Dezembro 2009

Edição 29

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CAPA / POLÍTICAS AMBIENTAIS

Compartilhar as responsabilidades

Estimado entre US$ 100 bilhões e US$ 150 bilhões por ano, o custo do combate aos efeitos das mudanças do clima consumirá algo entre 5% a 20% do PIB mundial. Se começarmos a enfrentar o problema desde já, poderemos reduzir esses valores para apenas 1%Carlos Minc|Suzana Kahn


Capa / Perspectivas

Os piores cenários possíveis

Para enfrentar as disputas relativas aos problemas climáticos – e à crise ecológica em geral – é preciso uma mudança radical e estrutural, que atinja os fundamentos do sistema capitalista e altere nossos hábitos de consumo e nossa relação com a naturezaMichael Löwy


Entrevista / Aziz Ab’ Saber

É urgente conter o aquecimento global

O papel das universidades é crucial. Elas precisam recuperar e produzir conhecimentos que nos permitam entender a realidade em cada território e enfrentar as mudanças climáticas nos diversos ecossistemasMaíra Kubík Mano


Capa / Natureza em transformação

O planeta chega ao seu limite

Até agora, três dos limiares planetários – a mudança climática, a perda da biodiversidade e o ciclo do nitrogênio – já foram excedidos, e mais quatro – ciclo do fósforo, acidificação dos oceanos, uso de água doce e do solo – serão logo ultrapassados se as atividades humanas mantiverem o ritmo atualAmâncio Friaça


Capa / Acordos e dasacordos

Os obstáculos no caminho de Copenhague

Neste momento, a noção de “America first” propagada pelo governo dos EUA constitui um fator impeditivo ainda mais efetivo do que a de “market first”. Em função disso, são poucos os países dispostos a situar as negociações fora do quadro exclusivamente mercantil e dos interesses estritamente nacionaisRiccardo Petrella


Desmantelamento da proteção providencial

Uma dívida providencial…

No passado, os conservadores se mostravam preocupados em preservar o equilíbrio das contas, a ponto de concordarem com aumentos de impostos. Nos últimos 30 anos, ao contrário, eles vêm gerando deliberadamente os déficits públicosSerge Halimi


Do publico ao privado

Triunfo do Estado gestor

Na França, as reformas acontecem de maneira dispersa e desordenada: o tecnicismo confundiu a todos e seus efeitos só se tornaram aparentes depois de algum tempo. Por trás da neblina, vislumbrou-se uma mobilização sem precedente em prol de um Estado enxuto na superfície e reforçado em suas estruturas de comandoLaurent Bonelli|Willy Pelletier


Grã-Bretanha pós-neoliberalismo

O renascimento da gestão pública

Durante os mandatos neotrabalhistas, os sistemas de avaliação acabaram adquirindo feições mais democráticas e permitindo aos cidadãos controlar a qualidade da gestão públicaJérôme Tournadre-Plancq


Eleições no Chile

Retrocessos e avanços do governo Bachelet

Com rédeas curtas na área econômica, a atual gestão conseguiu limitar os danos provocados pela crise global. No entanto, não soube resolver os principais problemas sociais, resultantes de impasses estruturais da sociedade chilena, e abriu caminho para um provável retorno do conservadorismoLibio Pérez


Saúde publica

Loucura: um novo terreno para a seguridade social

“Doentes na prisão é um escândalo. Mas, pessoas perigosas na rua também o são”. Com essa argumentação ambígua, o presidente francês conseguiu colocar em prática um projeto em curso há 25 anos: neutralizar aqueles considerados “loucos” e diminuir os custos do tratamentoPatrick Coupechoux