Maio 2013

Edição 70

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EDITORIAL

O nó do desenvolvimento

Silvio Caccia Bava


ECONOMIA

Por que o PIBinho?

Nos dois anos de mandato da “mãe do PAC”, o Brasil cresceu, em média, 1,8%. Para especialistas, são vários os “vilões”, entre eles, a baixa taxa de investimento e a desaceleração autoinduzida do início do governo Dilma. Mas o provável é que essa tendência se revertaLuís Brasilino|Igor Ojeda


ENTREVISTA RUY BRAGA

A economia e seus impactos na população

Desde meados do governo Lula, as conquistas econômicas e seus reflexos na sociedade geraram um clima de otimismo que não foi quebrado nem mesmo pelo baixo crescimento dos últimos anos. Emprego e renda em alta ajudam a explicar a popularidade da gestão petista, mas, afinal, as transformações realizadas foram profundas?Luís Brasilino


COREIA DO NORTE

Como entender Pyongyang?

Desenvolver a economia e o Exército, esse é o objetivo oficial de Kim Jong-un, no comando da República Democrática Popular da Coreia desde dezembro de 2011. Por ora, ele multiplica provocações, enquanto manobras militares de Seul e Washington na costa norte-coreana atiçam as tensõesPhilippe Pons


VÍTIMAS DE CRÁPULAS

Os banhistas do porto

No litoral das Ilhas Canárias, ao longo do Saara Ocidental, marinheiros de países orientais e da África são abandonados sem salário depois de meses no mar, enganados por armadores falidos ou mafiosos. Longe dos olhares, nesse arquipélago no cruzamento dos continentes, a solidariedade se organizaOlivia Dehez


TELEVISÃO

Quando o reality show transforma o trabalho em espetáculo

Os reality shows de gastronomia fazem cada vez mais sucesso. E, ao converterem um lazer popular em vocação empreendedora, propõem à audiência uma visão normativa do trabalho e da vida profissionalMarc Perrenoud


ENTREVISTA

“É preciso revolucionar as cidades”

E não tem problema se as revoluções forem pequenas. O geógrafo David Harvey, principal teórico do direito à cidade, mostra que estudar Marx ainda faz sentido e provoca as “vizinhanças” a se transformarem no centro dos movimentos políticos, que devem evitar o “fetiche da horizontalidade”Andre Deak|Lucas Pretti


RÁPIDO PROGRESSO DA TECNOLOGIA MILITAR CHINESA

Ambições espaciais e nucleares de Pequim balançam o jogo mundial

Os analistas de defesa norte-americanos se preocupam com os progressos da dissuasão nuclear chinesa e com os avanços na área espacial do país. Jogando com a dualidade dessas áreas conexas, a China melhorou a importância, o alcance e a eficácia de seu arsenal, correndo o risco de fragilizar os equilíbrios nuclearesOlivier Zajec


POLÍTICA

Não existe amor no Brasil Maior

Governos incapazes de compreender as reais dinâmicas de mobilização social procurarão público jovem “bancando” as mais novas formas mortas da representação, ou seja, ONG, “Casas” e outros “Circuitos”, que, com base na linguagem do “pós-qualquer-coisa”, transformam os ativistas em empregados e os empregados em precáriosGiuseppe Cocco


FRANÇA

Shopping centers em busca de algo mais

Odiosamente funcionais, seus ancestrais destruíram a paisagem das periferias urbanas. Agora, os novos shopping centers querem se tornar “lugares para viver” ecológicos e acolhedores. Entre estes, o Atoll, perto da cidade francesa de Angers, é um dos maiores da EuropaJulien Brygo


REINO UNIDO

A pregação antieuropeia de David Cameron

Hostil à reforma bancária europeia, o primeiro-ministro britânico reaviva a retórica da singularidade insular. Em busca de popularidade junto a setores conservadores, David Cameron começa a defender a realização de um referendo sobre a permanência da nação na União EuropeiaJean-Claude Sergeant


BENCHMARKING

Avaliação, arma de destruição em massa

Descrita como uma doença da civilização, a síndrome do esgotamento profissional atinge especialmente os trabalhadores mais zelosos. Talvez porque, além de provocarem ansiedade, os métodos de gerenciamento distorçam as atividades e esgotem aqueles que as exercemIsabelle Bruno e Emmanuel Didier


DESIGUALDADES, DEMOCRACIA, SOBERANIA

Para preparar a reconquista

Ninguém mais acredita que a razão prevalecerá sobre as políticas de austeridade sem sentido, nem que a moral evitará os escândalos que misturam dinheiro e poder. Cada vez mais, a esperança de uma mudança de direção repousa no questionamento frontal dos interesses em jogoSerge Halimi


CARIBE E AMÉRICA DO NORTE

Porto Rico, 51° estado dos EUA?

Rejeitada em três ocasiões anteriores (1967, 1993 e 1998), a integração de Porto Rico aos Estados Unidos foi finalmente aprovada pelos habitantes da ilha caribenha. A decisão foi tomada em referendo cuja formulação deixa em dúvida a real intenção dos votantesJames Cohen


UM TRATADO PARA REORIENTAR A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

Por uma pesquisa sem patentes

Diante da ganância dos laboratórios farmacêuticos, um projeto de tratado internacional busca separar o custo da pesquisa e o preço dos medicamentos, a fim de facilitar a descoberta de produtos eficazes e acessíveis às populações que mais precisam. Mesmo quando eles não se paguemGerman Velasquez


RENDA MÍNIMA

Uma utopia ao alcance das mãos

Inventar uma outra vida, com outras relações sociais, pode parecer fora de propósito em um período de crise como o atual. No entanto, fazer esse exercício nunca foi tão necessário. Na Europa, na América Latina e na Ásia, a ideia do direito a uma renda mínima incondicional avançaMona Chollet


RENDA MÍNIMA

Problema falso, questão verdadeira

“Mas seria impossível financiar!” Eis o que costuma ser a primeira objeção levantada aos proponentes de uma renda universal desconectada do emprego. A primeira, mas sem dúvida também a mais fracaBaptiste Mylondo


POLÍTICA

Pacto social e governabilidade conservadora

Ao atuar em favor da desmobilização das forças sociais, o lulismo descartou a possibilidade de transformações feitas com base na pressão da sociedade e aceitou a lógica de governar sem a participação direta desses atores. Com isso, a conquista de maioria parlamentar tornou-se um objetivo a ser alcançado a todo custoIvan Valente