Novembro 2012

Edição 64

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LÉSBICAS, GAYS, BISSEXUAIS E TRANS

Direitos das minorias sexuais, uma luta mundial

Promessa de campanha de François Hollande, a lei que autoriza o casamento de pessoas do mesmo sexo deve ser votada em janeiro. Enquanto um número crescente de Estados – em particular na Europa e na América Latina – avança na igualdade de direitos, outros continuam punindo a homossexualidade com prisão ou pena de morteGabriel Girard|Daniela Rojas Castro


JUVENTUDE E POLÍTICA

As juventudes e a luta por direitos

Em que pesem os esforços de muitos, há um longo caminho a percorrer para a efetivação dos “direitos da juventude”. Na sociedade e nos governos, ainda são vigentes muitos (pré)conceitos e projeções sobre “a juventude” que dificultam o (re)conhecimento das atuais vulnerabilidades e potencialidades dos jovensRegina Novaes


ISLÂMICOS NO PODER

No rescaldo da Primavera Árabe

Uma poderosa onda islamita composta por uma aliança entre a Irmandade Muçulmana, salafistas e os emires do Golfo parece varrer o mundo árabe. Olhando de perto, porém, o Alcorão já não serve mais como a única bússola que permitiria navegar na paisagem política regionalAlain Gresh


REFLEXOS DA CRISE

Uma Europa cada vez menos democrática

Ironia, incentivo ou epitáfio? O prêmio Nobel da paz para a U.E pode despertar a perplexidade quando, ao mesmo tempo, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia conduzem uma guerra monetária contra vários países-membros. A distinção convoca, em todo caso, a uma reflexão sobre o regime político da comunidadeCédric Durand|Razmig Keucheyan


CONJUNTURA INTERNACIONAL

Desconfiança em relação ao Estado

Longe de ser realmente disputada em todo o país, as eleições de 6 de novembro se decidirão em um punhado de estados. Os demais, com domínio já consolidado por um dos campos, são negligenciados pelos candidatos. É o que se vê na Carolina do Norte e na GeórgiaSerge Halimi


JUVENTUDE E POLÍTICA

Participação na política nacional de juventude: a agenda do Conjuve

Um desafio presente na tarefa de acompanhamento e avaliação das políticas de juventude diz respeito à sua natureza transversal, que demanda uma articulação com diversas instâncias, uma estratégia mais complexa de monitoramento e um olhar integrado sobre os programas e o orçamentoGabriel Medina|Maria Virgínia de Freitas|Rebeca Ribas


JUVENTUDE E POLÍTICA

Perifativismo cultural, um olhar político jovem

Os jovens agem de forma direta e radical, em conflito constante com as relações de poder instauradas, problematizando suas estruturas em vez de sublinhar reformas. Conversam com autores anarquistas, ouvem e criam raps de denúncia, misturam ideais anarcopunks com cultura tradiocional brasileiraLeandro Hoehne


JUVENTUDE E POLÍTICA

Jovens negros: aspectos relevantes de discriminação racial

É necessário equilibrar o jogo de poder. Temos de fazer valer nossa maioria, pois o racismo ainda produz invisibilidade da população negra na disputa dos rumos do paísGerson Sergio Brandão Sampaio|Samoury Mugabe Ferreira Barbosa


JUVENTUDE E POLÍTICA

As polêmicas da educação para a sexualidade

É papel de um Estado que se diz fundamentado nos direitos humanos apoiar os jovens em sua entrada em uma vida sexual protegida, segura e autônoma, em vez de tratá-la como temível e perigosaGabriela Calazans|Dulce Ferraz


JUVENTUDE E POLÍTICA

Mobilização social em rede: jovens em tempos de novas tecnologias

Ainda que esteja colocada a possibilidade da produção e visibilidade de conteúdo por pessoas que antes eram encaradas apenas como receptoras ou consumidoras de notícias, eles têm clareza de que isso não substitui outros tantos recursos socialmente disponíveis para mobilizar seus locais de moradia ou suas redes off-linePatrícia Lânes Araujo de Souza


JUVENTUDE E POLÍTICA

Os desafios do movimento social

Sempre que verdadeiras, as crises representam uma oportunidade. Não são em si algo desejável, muito menos um ponto de chegada. Elas traduzem o amadurecimento de uma realidade que interpela a sociedade inteira a disputar o futuroCamila Vallejo Dowling


ISLÂMICOS NO PODER

Na Tunísia, principal central sindical encarna oposição

Enquanto a insurreição segue na Síria, os governos de transição assumem os poderes no mundo árabe. Em todas as partes, ocorre uma afirmação dos islamitas, sobretudo da Irmandade Muçulmana. Na Tunísia, ela está representada no partido que lidera a coalizão, a Ennahda, e enfrenta a oposição da principal central sindicalHéla Yousfi


ISLÂMICOS NO PODER

Marrocos, no governo, não no poder

Em Rabat, o Partido da Justiça e do Desenvolvimento (PJD) dirige o país pela primeira vez. Mais conservador até mesmo que o rei a respeito de questões sociais, a organização não ameaça a legitimidade da monarquiaWendy Kristianansen


ISLÂMICOS NO PODER

Dos militares para a Irmandade

No Egito, o presidente Mohamed Morsi conseguiu marginalizar o Exército, que ainda mantinha os amplos poderes de que gozava durante o governo Hosni Mubarak. Contudo, ele ainda precisa enfrentar outras oposições e a rejeição suscitada pela Irmandade Muçulmana em uma parte da sociedadeAlain Gresh


PALESTINA

Em Gaza, um mar cada vez mais estreito

O Mediterrâneo sempre teve grande importância para a população de Gaza e figura como um horizonte sem limites que, há décadas, ajuda a suportar o peso do conflito entre Israel e Palestina. Para os pescadores ativos, contudo, o mar tornou-se, com os anos, sinônimo de perigo e frustraçãoJoan Deas


CHINA, JAPÃO, COREIA DO SUL, VIETNÃ, FILIPINAS

Guerra de nacionalismos no Mar da China

Após um enfrentamento de dois meses entre navios filipinos e chineses, é cada vez mais do lado japonês e das ilhas Senkaku/Diaoyu que surgem as rivalidades. Em outubro, a Marinha chinesa se aproximou das costas em disputa, enquanto um porta-aviões dos EUA fazia uma demonstração de força no Mar da China MeridionalStephanie Kleine-Ahlbrandt


MÚSICA E POLÍTICA

No ritmo do kuduro

Na capital angolana Luanda, um fosso se abre entre a sociedade civil e o regime envelhecido do presidente. Muitos fazem um balanço amargo dos dez anos de capitalismo que marcaram a reconstrução do país e a juventude da capital exprime suas frustrações no kuduro, um gênero musical que atravessou as fronteiras nacionaisAlain Vicky


SER ARTISTA E ESCAPAR DA POBREZA

Crônica de um sonho jamaicano

Poucos jamaicanos acreditam que o novo plano de ajuste estrutural atualmente em negociação com o Fundo Monetário Internacional (o 14º desde 1977) vai tirá-los da pobreza. A indústria fonográfica desperta mais esperanças – até aceitar todos os sacrifícios para tentar atingir a glóriaRomain Cruse


LUTA PELA TERRA

Velha pauta, novos desafios

Em nome de superar os entraves ao crescimento, a função social da terra de proteger o meio ambiente passa a ser colocada em xeque por um setor tido como modernoSérgio Leitão|Renata Camargo


ABORTO

Conservadorismo e fundamentalismos no Congresso Nacional: o AI-5 “pró-vida”

Nas últimas legislaturas, as forças autoritárias do Congresso, representadas na bancada religiosa conservadora, tentaram reaparecer sob novas formas que lembram as fogueiras da Inquisição. Tal grupo procura, sob o manto de ferramentas democráticas, instaurar e intensificar uma nova onda de perseguição às mulheresJuliano Alessander|Kauara Rodrigues


ELEIÇÕES 2012

Mulheres na política: a desigualdade persiste

Durante uma década e meia, a lei da cota simplesmente não pegou. Vários subterfúgios foram usados pelos partidos, sendo um desses que eles reservariam as vagas para as mulheres, mas não poderiam se responsabilizar por seu preenchimento. As eleições de 2012 foram as primeiras em que o TSE exigiu seu cumprimentoMaíra Kubík Mano|Bruno Wilhelm Speck


CULTURA

Para onde vai esse asno?

Duas obras, duas épocas. Ao aproximar-se de A balsa da “Medusa”, de Théodore Géricault, o asno fotografado sobre um barco por Paola Pivi revela algumas características do mundo real: amorfo, fragmentado, resignado. Um mundo que numerosos artistas se contentam em refletir, sem instaurar uma distância críticaIkonotesk Grupo


EDITORIAL

A reapropriação da cidade

Silvio Caccia Bava


POLÍTICA

O legado do mensalão

O advogado Rubens Naves, conselheiro e fundador da Transparência Brasil, ex-professor de Teoria Geral do Estado da PUC-SP, diz que a condenação do mensalão reflete a crescente intolerância com a corrupção. Para ele, o julgamento não demoniza o PT, mas coloca um desafio aos partidosLuís Brasilino