Página inicial
30 de Setembro de 2016
O Congresso e a justiça têm lado
Silvio Caccia Bava
Benett
E um dia o blog foi atualizado?
Ferréz
Seu voto e uma foto
Raquel Rolnik
Rio Tietê: pouco a comemorar
Você tem interesse em uma versão para tablet e smartphone da nossa versão impressa?
não
sim
  Resultados 
Para receber digite o seu email.
EDITORIAL
Tamanho da fonte: | |
Imprimir  |  E-mail  |  RSS
EDITORIAL
O verdadeiro programa da direita
Claudius
por Silvio Caccia Bava

É um exercício de juntar as partes e buscar compreender esse discurso, que agora se torna raivoso, de uma direita que está presente no espaço público e nos estádios de futebol e já disputa as eleições, com as armas que tem.

Vale tudo para tirar o PT do governo. Seu maior poder é o controle da mídia. É por meio dela que a direita disputa a opinião pública e impõe sua visão de mundo. A internet muda um pouco esse estado de coisas, permitindo a expressão da pluralidade e o questionamento da realidade. Mas ela não tem o poder da TV. Mais de 95% dos domicílios brasileiros têm televisão. E seus moradores, todos os dias, passam horas assistindo a uma variedade de programas, aliás, não tão variados assim.

Há vários meses está em curso uma campanha, capitaneada pelos principais jornais e TVs, de ataques ao governo e de desgaste da presidente Dilma, da candidata Dilma. A disputa eleitoral, que deveria se transformar num embate entre dois projetos, não aparece assim. É um contínuo martelar de acusações contra o governo federal: corrupção, aparelhamento da máquina pública, má gestão, centralismo, descontrole das obras públicas, leniência com manifestações sociais que atentam contra a propriedade privada e quebram bancos e lojas.

A crítica ao governo federal deve ser feita, mas os problemas apontados precisam ser enfrentados na raiz, isto é, na própria forma como o sistema de representação política brasileira foi capturado pelo poder econômico. Nas últimas eleições para o Congresso Nacional, 230 parlamentares eleitos foram financiados majoritariamente por menos de 5% das empresas que se engajaram em algum financiamento eleitoral.

O presidencialismo de coalizão cobra seu preço e as distorções no nosso sistema político representativo são reais. Mas o que se vê é a manipulação da opinião pública. Ocorre que a verdadeira agenda da direita concentradora tem de ficar escondida do eleitorado. Como ela ganharia a eleição prometendo privatizações, arrocho salarial e desemprego? Como os verdadeiros interesses não podem ser apresentados, o foco passa a ser o combate à corrupção, a necessidade de honestidade, o compromisso com o interesse público, a maior capacidade de gestão para aperfeiçoar o desempenho do Estado. É o mesmo que não dizer nada. E os recursos públicos, serão aplicados onde? 

Segundo os ideólogos da direita, a economia vai mal e o país está sendo levado para uma fase ruim. O PIB é baixo. A inflação é alta. As exportações fraquejam. A balança comercial vai para o vermelho. O investimento caiu. Os ativos na Bolsa de Valores e as taxas de juros caíram. Os aumentos reais de salários e o maior investimento nas políticas sociais pressionam os custos. O superávit primário está ameaçado e o país caminha para um cenário de baixo crescimento que precisa ser evitado. Esse é o discurso formulado pelo capital, especialmente pelo setor rentista.  

A proposta, na realidade, em primeiro lugar, é aumentar os juros da dívida pública e o superávit primário. Isso para atender ao setor rentista. Depois, reduzir salários e os benefícios previdenciários, e flexibilizar os contratos de trabalho, destituindo direitos. O aumento do desemprego para pressionar os salários é desejável. Haverá também privatizações, aumento nas tarifas públicas e cortes no orçamento das políticas sociais, abrindo espaço para as empresas privadas ampliarem sua presença no setor. Como anunciado, o novo governo eleito assinará tratados de livre-comércio para internacionalizar nossa economia, isto é, abrir o mercado brasileiro ainda mais para as grandes corporações transnacionais, destruindo a indústria nacional, o pequeno e médio empresário. Essa abertura envolve a redução de tarifas de importação e a livre circulação dos fluxos de capitais, tão a gosto do capital especulativo financeiro.

E para tudo isso é necessário ganhar as eleições e assegurar o controle do Estado. 

Essas propostas estão sendo aplicadas na Grécia, na Espanha e na Itália, e não têm nada de original. Elas obedecem aos interesses e ao comando das grandes corporações transnacionais e da acumulação financeira. Qualquer veleidade de autonomia ou de projeto de desenvolvimento deve ser engavetada.  

Mas, como veremos nesta edição, e contrariando a análise precedente, o brasileiro vai melhor do que antes, há mais empregos, seu salário melhorou, as políticas sociais melhoraram. O motor da economia é, e sempre foi, o mercado interno. A novidade não está no andar de cima, com seu consumo de elite. A novidade está no ingresso de dezenas de milhões de brasileiros no mundo do consumo, alimentando um mercado de produtos de massa, circuitos curtos de produção e consumo, gerando emprego e bem-estar. Tudo isso implicou a redução do ganho dos rentistas.

Então, neste caso, a economia vai mal para quem?

Silvio Caccia Bava

Diretor e editor-chefe do Le Monde Diplomatique Brasil


Compartilhe:
     | More
 
comentários
36 comentários

09/09/2016 - 13:38hs - Alessandro Borges Tatagiba
Prezado Editor, Já fui um leitor assíduo desta publicação. Aliás sou muito grato a todos que contribuíram neste espaço com texto primorosos tanto na apresentação de suas teses bem como pela seleção dos argumentos. Pena que esta publicação tão conceituada, com tanto prestígio intelectual, pela exposição plural de ideias, identifique-se cada vez mais com um folhetim. Linhas editorias como essa não ajudam em nada uma democracia como a nossa, carente de princípios e fundamentos éticos que possam conduzir um projeto de nação para todos, não para um ou dois punhados de partidos políticos específicos. Meras opiniões sem fundamentação, sem uma confronto sério dos fatos, ou pior, sem auto-crítica, não são parâmetros do Le Monde que todos nós conhecemos. Quando o Le Monde deixará de ser folhetim e assumirá seu posto novamente de luzeiro e de vanguarda? Respeitosamente,
05/12/2015 - 20:30hs - Sergio Santos
Perfeito.
23/03/2015 - 09:05hs - ppk do mal
u.u que lixin
09/02/2015 - 21:28hs - Anonim o
Vc esta 100 % certo. E exatamente o q aconteceu na Grecia e agora o pessoal esta se revoltando contra os palhacos q acreditam nessa merda da mentira q os riquinhos querem. nenhum pais. NO COUNTRY HAS GROWN THEIR WAY INTO PROSPERITY. E siguam mentindo dizendo q as coisas vao melhorar e nunca melhora. E uma pena q tem idiota egoista q acredita nessa merda da direita. VCS E Q ESTAO SENDO MANIPILADOS ACORDA!
11/01/2015 - 16:20hs - Wesley
artigo centrado naquela velha ladainha de quem é petralha, como podem continuar com essa de que o Brasil esta melhor. Oque melhorou no Brasil foi a farra com o dinheiro público. A saúde continua uma piada, a segurança entao... nao existe, esse Silvio argumenta que a direita privatiza nossas empresas, pois porque nao mencionou esse oba oba do capital da petrobras , infestada de ratos vermelhors
02/11/2014 - 01:27hs - hamilton
Ora, se a direita quer dominar a mídia, a esquerda quer amordaça-la, evitando que os desmandos do pt venham a tona. A esquerda coo sempre, colocando lenha em luta de classes, pobre contra rico, burguesia e proletariado, evoluam, isso não cabe mais em neste mundo, não há um só país socialista/comunista descente e rico neste planeta, o socialismo sempre teve e terá conotação com mordaça, ditadura, falta de liberdade, estado ineficiente e esbanjador. Todos os países comunistas da extinta URSS se tornaram democráticas e de direita, esquerda nunca mais, a não ser pela força. E todos estão bem, bem melhor que quando nas mãos dos comunistas. Somente alguns países pobres latinos e asiáticos teimam nessa ideologia fracassada, ultrapassada, comprovadamente alienada da realidade e dos desejos do cidadão. Os pobres querem ficar bem de vida, e não com uma casinha, um carrinho como afirmou o lula em discursos pelo Brasil, se fosse verdade, para que ter uma cobertura em SBC e apartamento no Guarujá, que são coisas de BURGUES, rico, patrimônio avaliado por baixo em 5 milhões de reais? Chega de hipocrisia e desejar coisinhas para o cidadão. Coloquem a disposição de qualquer trabalhador , um camaro por 30 mil reais e um lada russo pelos mesmos 30 mil reais, qual ele prefere?Não queremos nenhum partido de esquerda dizendo o que devemos ter ou comprar, não queremos ser subordinados a SOVIETS flatulentos.Não queremos que nos imponham nada. Não queremos nenhum MST nos dizendo o que fazer. Trabalhei muito para ter o que tenho, não precisei de ajuda de nenhum político ou governo. Não entrei em nenhum Movimento parasitário, que exige do governo verbas para se calarem. Existe muita terra no país, no nordeste há milhões de hectares a disposição do MST, vão para lá, e deixem os agricultores com suas terras produzirem em paz.
11/09/2014 - 14:53hs - Victor Castro
O texto dá uma visão apenas sobre a questão. A inflação corrói salários; a burocracia trabalhista empurra os trabalhadores para a informalidade e os empresários para a sonegação; e o aumento do endividamento público priva as futuras gerações do usufruto das riquezas das quais dispomos hoje (exatamente como a classe média BNH do Governo Militar fez com a nossa geração). Logo, mais importante do que esse embate entre liberais e progressistas, é se buscar um equilíbrio entre as políticas de responsabilidade fiscal e proteção cambial que a direita mais liberal defende, e as políticas de redistribuição de renda que a esquerda defende. Nem 8 nem 80. Estado e Mercado podem sim conviver pacificamente.
12/08/2014 - 20:19hs - JOSE DE PAULA MELO
SEJA, BRASILEIRO, VAMOS SIM, REELEGEM DILMA, SÓ ASSIM EVITAR O RETORNO DO RETORCESSO...
12/08/2014 - 18:58hs - Ricardo
Alguns direitistas fazendo comentários xingando o autor desconhecem totalmente a publicação Le Monde Diplomatique, que existe desde 1954, publica em vários idiomas (inclusive em português para o Brasil) desde a década de 1970 e é sim posicionada à esquerda e faz fortes críticas ao Neoliberalismo sempre. Ora, quem defende uma visão neoliberal e de direita o que faz lendo a publicação??? Masoquismo?
04/08/2014 - 08:28hs - Márcio Conte
Imprensa marrom é assim mesmo, viva la revolucion.....camaradas
28/07/2014 - 15:51hs - JANEI RAMOS
PARABENS PELO ARTIGO HOJE TEMOS NO BRASIL UMA ESQUERDA CAPITALISTA SOCIAL, E UMA DIREITA INTENALNALIZADA BUNESS
17/07/2014 - 11:52hs - Antonio Faria
Concordo com a maior parte do artigo, do começo à metade. Porém, abrir o comércio significa trazer concorrência e isso pode segurar os preços e aumentar a oferta de bens disponíveis, se for bem implementado. Superávit primário e controle da inflação pode eventualmente beneficiar o rentista, no curto prazo, mas é um passo importantíssimo para garantir investimentos de longo prazo e estabilidade, medidas que beneficiam o pobre sim. Também acredito que o governo fez muitas concessões, pactos e coligações em nome da governabilidade, dá margem a corrupção e má gestão, nada de novo aí, a oposição quando esteve no poder fez parecido. Mas acredito que a oposição tem todo o direito do mundo de fazer essa crítica, é o papel dela como oposição. O artigo é bem escrito, mas o mundo não é preto no branco e embora eu seja um defensor do atual governo, ele deixou muito à desejar e a direita não está tão errada assim. Só peço que se alguém discordar de mim, o faça educadamente.
15/07/2014 - 23:05hs - Antonio [2]
continuando... me dá nojo ler os comentários dessa gente de direita que não quer ver e ainda se reforça para se manter no nível da ignorância em aceitar como o Brasil evoluiu tanto nesses últimos 10 anos! Há fontes esclarecedoras por aí, gente! Pesquisem com honestidade, bom senso e isenção.
15/07/2014 - 23:00hs - Antonio
me dá nojo ler os comentários de gente que não quer ver e quer se manter no nível da ignorância!
14/07/2014 - 11:57hs - ejedelmal
[12/07/2014 - 22:57hs - anonimo] Se a dívida é interna significa que o dinheiro fica aqui dentro. Mas não se preocupe, seus amiguinhos do North estão implantando seu canudinho com bitola de manilha comprando vorazmente empresas nacionais, só para meter a mão nesse dinheiro. Para azar de seus amiguinhos do North, o Brasil só tem a obrigação de pagar a dívida líquida, já que o restante é dinheiro podre da economia do Yankeestão que foi empurrado para o Brasil.
13/07/2014 - 10:43hs - José Alcântara
O comentário precedente é uma contribuição a compreensão de que os rentistas se denominam o dono da bola. E, que bolada foi. Heim!
12/07/2014 - 22:57hs - anonimo
Observe a explanação muito bem explicada pelo economista Waldir Serafim. Então, quando LULA assumiu o Brasil, Em 2002, devíamos: Dívida externa = 212 Bilhões Dívida interna = 640 Bilhões Total DA Dívida = 851 Bilhões Em 2007 no governo Lula (Transfere a dívida externa para interna): Dívida Externa = 0 Bilhões Dívida Interna = 1.400 Trilhão Total DA Dívida = 1.400 Trilhão Em 2010 no governo Lula: Dívida Externa = 240 Bilhões Dívida Interna = 1.650 Trilhão Total DA Dívida = 1.890 Trilhão Ou seja, no governo LULA, A dívida do Brasil aumentou em 1 Trilhão!!! E não é com dinheiro do crescimento, Mas sim, com dinheiro de ENDIVIDAMENTO. O Governo não está conseguindo pagar os Juros da dívida.
12/07/2014 - 13:13hs - Carlos J. R. Araújo
Silvio, você deve estar indignado com os coxinhas aloprados que comentaram seu artigo. É como diz o Gustavo, acima: dá nojo. Mas, o que se pode esperar deles? Nada. A inteligência aponta como sua resposta um suspiro de dó e piedade em você. Eu tenho outra solução: o Gulag.
12/07/2014 - 12:44hs - josé mário ferraz
Palavras ao vento é como se define todo o converseiro em torno dos problemas desse belo país de triste sorte, sem nada resolver porque a solução está na politização da juventude, cujo nível de instrução não permite aos jovens distinguir entre come e comer, situação defendida pelo governo a fim de jogar livre no mundo da corrupção.
12/07/2014 - 10:32hs - Maria das Graças Maciel
Aprendi com quem conhece a realidade jurídica. Meu recado vai para Henrique. Nossas leis permitem que os autócnes, nossos chamados índios, podem vender madeira legalmente. Conheça, por favor, que o governo de Dilma não mata índio. Muito coisa precisa ser feita contra quem os mata e eles, os assassinos, não são todos amigos do governo, são capangas de quem odeia o PT.
12/07/2014 - 01:52hs - Luana
eu sinceramente,nao havia lido tanta merda junta, vcs esquerdinhas querem enganar a quem fazendo manipulações, de dados, empresas e pessoas, o povo ta acordando, a internet esta sim colaborando muito, mas para ajudar a desmascarar esse bando de corruptos que estão ai, o Brasil não pertece a voces, e nao queremos uma venezuela aqui. Cria vergonha nessa cara.... fale a verdade. ou voce é cego e nao enxerga, creio q não, o unico odio q vemos é o do Lula querendo jogar uma classe social contra a outra mas isso não vai colar.... deus queira que haja uma intervenção para acabar com a festa desse pessoal q so pensa no proprio bolso
12/07/2014 - 00:22hs - Lindomar
Matéria bem estranha de um petista despolitizado.
11/07/2014 - 17:49hs - Ricardo Castro
A crítica ao governo federal deve ser feita, mas os problemas apontados precisam ser enfrentados na raiz, isto é, na própria forma como o sistema de representação política brasileira foi capturado pelo poder econômico. Portanto a MP 8243, que vai fazer com que a representação política brasileira seja capturada pelo poder político, formalizando uma casta imexível no poder do país e portanto extinguindo qualquer chance de mudança futura -- e matando a representação da população, exceto em currais controlados pela casta. Não, obrigado. Não terminou bem na CCCP, não terminou bem na DDR (República Democrática Alemã), não terminou bem na República Democrática Popular da Coréia, e não há nenhuma razão sana para justificar que vai terminar bem aqui. É imoral apropriar-se do termo democracia ao propor um modelo que gerou Gulags, Stasi e eleições de um candidato.
11/07/2014 - 15:43hs - Paulo Rogério
Papo estranho quando sabemos que o governo é o maior anunciante dessa mídia de direita... Jornalistas são, por cacoete de esquerda e os patrões querem mesmo é agradar o anunciante. É muita maionese pro meu gosto !
11/07/2014 - 14:06hs - RAFAEL DE CRAVO PISCO
O autor vive no mundo das nuvens, não percebe o drama de funcionários de estatais com décadas de serviço, sendo comandados pela máfia petista. Será que ele acha que os 300 bilhões de perda de mercado, foram culpa da mídia ? Ser de esquerda não signifca ser tão alienado.
11/07/2014 - 08:43hs - Rogério Crisosto
Rafael, comentário infeliz! Sugiro leituras menos contaminadas para análises e comentários mais sóbrios. Abraço Rogério Crisosto brasileiro
10/07/2014 - 18:37hs - Arlete Duarte
Só tem uma saída,Ley de Médios,para acabar com esta mídia mentirosa,tenho 54 anos já passei por tudo.Hoje estou feliz com o Governo Federal,o povo nào faz sua parte em fiscalizar,e são os primeiros a cobrar.
10/07/2014 - 12:54hs - Rafael
Lá vem o jornaleco esquerdinha falar, de novo, papagaiado, sobre o controle da mídia pela direita, como se a ideia do mentecapto fosse que mídia tivesse que ser regulada pelo Estado, estilo como era na ditadura, saca? Nessa semana a Carta Capital anunciou seu apoio para com a Dilma. Um monte de esquerdinha apoiando e tal, falando que a CC é meritosa por anunciar, diferente de outras revistas que apoiam por baixo do pano. A CC escreve matérias iguais a Veja, mesmo antes de anunciar o apoio, só que do outro lado. Esquerdinha nenhum se opõe às práticas dela, mas contra a Veja sim. Por que? Seria porque a Veja tem o controle da mídia e tem maior participação? Não. É simplesmente porque convém. Nenhum esquerdinha lembra que a Veja anunciou apoio à oposição logo no segundo mandato do Lula, porque não convém. Todo meio midiático é opinativo. Isso é o ápice da democracia - expor sua opinião. Não entendo qual é a reação dos esquerdas contra isso. Chega a dar nos nervos. Era igual quando o FHC estava no poder - o PT escarneava, descia o cacete. Agora, não pode mais pois eles estão no poder. Nesse artigo, parece que o infeliz se opõe a fato da mídia expor os problemas do governo (novamente, porque o convém). Ele disse que prefere um debate sobre novas idéias ao expor os problemas. Chega a dar vontade de rir, porque PROBLEMAS PRECISAM SER EXPOSTOS, afinal o nosso governo não é nem um pouco transparente para isso (só ver o site do governo - não há nada a não ser propaganda). Os problemas são resultado de ideias ruins e implementação porca. Então está aí o debate. A conclusão é que todo cidadão pode ter acesso a diferentes veículos de opinião e informação. Vai dele decidir. E é engraçado a contradição da ideia da direita e mídia, que nenhum esquerdinha percebe: Se a mídia fosse realmente o maior manipulador de opinião popular, e se todos os veículos (revistas, televisão, internet etc) pendem para um lado comum (no caso, a direita), o PT não teria sido eleito em 3 mandatos seguidos e não teria a maioria do eleitorado agora, ou seja. não faz o menor sentido.
10/07/2014 - 05:48hs - Paul Riedel
Eu leio e leio tantas materias do Brasil e penso, que os reporteres usam como fonte o jogo de buzios, ou leem formatos de po de cafe no fundo de uma tassa. Onde estao as fontes desta materia? Onde esta sequer uma conexoa com fontes oficiais? Existe uma estatistica comprovavel? Nao, nada. Para que entao escrever tanto, para um povo que nao sabe ler materia politica?
08/07/2014 - 16:34hs - Walter Cecchetto Filho
Detalhe: somente o governo Dilma não saiu tão abalo com as jornadas de junho, exatamente porque promoveu o diálogo com as lideranças e assumiu compromissos. Ou seja se mostrou sensível as ruas. E mais é a primeira vez que um governo da república propõe a participação da população na gestão através de conselhos populares.
08/07/2014 - 16:05hs - Walter Cecchetto Filho
Convenhamos que o governo Dilma tem seus limites, e ela não é exatamente um Chaves, nem um Fidel. A governabilidade, tônica dos governos petistas no âmbito federal nos últimos 12 anos tem sabido equilibrar as rédeas do governo sem romper com o estado democrático. Para a direita só há um jeito de virar a mesa ou ganha a eleição e derruba o Congresso, ou derruba a todos e dá um golpe. Então vamos de Dilma para construir um Brasil melhor, com mais educação, mais saúde, mais desenvolvimento e empregos, mais futuro.
08/07/2014 - 09:45hs - pedro dias moreira
Não entendo de economia mas acho que o governo está no rumo certo distribuindo renda através de programas sociais e oportunidades iguais para todos...
08/07/2014 - 00:09hs - Gustavo
Felipe, esse texto é o editorial da revista. Apresenta o tema da ediçào. Os artigos estão na revista. Abs
07/07/2014 - 23:29hs - Antonio
Dá nojo de ler os comentários.
07/07/2014 - 22:07hs - Felipe
Interessante, um artigo sem fontes, sem referências diretas, sem qualquer fundamento palpável, apenas com ameaças de um futuro terrível caso a situação perca. E depois é a direita que é alarmista.
07/07/2014 - 18:28hs - Henrique
Prezado Silvio, urge democratizar a mídia, mas diga lá: um governo que serve ao agronegócio que mata índio, que apregoa um crescimento à custa do meio-ambiente, que é refém de bancadas religiosas reacionárias, pode ser situado como esquerda? Como?
Envie o seu comentário
Nome:
E-mail:
Comentário:
  Digite o código da imagem ao lado:    
 
Imprimir  |  E-mail  |  RSS
LOGIN:  
SENHA:
Esqueci a senha
 
HOME    |    QUEM SOMOS    |    RSS    |    CONTATO
Le Monde Diplomatique Brasil - Copyleft - Rua Araújo, 124 - Centro - São Paulo - SP - Brasil - CEP: 01220-020 - Fone: (11) 2174-2009
A edição eletrônica de Le Monde Diplomatique é regida pelos princípios do conhecimento compartilhado (copyleft), que visam estimular a ampla circulação de idéias e produtos culturais. A leitura e reprodução dos textos é livre, no caso de publicações não-comerciais. A única exceção são os artigos da edição mensal mais recente. A citação da fonte é bem-vinda. Mais informações sobre as licenças de conhecimento compartilhado podem ser obtidas na página brasileira da Creative Commons