Novembro 2008

Edição 16

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DEPOIS DA CRISE

O declínio americano

Nos anos 1960, John Kennedy conseguiu acabar com o sentimento de inferioridade americano perante
os soviéticos. Depois de décadas de altos e baixos, como a derrota no Vietnã e a vitória no Golfo, mais uma
vez os EUA vivem um momento pessimista, afundados na crise econômica e na guerra iraquianaSerge Halimi


A Índia busca um novo lugar

Em um momento de disputas estratégicas na Ásia, a entrada dos indianos no seleto clube de países que comercializam armas nucleares é uma das maiores alterações na ordem internacional. O país, que ainda
está aprendendo a lidar com o poder chinês, também começa a se tornar uma potênciaSiddhart Varadarajan


IMIGRAÇÃO

Estrangeiros para nós mesmos

Na Europa, muitos locais se tornaram depósitos de refugiados. Centenas de pessoas permanecem até 18 meses detidas, aguardando seu desterro sob coação física, psicológica e moral. São cenas surpreendentes para um continente que apregoa valores como o direito, a liberdade e a dignidade humanaTassadit Imache


DEPOIS DA CRISE

América Latina solta as amarras

As diferenças entre os países latino-americanos permanecem. Entretanto, em
uma hora decisiva com esta, eles se mantêm alinhados: fortalecendo os laços entre
si e com o Oriente, estão cada vez menos dependentes dos Estados UnidosMaurice Lemoine


Disputa pelo pré-sal I

Novas regras para muito dinheiro

Empresas transnacionais e seus porta-vozes usam a crise financeira mundial como pretexto para manter inalteradas as leis e regulamentos que as favorecem, em prejuízo do uso soberano das reservas petrolíferas da bacia de Santos para o desenvolvimento do paísIgor Fuser


Disputa pelo pré-sal II

Petróleo, desmatamento e queimadas

Se explorar corretamente os recursos do pré-sal, o Brasil terá a oportunidade única de combater sua herança de devastação ambiental. Em nenhum outro lugar o crescimento no consumo de combustíveis fósseis pode ser, em sua maioria absoluta, compensado com uma redução das emissões de gás carbônicoRoberto Kishinami


Sistema financeiro

Dane-se a realidade! A doutrina continua.

Há duas décadas louvando o sistema hoje em ruínas, os economistas continuam apegados aos seus cânones. Mas agora estão divididos em dois campos: os que, sem qualquer escrúpulo, viraram a casaca; e aqueles que, atordoados pelo choque, ainda tentam defender o indefensávelFrédéric Lordon


Depois da crise

A marcha para a multipolaridade

A crise atual do sistema financeiro só acelerou o movimento de recuo do Ocidente. Sem sombra de dúvida, os Estados Unidos continuarão sendo, por longos anos, a potência dominante. Mas a ascensão de Brasil, Rússia, Índia e China leva à formação de novos centros de poder que contestam a ordem internacionalAlain Gresh


Depois da crise

O declínio americano

Nos anos 1960, John Kennedy conseguiu acabar com o sentimento de inferioridade americano perante os soviéticos. Depois de décadas de altos e baixos, como a derrota no Vietnã e a vitória no Golfo, mais uma vez os EUA vivem um momento pessimista, afundados na crise econômica e na guerra iraquianaSerge Halimi


Depois da crise

Uma nova geopolítica dos capitais

A China não é mais somente “a fábrica do mundo”, ela tornou-se o banqueiro dos Estados Unidos. A aliança, porém, não é necessariamente ideológica: Pequim possui a maior reserva mundial de dólares, estimada em US$ 2 trilhões. Qualquer queda da moeda americana provocaria uma alta do ieneMartine Bulard