a essa corrente, o arquiteto Wang Shu, Prêmio Pritzker em 2012 (equivalente ao Nobel da Arquitetura), defende ideias parecidas. Para ele, o desaparecimento das pessoas letradas do campo provoca o desaparecimento da cultura tradicional, bem como a erradicação de milhares de vilas. Longe de qualquer nostalgia de um passado mítico, ele sonha com “cidades-vilas”, em suas palavras, onde a cultura rural e a urbana se enriqueceriam mutuamente. Segundo ele, é preciso mudar de rumo e “construir uma outra sociedade, não fundada na herança com sua hierarquia vertical e suas classes sociais, mas horizontal – o que é a essência da cultura rural”.5 Ele planeja construir uma escola de arquitetura fora da cidade.

Ainda mais radical, o artista pequinês Ou Ning instalou-se na vila Ming, de Bishan (Anhui), onde ambiciona fundar a “Comuna de Bishan”, “em referência à Comuna de Paris, não à comuna maoísta”, esclarece. Artista gráfico, designer, curador de importantes exposições de arte contemporânea, criador da revista Tian Nan, artista reconhecido tanto na China como no exterior, ele poderia tranquilamente passar de um festival a outro, embolsando yuans e dólares. Mas não quer viver em uma bolha. “Os líderes chineses colocaram em prática soluções políticas ocidentais: o comunismo europeu e, mais recentemente, o liberalismo vindo dos Estados Unidos. Ambos criaram problemas intermináveis. É hora de os intelectuais chineses repensarem o sentido do desenvolvimento.” Um desenvolvimento no qual a cultura não seja apanágio de uns poucos, na cidade.

Quando o encontramos, em Bishan, ele preparava entusiasmado seu casamento, que ocorreria dois dias depois. Ainda assim, levou tempo explicando seu projeto, levando-nos para ver a livraria que projetou, em um magnífico templo dos antepassados, com o chefe da mais famosa livraria de Nanquim – um símbolo, embora os clientes sejam com mais frequência turistas do que moradores. Em seguida nos dirigimos para sua mais recente realização, a Escola de Trabalhadores, mistura de café moderno (com wi-fi), loja de artesanato camponês (sem fins lucrativos) e sala de conferências sobre as questões agrícolas, onde são exibidas ferramentas antigas, fotografias etc.

Naturalmente, o tempo todo se veem, nos campos, camponeses curvados semeando milho ou cortando, com foice, campos inteiros de colza. As mulheres continuam lavando roupa desde o nascer do sol, falando alto e batendo forte nas peças. Mas há moradores apaixonados pela aventura, como Yao Linlan, ex-professor, calça e colete azulados, que encontramos na rua de manhã, com o jornal na mão. Ele nos conduz pela vila labiríntica, mostrando o antigo “beco dos letrados”, entrando nas casas em reforma, orgulhoso da exposição de suas fotos na galeria de Ou Ning. Também cruzamos com Qian Shi’an, carpinteiro, poeta, ex-militar, que projetou um jardim com quarenta arbustos e dezenas de variedades de flores. Ele participa da Escola de Trabalhadores: “Aos 71 anos, sinto-me rejuvenescido”, diz, oferecendo macarrão de batata-doce e raízes de lótus, em sua modesta casa.

Wang Shouchang esperava essa renovação havia muito tempo. Apelidado de “historiador”, ele não tem diploma universitário. Passou a vida cultivando arroz, mas tem um conhecimento enciclopédico de Bishan. Muito antes da chegada de Ou Ning, fez um inventário do patrimônio, desenhando delicadamente – “para os meus filhos”, diz – as casas e paisagens mais notáveis, algumas já desaparecidas. Hoje, seus desenhos são editados e ele é consultado sobre a história da vila. Ele cuida dos livros na livraria e ajuda os camponeses-clientes que, no inverno, passam pelo local. Alegra-se com a chegada de um grupo de dançarinos, de um pesquisador de Nanquim e de um pequeno empresário que planeja atividades por ali. Famílias abriram pousadas… “As pessoas vêm, gostam, e eu me sinto cada vez mais orgulhosa”, diz também uma moradora, ex-operária em uma fábrica do distrito.

Para uma próxima etapa, Ou Ning procura empreendedores que compartilhem de sua visão, bem como de fundos para novas atividades. No início, o governo local ajudou. Quando ele começou a recusar o pedágio na entrada da vila e a proliferação de lojas de suvenires sem nenhuma relação com o trabalho camponês, as coisas mudaram.

Nem todos os habitantes de Bishan, que querem acima de tudo viver melhor e ganhar dinheiro, estão na mesma sintonia. Algumas das pessoas entrevistadas não hesitaram em citar o exemplo de Huangcun, a 10 quilômetros dali: uma vila que foi evacuada de seus habitantes, renovada e parcialmente reconstruída ao estilo antigo, e em seguida alguns foram convidados a voltar para cuidar dessa “aldeia turística” de vida artificial. Isso está bem longe do projeto cultural e político de “auto-organização do povo, de assistência mútua e troca” imaginado por Ou Ning. Por enquanto, os intelectuais que se estabelecem no campo, na grande tradição chinesa dos mandarins – ou na doutrina maoísta, mais autoritária –, continuam marginais. Mas o debate estende-se aos conselheiros do povo…

 

 
Agricultura chinesa em números

• 529,6 milhões de chineses vivendo no campo, o equivalente a 47,3% da população.

• 82,49 milhões de camponeses vivendo abaixo da linha da pobreza.

• 122 milhões de hectares de terra arável.

• 10% do PIB da China vindos da agricultura, contra 28,2% em 1979, quando foram lançadas as reformas.

• 1º lugar na produção de arroz,

com 203 milhões de toneladas, respondendo por 28% da produção mundial.

• 1º lugar na produção de trigo:

122 milhões de toneladas,

17% da produção mundial.

• 1º lugar na produção de chá:

1,4 milhão de toneladas,

33% da produção mundial.

• 2º lugar na produção de milho:

177,5 milhões de toneladas,

21% da produção mundial.

• 50% das maçãs produzidas no mundo são provenientes da China.

• 300 milhões de toneladas de cereais em estoque em 2015, o equivalente a 45% do consumo anual do país – o piso de segurança é fixado em 17% pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Os dados são de 2014, salvo menção em contrário. Fontes: Ministério da Agricultura da China, China Year Book 2014, China Corp 2015 –

Martine Bulard é redatora-chefe adjunta de Le Monde Diplomatique (França).


1    O número de “incidentes de massa” verificados excedeu 190 mil em 2013.

2    1 mu equivale a 0,66 hectare.

3    A Dinastia Ming (1368-1644) realizou grandes missões diplomáticas e comerciais, sobretudo pelo famoso almirante Zheng He, e fez inúmeras construções nas aldeias.

4    Olivier Vérot, “La vague du e-commerce en Chine s’étend dans les campagnes chinoises” [A onda do comércio eletrônico na China estende-se para o campo], 15 maio 2015. Disponível em: www.ecommercemag.fr.

5             Diálogo com o arquiteto francês Bruno Jean Hubert, Cité de l’Architecture, Paris, 2014.

EDIÇÕES ANTERIORES