Grundise - Manuscritos Econômicos de 1857:58: Esboços da Crítica da Economia Política - Le Monde Diplomatique

Grundise – Manuscritos Econômicos de 1857:58: Esboços da Crítica da Economia Política

2 de agosto de 2011
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Obra póstuma de Marx, publicada pela primeira vez em 1939 na extinta URSS, constitui esboço fundamental do que o autor desenvolveria, de modo sistematizado, em Para a crítica da Economia Política (1859) e o livro I de O capital (1866). Trata-se de um estudo inacabado, um manuscrito crítico de Economia Política não destinado a publicação. Sua leitura, fundamental para os estudiosos do marxismo, “é como ter acesso ao laboratório de estudos de Marx”, como sublinha a apresentação de Duayer da presente edição. Mergulhando em pesquisa de grande amplitude, é possível interpretar de modo direto o método de investigação e pesquisa de Marx, distinto, como é sabido, de seu método de exposição científica.

Objetivamente, a presente edição dos Grundrissedivide-se em três importantes textos. O primeiro, “Batiat e Carey”, apresenta uma análise crítica de importantes expoentes da economia moderna, representativos da teoria da harmonia das classes: um protecionista, outro livre-cambista. Traz ainda um pequeno excerto sobre a fonte de renda do trabalhador. Já o segundo texto, “Introdução”, também conhecido pelo título de “Introdução à contribuição à crítica da Economia Política”, além de uma contribuição metodológica, aborda a relação de interação entre produção, distribuição, troca (circulação) e consumo, como constitutivos de uma unidade dentro da totalidade da estrutura de produção. A última parte, “Elementos fundamentais para a crítica da Economia Política”, consiste nos Grundrisse propriamente ditos.

Aqui, o autor analisa a universalidade das categorias da Economia Política – a teoria do valor, relação trabalho material e imaterial, tempo de trabalho necessário e tempo livre, dinheiro, produção e circulação do capital, lucro e juros –, além da luta de classes e outros temas fundamentais. Projeta, a partir disso, o desenvolvimento do indivíduo social no quadro de uma sociedade de transição socialista.

Pela primeira vez em português, a recente edição que o leitor brasileiro tem agora à disposição vem preencher uma lacuna histórica na literatura marxista divulgada no Brasil.



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