Novembro 2015

Edição 100

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EDITORIAL

Dançando conforme a música

Silvio Caccia Bava


CONGRESSO LIDERA INTERESSES DA ELITE

Brasil, refém dos “300 picaretas”

Enfraquecida pelas denúncias de corrupção na Petrobras, Dilma Rousseff procura acalmar a oposição levando seu governo para a direita. Esforço inútil: só conseguiu despertar ainda mais o apetite dos liberais. Distante da base, a presidenta depende de deputados menos preocupados com a política que com seu enriquecimentoLamia Oualalou


UM SISTEMA POLÍTICO SEQUESTRADO POR GRANDES CORPORAÇÕES

Tenebrosas transações

Eduardo Cunha, apesar de sua tenacidade e apego ao poder, será figura fugaz na vida republicana. Luziu enquanto durou: uma luz que nada iluminou, apenas confundiu. Sobrevive dos efeitos reflexos do poder que constituiu, pois os prazos do sistema político paquidérmico, avesso à participação popularChico Alencar


ATAQUES À DEMOCRACIA

O Congresso e sua pauta conservadora

A pauta imposta à Câmara, que também depende de apreciação do Senado, é uma ameaça às conquistas políticas, econômicas e sociais, além de estar sendo utilizada como elemento de pressão sobre o governo, a quem o presidente da Câmara atribui responsabilidade por sua inclusão na investigação da Operação Lava JatoAntônio Augusto de Queiroz


MARCOS DA COSTA, PRESIDENTE DA OAB-SP

Cunha dificilmente perderá o mandato, mas deve deixar comando da Câmara

Para discutir o futuro do deputado federal Eduardo Cunha, o Le Monde Diplomatique Brasil entrevistou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo, Marcos da Costa. Ele fala sobre corrupção, reforma política e justiça, e constata: “O que se vê hoje é um quadro muito triste da política brasileiraLuís Brasilino


DIPLOMACIA

O tríplice desgaste da França

A escolha de Paris não decorre, para começar, de um erro de análise estratégica. Trata-se, muito mais, de atiçar a paranoia de monarcas temerosos de se verem oprimidos pelo Irã e seus aliados, no intuito de lhes fornecer armas suplementares.Serge Halimi


APÓS A INTERVENÇÃO RUSSA NA SÍRIA

O Oriente Médio em ebulição

Duplo golpe do presidente russo, que acaba de fazer sua entrada no campo de batalha sírio. Putin deixou escapar que recebeu no Kremlin o presidente Bashar Al-Assad; na sequência, ele organizou uma reunião quadripartite (Estados Unidos, Rússia, Arábia Saudita e Turquia) para interromper os conflitos militaresOlivier Zajec


PUTIN VAI AO SOCORRO DE AL-ASSAD

A arriscada aposta russa na Síria

Penetrando no teatro de operações sírio, o Exército russo pretende mostrar que tem capacidade para honrar suas alianças regionais e defender seus interesses estratégicos. Reafirmando uma cooperação antiga com o regime Al-Assad, Putin espera influir mais na reconfiguração do Oriente Médio.Alexei Malachenko


“O QUE ESTAMOS VENDO NA CHINA HOJE É O FUTURO”

David Harvey: As capitais do capitalismo

Em entrevista, o geógrafo David Harvey, professor emérito de Antropologia e Geografia da City University of New York (CUNY), analisa a urbanização do mundo e defende que é preciso combater o capitalismo por meio da radicalização nas cidadesDaniel Santini


WALL STREET E VALE DO SILÍCIO JUNTOS

Resistir à uberização do mundo

Edição 100 | EUA

Ao transformar donos de veículos em choferes eventuais sem nenhuma proteção, o Uber não desperta apenas a fúria de taxistas: seu nome simboliza cada vez mais a ligação entre novas tecnologias e precarização. O sucesso de gigantes do Vale do Silício acompanha uma onda de desregulamentações


COMO EVITAR O CAOS CLIMÁTICO?

Da ciência à política

A 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 21), que será realizada em Paris de 30 de novembro a 11 de dezembro, não tem o direito de fracassar. O tempo urge, e o conjunto dos países industrializados precisa se comprometer a reduzir drasticamente suas emissões de gases do efeito estufa.Philippe Descamps


COMO EVITAR O CAOS CLIMÁTICO?

O teatro das negociações Internacionais

A lentidão das negociações sobre o clima contrasta com a rápida aceleração da história humana. Enquanto isso, as instâncias internacionais mostram-se incapazes de criar ferramentas e modos de pensar à altura dos desafios colocadosAgnès Sinaï


COMO EVITAR O CAOS CLIMÁTICO?

Todos somos responsáveis?

A exploração dos recursos fósseis provocou o nascimento de uma nova era geológica na Terra – uma proeza levada a cabo pelas nações industrializadas e por suas elites, as quais basearam sua supremacia em trocas ecológicas desiguaisChristophe Bonneuil


COMO EVITAR O CAOS CLIMÁTICO?

No início, eram só bolhas na Antártida

Ao revirar arquivos climáticos preservados nas calotas polares, um grupo de especialistas em gelo demonstrou o papel desempenhado pelo CO2 no aquecimento climático. Um deles conta aqui como essa descoberta científica se tornou um desafio político mundialDominique Raynaud


COMO EVITAR O CAOS CLIMÁTICO?

Crescimento ou clima: é preciso escolher

Os negociadores da COP de Paris vão varrer para debaixo do tapete a incompatibilidade entre a limitação do aquecimento do planeta e a busca infinita por crescimento econômico. Quando este for retomado pelos países desenvolvidos, os objetivos climáticos se tornarão inatingíveis. Outros caminhos rumo ao progresso humanoJean Gadrey


SÉRIE ESPECIAL- A BARBÁRIE CONTEMPORÂNEA

Vidas matáveis, morte em vida e morte de fato

Drogas, tortura, encarceramento feminino, entre outros, serão temas da série “Prisões, a barbárie contemporânea”, que começa a ser publicada nesta edição. Confira análise do sistema prisional como mecanismo que transforma os detentos em vidas matáveis, gerando morte em vida por maus-tratos extremos ou morte de fatoFábio Mallart e Rafael Godoi


A CONTA É DOS MAIS POBRES

O ajuste fiscal e a pesca artesanal

O conjunto de transformações na regulamentação da atividade pesqueira e dos benefícios e direitos sociais está ligado a uma concepção exclusivamente setorial da pesca, ignorando os aspectos sociais, culturais, econômicos e históricosNatália Tavares de Azevedo


TRAJETÓRIA PERVERSA

O BNDES acorrentado

“Mais mercado ou o caos”, eis a chantagem permanente que demonstra o grau de ofensividade da nova reestruturação do capital em curso. Bancos privados, fundos de investimento orientados pelos fluxos internacionais e consultorias coligadas seguem defendendo a atrofia programa e não reversível do BNDESLuis Fernando Novoa Garzon


DIPLÔ 100

Espaço e tempo entre cem capas

Este relato serve para fechar o traçado de um círculo iniciado na edição número 1 do Le Monde Diplomatique Brasil, aquela cuja capa trazia uma bandeira americana aprisionando uma multidão em protesto. Hoje, como na capa da edição 100, queremos lembrar que o Brasil também vive dias bastante nebulososRenato Alarcão


COMO EVITAR O CAOS CLIMÁTICO?

Dois graus a mais: já não é demais?

Desde a Conferência de Copenhague, em 2009, a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima tenta limitar o aquecimento do planeta a 2 °C. Esse objetivo orientará as negociações de Paris em torno da redução das emissões de gases do efeito estufa. Mas a modificação do clima já pode ter tido consequências eEric Klinenberg


NA CONTRACORRENTE DO ÊXODO RURAL

Chineses, entre a colheita e a internet

Em trinta anos, a China conseguiu erradicar a fome, apesar de sua pequena parcela de terra arável (9% do território). No entanto, os camponeses enfrentam condições de vida difíceis. Muitos precisam encontrar atividades complementares ou migrar para a cidade. O fenômeno deve acelerar as próximas reformasMartine Bulard


ENCARTE OXFAM

Juventudes e as desigualdades no urbano

equipe Le Monde Diplomatique Brasil