Setembro 2008

Edição 14

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ELEIÇÃO / EUA

Navegando em águas turbulentas

Assim como os Estados Unidos sobreviveram à desventura no Vietnã e dela emergiram fortalecidos, eles estão aptos a superar o fiasco no Iraque. Embora momentaneamente desconcertado, o império americano continuará seu caminho, sob direção bipartidária e a pressão das mega corporaçõesArno J. Mayer


CONTROLE SOCIAL

A ineficácia do Big Brother

Freqüentemente apresentada como a panacéia em matéria de
combate à delinqüência, a videovigilância em lugares públicos não
consegue cumprir seu objetivo inicial de aumentar a segurança da
população e diminuir a criminalidade. Por enquanto, só provou ser
um grande desperdício de dinheiro para os países europeusNoé Le Blanc


POLÍTICA EUROPÉIA

Quando os lobbies legislam

Bruxelas transformou-se na “terra prometida” de grupos de pressão de todo tipo. Diante dos 26 mil
funcionários da Comissão Européia e 785 deputados do Parlamento Europeu, calcula-se que haja em
torno de 15 mil pessoas trabalhando exclusivamente nos lobbiesBernard Cassen


RELIGIÃO

Catolicismo atormentado

Na Europa, a secularização vem atingindo rapidamente até mesmo a vida interna das comunidades cristãs.
O quadro é aterrorizante para os bispos e o papa Bento XVI, que tentam incentivar a ação pastoral nos países
de tradição católica sem negociar valores como a família, o respeito à vida e ao bem comumMichel Cool


MATÉRIA DE CAPA / A crise chega ao Brasil

Desequilíbrios estruturais do capitalismo atual

Por sua própria natureza, o capitalismo vive articulado em ciclos longos e curtos, de expansão e retração. A crise atual não foge a essa regra e é impossível prever seu alcance. A única certeza é que o mundo sairá modificado, principalmente em três pontos nodais das relações econômicas: dinheiro, energia e comidaEmir Sader


MATÉRIA DE CAPA / A crise chega ao Brasil

Impactos e oportunidades

A crise internacional desafia as boas condições do presente e ameaça a materialização das perspectivas para o futuro de mais longo prazo. As oportunidades só serão aproveitadas caso a gestão macroeconômica seja distinta da que tem predominado nos últimos anosRicardo Carneiro|André Biancareli


economia global

Ajustes dolorosos entre oferta e procura

Nos últimos tempos, o mercado nos ensinou uma lição valiosa: os preços sempre acabam se equilibrando, independente das circunstâncias. Já as pessoas, que sofrem diretamente com seus altos e baixos, não. Para elas a economia não é um mero desafio especulativo, mas o elemento que determina sua condição de vidaLaurent Cordonnier


Participação popular / Bolívia

Impasse pela força do voto

No plebiscito de 10 de agosto, o Movimento ao Socialismo registrou uma ampla vitória entre o eleitorado. Porém, os governadores de oposição também saíram fortalecidos e continuam trabalhando pelo fracasso do presidente. Os indígenas já deram o alerta: “Se retirarem Evo Morales haverá uma guerra”Maurice Lemoine


Participação popular / Brasil

O direito e o avesso constitucional

No Brasil, a participação popular permanece nas mãos do Congresso Nacional: os plebiscitos e referendos só ocorrem quando os parlamentares assim decidem. Da mesma forma, nos últimos 20 anos as leis originárias do povo somaram apenas 0,05% do total votado. Por essas razões, a OAB resolveu propor uma reforma políticaFábio Konder Comparato


Entrevista exclusiva – Fernando Lugo

“Sempre levarei a condição de bispo comigo”

Único mandatário paraguaio em mais de meio século a não pertencer nem às Forças Armadas nem aos partidos Colorado e Liberal Radical Autêntico, Lugo deixa clara sua pretensão de estabelecer um novo contrato social no país: “Estamos aqui para servir o povo, não para nos servirmos dele”Dario Pignotti


Eleição / EUA

Navegando em águas turbulentas

Arno J. Mayer


Segurança alimentar

Os agrotóxicos e a força das multinacionais

Enquanto pesquisas acusam a contaminação de vários alimentos e milhares de casos de intoxicação humana, especialmente de trabalhadores rurais, a Justiça brasileira suspende reavaliação pela Anvisa de agrotóxicos que são proibidos na Europa e garante a expansão do segundo maior mercado mundialBruno Milanez|Marcelo Firpo de Souza Porto|Jeffer Castelo Branco|Jean-Pierre Leroy|Zuleica Nycs


Olimpíadas

O peso político dos Jogos

“Ilha da fantasia” montada a cada quatro anos num ponto diferente do planeta, o evento não foge às querelas do mundo real: para preservá-lo, o Comitê Olímpico Internacional mantém uma linha tênue entre o financiamento público e privado e faz vistas grossas à falta de autonomia de diversos comitês locaisMarcelo Damato


Filosofia

O Maquiavel esquecido

O Comando Estratégico dos Estados Unidos, para responder às ameaças daquilo que chamamos de “terrorismo internacional”, recomenda que se intimide o inimigo, passando a imagem de um adversário que pode parar de agir racionalmente quando seus interesses vitais estão em jogoJacques Derrida


Guerra no Cáucaso

Ossétia do Sul, o palco de uma disputa mundial

O projeto do escudo antimíssil e as pressões americanas para acelerar a adesão da Geórgia à Otan foram considerados pela Rússia provocações inaceitáveis. A ação militar georgiana era o pretexto que o Kremlin precisava para fortalecer seu poder nas regiões separatistas e se contrapor aos Estados UnidosJean Radvanyi


Guerra no Cáucaso

Quando a Rússia se reergue

A Guerra Fria acabou, mas o conflito não. Para garantir sua influência na região, os americanos investiram na aproximação com países menores, como a Geórgia. Moscou, por sua vez, apostou na Ossétia do Sul para “punir” os vizinhos que se aliaram aos ianquesSerge Halimi


Controle do território

Pequim reafirma suas ambições navais

Há 400 anos a China tinha uma marinha invejável, mas deixou passar a oportunidade de se tornar uma potência hegemônica. Dessa vez, parece que isso não vai se repetir. Desde 2000, um dos eixos prioritários do governo é a expansão do poderio naval, com o objetivo de influir de maneira “harmoniosa” e “pacífica” no mundoOlivier Zajec


Ajuda humanitária

O espetáculo da desgraça alheia

Ao exigir livre acesso às vítimas em nome de um dever de intervenção muito discutível, o humanitarismo acabou produzindo um “direito” de ingerência onde o indivíduo é considerado apenas um corpo biológico, cuja existência deve ser garantida contra a fome, as epidemias ou as catástrofes naturaisBernard Hours


África

A Guantánamo dos imigrantes

Controlada por interesses protecionistas dos países europeus, a Mauritânia serve como porto de esperanças e decepções para quem tenta sair da África rumo às luzes da Europa. Entre as políticas de contenção da migração ilegal está um novo centro de detenção em situação mais precária do que a de seus próprios presosZoé Lamazou


Povos originários

Se o futuro existe…

É preciso, sobretudo, gerar uma nova consciência e educar os investidores e seus programas diante do clamor da terra frente às mudanças climáticas. Trata-se de buscar envolver, mais uma vez, a sociedade moderna para corrigir suas contradições e assumir o compromisso do direito coletivo na busca do bem comumMarcos Terena


POR TRÁS DOS FATOS

Como surgiu o povo judeu?

O ataque israelense contra a frota internacional que levava ajuda humanitária ao território de Gaza – no qual morreram 9 pessoas – foi alvo de críticas de toda a comunidade internacional. Para entender melhor a situação na região, leia o artigo publicado no Le Monde Diplomatique Brasil sobre a história de IsraelShlomo Sand


ECONOMIA GLOBAL

Ajustes dolorosos entre oferta e procura

Nos últimos tempos, o mercado nos ensinou uma lição valiosa: os preços sempre acabam se equilibrando, independente das circunstâncias. Já as pessoas, que sofrem diretamente com seus altos e baixos, não. Para elas a economia não é um mero desafio especulativo, mas o elemento que determina sua condição de vidaLaurent Cordonnier


Religião

Catolicismo atormentado

Na Europa, a secularização vem atingindo rapidamente até mesmo a vida interna das comunidades cristãs. O quadro é aterrorizante para os bispos e o papa Bento XVI, que tentam incentivar a ação pastoral nos países de tradição católica sem negociar valores como a família, o respeito à vida e ao bem comumMichel Cool


Política européia

Quando os lobbies legislam

Bruxelas transformou-se na “terra prometida” de grupos de pressão de todo tipo. Diante dos 26 mil funcionários da Comissão Européia e 785 deputados do Parlamento Europeu, calcula-se que haja em torno de 15 mil pessoas trabalhando exclusivamente nos lobbiesBernard Cassen


Controle social

A ineficácia do Big Brother

Freqüentemente apresentada como a panacéia em matéria de combate à delinqüência, a videovigilância em lugares públicos não consegue cumprir seu objetivo inicial de aumentar a segurança da população e diminuir a criminalidade. Por enquanto, só provou ser um grande desperdício de dinheiro para os países europeusNoé Le Blanc


AJUDA HUMANITÁRIA

O espetáculo da desgraça alheia

Ao exigir livre acesso às vítimas em nome de um dever de intervenção muito discutível, o humanitarismo acabou
produzindo um “direito” de ingerência onde o indivíduo é considerado apenas um corpo biológico, cuja existência
deve ser garantida contra a fome, as epidemias ou as catástrofes naturaisBernard Hours


GUERRA NO CÁUCASO

Quando a Rússia se reergue

A Guerra Fria acabou, mas o conflito não. Para garantir sua influência na região, os americanos investiram na aproximação com países menores, como a Geórgia. Moscou, por sua vez, apostou na Ossétia do Sul para “punir” os vizinhos que se aliaram aos ianquesSerge Halimi


Editorial

Hora de mudar

Silvio Caccia Bava


PARTICIPAÇÃO POPULAR / BOLÍVIA

Impasse pela força do voto

No plebiscito de 10 de agosto, o Movimento ao Socialismo registrou uma ampla vitória entre o eleitorado. Porém, os governadores de oposição também saíram fortalecidos e continuam trabalhando pelo fracasso
do presidente. Os indígenas já deram o alerta: “Se retirarem Evo Morales haverá uma guerra”Maurice Lemoine


GUERRA NO CÁUCASO

Ossétia do Sul, o palco de uma disputa mundial

O projeto do escudo antimíssil e as pressões americanas para acelerar a adesão da Geórgia à Otan foram considerados pela Rússia provocações inaceitáveis. A ação militar georgiana era o pretexto que o
Kremlin precisava para fortalecer seu poder nas regiões separatistas e se contrapor aos Estados UnidosJean Radvanyi