Outubro 2009

Edição 27

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Pós-neoliberalismo

Um novo Estado desenvolvimentista?

No Brasil de 1950, 1960 e 1970 havia sinergia entre o investimento público, comandado pelas estatais, e o privado. O neoliberalismo, porém, deixou isso escapar, perdendo a oportunidade de criar grupos nacionais comprometidos com o desenvolvimento do país. Talvez essa possa ser uma das diretrizes políticas do pré-salLuiz Gonzaga Belluzzo


Pós-liberalismo

Política e economia, outra vez articuladas

No poder, Lula novamente identificou como crucial o planejamento das atividades econômicas e sociais. O PAC implementa o que os críticos ao neoliberalismo exigiam há muito tempo – investimento em infraestrutura produtiva e social – e algumas das empresas brasileiras se tornaram importantes global playersAndreas Novy


Pós-neoliberalismo

De volta para o futuro

Está em pauta o desafio de definir princípios-chaves de uma “agenda positiva” para estratégias de desenvolvimento, sem ceder à tentação do modelo único. São propostas que podem ser incorporadas na agenda de cada país, de acordo com questões relacionadas à economia, à política e à cultura políticaJorge O. Romano


Novos paradigmas

Mudar mentalidades e práticas: um imperativo

Precisamos pôr em questão a medida de valor da riqueza comumente usada. Afinal, o Produto Interno Bruto é uma degradação, uma elegia à destruição ambiental e social que a mercantilização de tudo provoca. Exclui quem não está no mercado e aquilo que não tem propósitos comerciaisCândido Grzybowski


Terceirização da saúde

É essa reforma que queremos?

No Estado de São Paulo, a transferência de todo o sistema público de saúde para organizações sociais terceirizadas vai na contramão de um valor crucial à humanidade: a preservação da vida, que não pode ser regido pela lógica da iniciativa privada, sempre em busca do lucroAnna Trotta Yaryd|Arthur Pinto Filho


A nova ordem mundial

O multilateralismo em questão

O G20, que se reuniu em Pittsburgh, Estados Unidos, nos dias 24 e 25 de setembro, ambiciona ser a nova diretoria do planeta. Contudo, ele não dispõe nem da legitimidade necessária para tanto, nem de um projeto alternativo para um modelo de organização mundial que fracassouBernard Cassen


Seguridade em crise

Na Dinamarca, a social-democracia à prova

O milagroso sistema social dinamarquês, que equilibrava o país entre a flexibilidade para o empregador e a seguridade para o assalariado, não consegue se sustentar diante da pior recessão econômica desde 1930. Desemprego, restrição de direitos trabalhistas e discursos anti-imigrantes formam o conturbado quadro nacionalJean-Pierre Séréni


Política / América Latina

El Salvador: uma esquerda conciliadora

Inspirado em Lula e Obama, o presidente Mauricio Funes completa agora cem dias de mandato. Com uma herança econômica difícil, ele reafirma que seu governo será de “união nacional” e lança um novo chamado para a construção de um país “menos injusto”, tentando mediar os conflitos entre seu partido e o empresariadoJean François Boyer


Economia africana

A joia russa na Guiné

As preciosas minas de bauxita guineenses agora pertencem à empresa Russkij Aluminij segunda maior companhia mundial do setor. O negócio foi adquirido a um preço pífio por Oleg Deripaska, detentor da décima fortuna da Rússia e amigo Vladimir Putin, e mantém-se às custas da má remuneração de seus funcionáriosJulien Brygo


Conflito no Oriente Médio

Iêmen dividido

Unificado em 1990, o país continua sofrendo com conflitos internos que ameaçam a sua estabilidade. Em Saada, intensifica-se uma luta de insurreição cujos líderes afirmam ser apoiados pelo IrãPierre Bernin