Novembro 2008

Edição - 16
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  • u0ux5ex0s4f4u5s
    Editorial
    O que vem por aí
    Estamos liberados das restrições de um pensamento único e entrando em um período instigante, favorável ao desenvolvimento de um pensamento crítico. O discurso da[...]
    por: Silvio Caccia Bava
    04/11/2008
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  • Dia da Consciência Negra
    As gentes do Brasil

    O dia de Zumbi dos Palmares deveria ser uma data para comemorar a auto-estima. Para celebrar a conquista da cidadania de cada brasileiro excluído, como os negros, os índios e os pobres. Mas, já passados 120 anos da abolição, ainda se busca estabelecer as diferenças pela cor da pele

    por: Emanoel Araujo
    04/11/2008
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  • Segurança Pública
    Falta Estado e sobram armas

    Durante as eleições, 28 favelas do Rio de Janeiro receberam milhares de soldados para assegurar a “normalidade” do processo. Mas será que a presença de homens, helicópteros e veículos blindados retrata alguma situação cotidiana? Ou essa tranqüilidade é apenas para quem está fora das favelas?

    por: Pedro Strozenberg
    04/11/2008
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  • Direitos Humanos
    Julgar os crimes da ditadura

    Das sombras que tentam encobrir as torturas e os assassinatos praticados por agentes do Estado durante o regime militar, surgem críticas contra a “Bolsa Ditadura”, apoiadas na atual lei de anistia e revestidas de um cinismo que só se explica pela crença na impunidade

    por: Rodrigo Gonçalves
    04/11/2008
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  • Narcotráfico
    As guerras mexicanas

    Batalhas intestinas convulsionam o México, movidas pelos grandes cartéis que abastecem o vizinho Estados Unidos. A população, principal vítima, aguarda ansiosamente o desfecho dessa briga, que envolve o exército, a polícia e até o presidente do país

    por: Anne Vigna
    04/11/2008
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  • u0ux5ex0s4f4u5s
    Editorial
    O que vem por aí
    Estamos liberados das restrições de um pensamento único e entrando em um período instigante, favorável ao desenvolvimento de um pensamento crítico. O discurso da[...]
    por: Silvio Caccia Bava
    04/11/2008
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  • Povos Indígenas
    Viagem aos Zo’é

    A situação experimentada pelo Projeto Zo’é é única: pela primeira vez conseguiu-se reverter os males de um contato inicial degradante de um povo isolado com a sociedade mais ampla. Afetuosos, acolhedores, comunicativos, eles abandonaram as roupas e voltaram à alimentação tradicional, sem bens comprados

    por: Betty Mindlin
    04/11/2008
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  • Disputa pelo pré-sal I
    Novas regras para muito dinheiro

    Empresas transnacionais e seus porta-vozes usam a crise financeira mundial como pretexto para manter inalteradas as leis e regulamentos que as favorecem, em prejuízo do uso soberano das reservas petrolíferas da bacia de Santos para o desenvolvimento do país

    por: Igor Fuser
    04/11/2008
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  • Povos Indígenas
    O perigo mora ao lado

    A exploração de minérios e a destruição de áreas de preservação se tornaram grandes riscos para os Zo’é. Tirá-los dessa situação é um desafio que exige a formulação de políticas públicas capazes de conter o avanço da fronteira econômica, levando em consideração as lições do manejo tradicional

    por: Mauro Leonel
    04/11/2008
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  • Disputa pelo pré-sal II
    Petróleo, desmatamento e queimadas

    Se explorar corretamente os recursos do pré-sal, o Brasil terá a oportunidade única de combater sua herança de devastação ambiental. Em nenhum outro lugar o crescimento no consumo de combustíveis fósseis pode ser, em sua maioria absoluta, compensado com uma redução das emissões de gás carbônico

    por: Roberto Kishinami
    04/11/2008
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  • Análise
    Por uma economia política não-mercantil

    Há dez anos, diante da ameaça aos serviços públicos, o movimento antiglobalização forjou a palavra de ordem “o mundo não é mercadoria”. Até hoje, porém, não existe uma teoria capaz de fazer frente ao discurso econômico liberal criticado por eles. É preciso forjar uma ferramenta conceitual alternativa

    por: Jean-Marie Harribey
    04/11/2008
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  • Sistema financeiro
    Dane-se a realidade! A doutrina continua.

    Há duas décadas louvando o sistema hoje em ruínas, os economistas continuam apegados aos seus cânones. Mas agora estão divididos em dois campos: os que, sem qualquer escrúpulo, viraram a casaca; e aqueles que, atordoados pelo choque, ainda tentam defender o indefensável

    por: Frédéric Lordon
    04/11/2008
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  • Sustentabilidade
    Cuidar do lixo, cuidar do planeta

    A luta por um mundo sem poluição ambiental passa pelo cuidado com os resíduos. Reduzir drasticamente o uso de materiais químicos e tóxicos e reciclar toda a produção são apenas duas das muitas propostas concretas discutidas na primeira reunião da Gaia para a América Latina e Caribe, cuja declaração reproduzimos abaixo

    por: Declaração da I Reunião da Gaia
    04/11/2008
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  • Depois da crise
    A marcha para a multipolaridade

    A crise atual do sistema financeiro só acelerou o movimento de recuo do Ocidente. Sem sombra de dúvida, os Estados Unidos continuarão sendo, por longos anos, a potência dominante. Mas a ascensão de Brasil, Rússia, Índia e China leva à formação de novos centros de poder que contestam a ordem internacional

    por: Alain Gresh
    04/11/2008
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  • Institutos de Pesquisa
    Uso regular de trabalhadores precários

    Fundamental para manter os institutos de pesquisa funcionando, a contratação temporária vai contra todas as leis trabalhistas. Sem direito a férias ou assistência social, muitos funcionários vivem 24 horas por dia à disposição dessas empresas e nunca têm certeza de sua remuneração

    por: Rémy Caveng
    04/11/2008
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  • Depois da crise
    O declínio americano

    Nos anos 1960, John Kennedy conseguiu acabar com o sentimento de inferioridade americano perante os soviéticos. Depois de décadas de altos e baixos, como a derrota no Vietnã e a vitória no Golfo, mais uma vez os EUA vivem um momento pessimista, afundados na crise econômica e na guerra iraquiana

    por: Serge Halimi
    04/11/2008
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  • Mulheres camponesas
    A invisibilidade feminina

    No campo, a condição serviçal das mulheres fica ainda mais evidente: além do trabalho na roça, a jornada feminina inclui também o cuidado com a casa e os filhos. Vivendo num espaço predominantemente conservador, elas precisam se organizar e consolidar estratégias para combater a opressão do dia-a-dia

    por: Isaura Isabel Conte
    04/11/2008
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  • Depois da crise
    Uma nova geopolítica dos capitais

    A China não é mais somente “a fábrica do mundo”, ela tornou-se o banqueiro dos Estados Unidos. A aliança, porém, não é necessariamente ideológica: Pequim possui a maior reserva mundial de dólares, estimada em US$ 2 trilhões. Qualquer queda da moeda americana provocaria uma alta do iene

    por: Martine Bulard
    04/11/2008
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  • Imigração
    Estrangeiros para nós mesmos

    Na Europa, muitos locais se tornaram depósitos de refugiados. Centenas de pessoas permanecem até 18 meses detidas, aguardando seu desterro sob coação física, psicológica e moral. São cenas surpreendentes para um continente que apregoa valores como o direito, a liberdade e a dignidade humana

    por: Tassadit Imache
    04/11/2008
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  • Depois da crise
    América Latina solta as amarras

    As diferenças entre os países latino-americanos permanecem. Entretanto, em uma hora decisiva com esta, eles se mantêm alinhados: fortalecendo os laços entre si e com o Oriente, estão cada vez menos dependentes dos Estados Unidos

    por: Maurice Lemoine
    04/11/2008
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  • Violência doméstica
    O mundo privado como réu
    Seis meses após o fim de seu casamento, Adriana Vichi foi ameaçada por seu ex-marido, que queria impor uma reconciliação. Ante a sua recusa,[...]
    por: Fernanda Seara Contente
    04/11/2008
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  • Depois da crise
    A prudência islâmica

    Em respeito à xariá, os banqueiros do mundo árabe não participaram da ciranda da especulação financeira e hoje estão em posição mais confortável que os colegas ocidentais. Porém, para desviar-se da interdição dos juros, eles aplicaram em ativos imobiliários e em matérias-primas, setores igualmente voláteis

    por: Akram Belkaïd
    04/11/2008
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  • Depois da crise
    A Índia busca um novo lugar

    Em um momento de disputas estratégicas na Ásia, a entrada dos indianos no seleto clube de países que comercializam armas nucleares é uma das maiores alterações na ordem internacional. O país, que ainda está aprendendo a lidar com o poder chinês, também começa a se tornar uma potência

    por: Siddhart Varadarajan
    04/11/2008
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  • Depois da crise
    Dois impérios: duas lógicas

    Únicas potências a atingir dimensões globais, Grã-Bretanha e Estados Unidos guardam diferenças substanciais. Quando a era dos impérios marítimos chegou ao fim, os britânicos perceberam rapidamente as mudanças e se adaptaram mais facilmente à nova realidade. Será que os Estados Unidos compreenderão essa lição?

    por: Eric Hobsbawm
    04/11/2008
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  • Depois da crise
    Novos poderes se afirmam

    Foi durante o curso da expansão econômica e territorial coercitiva do Ocidente que nasceram as hierarquias internacionais, fraturando o mundo entre centros dominantes e periferias dependentes. Há, portanto, uma dimensão histórica no reequilíbrio das grandes regiões “emergentes”, Ásia e América do Sul

    por: Philip S. Golub
    04/11/2008
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  • Uso regular de trabalhadores precários

    Fundamental para manter os institutos de pesquisa funcionando, a contratação temporária vai contra
    todas as leis trabalhistas. Sem direito a férias ou assistência social, muitos funcionários vivem 24 horas por dia à disposição dessas empresas e nunca têm certeza de sua remuneração

    por: Rémy Caveng
    01/11/2008
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  • Sustentabilidade
    Cuidar do lixo, cuidar do planeta

    A luta por um mundo sem poluição ambiental passa pelo cuidado com os resíduos. Reduzir drasticamente o
    uso de materiais químicos e tóxicos e reciclar toda a produção são apenas duas das muitas propostas concretas
    discutidas na primeira reunião da Gaia para a América Latina e Caribe, cuja declaração reproduzimos aqui

    por: Declaração da I Reunião da Gaia
    01/11/2008
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  • DEPOIS DA CRISE
    O declínio americano

    Nos anos 1960, John Kennedy conseguiu acabar com o sentimento de inferioridade americano perante
    os soviéticos. Depois de décadas de altos e baixos, como a derrota no Vietnã e a vitória no Golfo, mais uma
    vez os EUA vivem um momento pessimista, afundados na crise econômica e na guerra iraquiana

    por: Serge Halimi
    01/11/2008
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  • A Índia busca um novo lugar

    Em um momento de disputas estratégicas na Ásia, a entrada dos indianos no seleto clube de países que comercializam armas nucleares é uma das maiores alterações na ordem internacional. O país, que ainda
    está aprendendo a lidar com o poder chinês, também começa a se tornar uma potência

    por: Siddhart Varadarajan
    01/11/2008
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  • DEPOIS DA CRISE
    América Latina solta as amarras

    As diferenças entre os países latino-americanos permanecem. Entretanto, em
    uma hora decisiva com esta, eles se mantêm alinhados: fortalecendo os laços entre
    si e com o Oriente, estão cada vez menos dependentes dos Estados Unidos

    por: Maurice Lemoine
    01/11/2008
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  • As Guerras Mexicanas

    Batalhas intestinas convulsionam o México, movidas pelos grandes cartéis que abastecem o vizinho
    Estados Unidos. A população, principal vítima, aguarda ansiosamente o desfecho dessa briga, que envolve o exército, a polícia e até o presidente do país

    por: Anne Vigna
    01/11/2008
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  • DEPOIS DA CRISE
    A marcha para a multipolaridade

    A crise atual do sistema financeiro só acelerou o movimento de recuo do Ocidente. Sem sombra de
    dúvida, os Estados Unidos continuarão sendo, por longos anos, a potência dominante. Mas a ascensão de Brasil,
    Rússia, Índia e China leva à formação de novos centros de poder que contestam a ordem internacional

    por: Alain Gresh
    01/11/2008
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  • IMIGRAÇÃO
    Estrangeiros para nós mesmos

    Na Europa, muitos locais se tornaram depósitos de refugiados. Centenas de pessoas permanecem até 18 meses detidas, aguardando seu desterro sob coação física, psicológica e moral. São cenas surpreendentes para um continente que apregoa valores como o direito, a liberdade e a dignidade humana

    por: Tassadit Imache
    01/11/2008
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  • DEPOIS DA CRISE
    Uma nova geopolítica dos capitais

    A China não é mais somente “a fábrica do mundo”, ela tornou-se o banqueiro dos Estados Unidos.
    A aliança, porém, não é necessariamente ideológica: Pequim possui a maior reserva mundial de dólares,
    estimada em US$ 2 trilhões. Qualquer queda da moeda americana provocaria uma alta do iene

    por: Martine Bulard
    01/11/2008
    Leia Mais →
  • DEPOIS DA CRISE
    A prudência islâmica

    Em respeito à xariá, os banqueiros do mundo árabe não participaram da ciranda da especulação financeira
    e hoje estão em posição mais confortável que os colegas ocidentais. Porém, para desviar-se da interdição dos
    juros, eles aplicaram em ativos imobiliários e em matérias-primas, setores igualmente voláteis

    por: Akram Belkaïd
    01/11/2008
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