Arquivos golpe - Le Monde Diplomatique

Nosso maior erro foi não fomentar a mídia alternativa

LE ONDE DIPLOMATIQUE BRASIL – Fazendo um retrospecto, em 2013 Dilma Rousseff chegou a 79% de aprovação. Em 2014, a aprovação tinha caído para 37%, atingiu 10% em 2015 e permaneceu inalterada até seu afastamento pelo impeachment. Em sua opinião, qual é o fator preponderante nessa alteração da percepção popular em apenas dois anos? GILBERTO …

A indiferença internacional após as eleições em Honduras

Soldados com o dedo no gatilho bem no meio da estrada, manifestantes que correm à procura de abrigo em meio a nuvens de gás lacrimogêneo… No início de dezembro de 2017, as ruas de Tegucigalpa, a capital de Honduras, apresentavam todos os indícios de um golpe de Estado militar, lembrando o clima de junho de …

Um ano de menos segurança e menos desenvolvimento no Brasil

Este foi um ano de alguns tombos graves no Brasil. Chegamos ao fim de 2017 com a sensação de que muito do que foi construído a duras penas está se deteriorando. Se tomamos o Rio de Janeiro como exemplo, foram anos tentando montar uma estrutura social de apoio mútuo entre medidas de garantia da paz …

Incertezas e temor de fraude nas eleições em Honduras

Nunca o Tribunal Supremo Eleitoral de Honduras levou tanto tempo para proclamar o resultado da eleição presidencial no país de 5,8 milhões de eleitores. O adiamento para quinta-feira levanta a suspeita de que o grupo do atual presidente e candidato à reeleição Juan Orlando estaria manipulando a contagem que encaminha a vitória do oposicionista Salvador …

Contrarreforma e “corte” de benefícios: o lucro com a miséria

Tem sido notícia frequente o corte de benefícios do INSS por incapacidade e assistenciais administrados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além do Bolsa Família. Em geral, as notícias trazem o montante de benefícios “cortados” acompanhado das justificativas de “economia” aos cofres públicos. Mas não se faz relação entre os “cortes” e a contrarreforma …

O que fazer do “brasil”?

Há trinta anos, Roberto DaMatta publicou um ensaio de grande repercussão: O que faz do brasil, Brasil?1 Discutia a identidade brasileira e nossa capacidade de negociar, relativizar e sintetizar, que lhe permitia acreditar na possibilidade de inventarmos um futuro comum, mesmo convivendo com desigualdades de todo tipo e articulando hierarquias com a cordialidade que seria …

O conservadorismo moral como reinvenção da marca MBL

– O MBL (Movimento Brasil Livre), organização com membros investigados por diferentes crimes e financiado por partidos como o PMDB e grupos de interesse econômico dos EUA, surgiu inspirado nas formas de mobilização da juventude, como as vistas em 2013, especialmente na força das redes sociais. Isso pode ter acontecido na escolha de um nome …

Estratégias da violência se fundam no genocídio de negros, pobres e mulheres

Muito se ouve, se fala e se sente acerca da violência. O ódio se encontra disseminado entre as pessoas dissonantes, como se não fosse possível habitar o mesmo espaço do outro que pensa e age diferente. A violência institucional do Estado prolifera, seja na omissão de um sistema prisional, que produziu mortes em massa no …

As três batalhas de Raduan Nassar

Pela garganta é que se reconhece a fibra da reflexão, pelo calibre ranzinza da goela na hora de engolir”, diz, em Um copo de cólera, o personagem quarentão à sua jovem parceira, atribuindo, não à cabeça ou à profissão, mas a um defeito de anatomia a independência do pensamento. A contundência do timbre utilizado pelo …

O Executivo como servo do povo

No século XVIII, o iluminista Charles de Montesquieu esboçou na obra “O Espírito das Leis”(1748), a teoria dos três poderes. Para ele, tudo “estaria perdido se o mesmo homem ou o mesmo corpo dos principais ou dos nobres, ou do povo exercesse esses três poderes: o de fazer leis, o de executar leis, o de …