Biblioteca

  • NAS TRINCHEIRAS DA RESISTÊNCIA
    Os limites da democracia brasileirapor: Cândido Grzybowski
    21/08/2017

    Com o golpe da cleptocracia e a tal “agenda de reformas”, o impasse entre direitos e mercado está sendo de algum modo resolvido, mudando a Constituição para bem pior. Ou seja, estamos num momento em que está sendo mandado às favas aquele pacto democrático capenga que, bem ou mal, nos dava alegrias cidadãs

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  • DIREITO AO TERRITÓRIO
    Os povos indígenas, emparedados pela crise política no Brasilpor: Manuela Carneiro da Cunha
    18/08/2017

    Os direitos dos povos indígenas às suas terras foram garantidos por todas Constituições brasileiras desde 1934, e eles foram declarados mesmo nos tempos coloniais. A Constituição de 1988 declara que os direitos indígenas são “originários”, isto é, ela reconhece que eles preexistem, como os diferentes cantões suíços, ao próprio Estado. O papel deste não é o de garantir aos povos indígenas direitos territoriais, e sim o de reconhecê-los.

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  • TEATRO
    Reencontrar o riso de Bertolt Brechtpor: Marie-Noël Rio
    17/08/2017

    Uma vez que propunha ao espectador o prazer de se libertar das falsas verdades que escondem a ordem vigente, Bertolt Brecht abriu a representação teatral a um campo totalmente novo, tanto na forma como nos objetivos. Essa agitação foi celebrada durante sua descoberta na França, mas pouco a pouco neutralizada. Seu tímido retorno assinala a audácia de pensar com alegria

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  • EXTREMA DIREITA
    Cinco motivos pelos quais um fascista tem chances reais nas próximas eleiçõespor: Andrés del Río
    17/08/2017

    A rua se mostra como a última trincheira. Mas ela está vazia, de pessoas e parece também de sentidos. Estamos com a pele dura, e vamos aceitando a excepcionalidade como um processo ordinário. No Brasil estamos vivendo um filme, de drama e com um roteiro ditado por poucos. É neste cenário, de almas derrotadas, de debacle econômica e de paralisia geral é que escrevo este artigo.

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  • Andrés del Río
    17/08/2017

    Andrés del Río

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  • POVOS INDÍGENAS
    Na Guiana Francesa, a corrida do ouro… e da Bíbliapor: Elven Sicard
    17/08/2017

    Em 25 anos, a Guiana Francesa viu sua população dobrar. Ela se sente negligenciada pela metrópole, da qual depende para tudo, ou quase, e permanece economicamente isolada de seus vizinhos. Mas a porosidade de sua fronteira a torna permeável tanto ao tráfico de ouro como ao proselitismo evangélico. Na linha de frente, os indígenas apostam seu futuro como povo

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  • DO VIRTUAL PARA O REAL
    Um caminho para o ódio: ciberespaço e o crescimento da extrema direitapor: Raphael Silva Fagundes
    16/08/2017

    Aquele jovem que vive na fenda entre os dois mundos, defendendo no mundo virtual uma coisa totalmente diferente do que faz no mundo real, acaba por aderir aos velhos que sempre defenderam tal discurso. Com o poder da retórica que, por sua vez, sempre prestou para seduzir pessoas, os carcomidos da política, percebendo que seu discurso tem demanda, aliciam a juventude iludida pela liberdade que as redes sociais e os jogos de mundo aberto proporcionam

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  • PROMESSAS E PERIGOS DA REVOLUCÃO GENÉTICA
    Último salto rumo à seleção humanapor: Jacques Testart
    16/08/2017

    Recentemente, assistiu-se ao surgimento de tecnologias genéticas complexas, cujos poderes fascinantes e temíveis foram popularizados pelos meios de comunicação: o CRISPR-Cas9, “tesoura genética”, e o gene drive, ou “forçagem genética”. Um primeiro teste chinês que usou a tecnologia CRISPR em 2015 para reparar embriões humanos anormais acelerou a autorização de projetos de pesquisa em vários outros países, entre os quais Reino Unido e Estados Unidos

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  • COMBATENTES, VÍTIMAS E ATIVISTAS
    As mulheres e a Batalha de Mossulpor: Adriana Erthal Abdenur e Nathalia Quintiliano
    15/08/2017

    Desde combatentes, líderes, ativistas para a paz, trabalhadoras humanitárias, representantes de governos, jornalistas e fotógrafas, as mulheres assumem papéis múltiplos e desempenham variadas funções em cenários de guerra

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  • EDUCAÇÃO E POLÍTICA
    O desmonte da universidade pública e branqueamento cultural: outra estratégia do genocídiopor: Andréia Moassab, Marcos de Jesus e Vico Melo
    15/08/2017

    O branqueamento cultural como complemento do genocídio é um ponto de partida interessante para compreender os ataques ao direito à educação materializados pela operação de desmonte das universidades públicas estaduais e federais em curso e cujas consequências já são sentidas com maior intensidade pelos setores mais excluídos

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  • DEMARCAÇÃO DAS TERRAS INDÍGENAS
    A memória da terra: o que o marco temporal não pode apagarpor: Andressa Lewandowski, Luísa Molina e Marcela Coelho de Souza
    15/08/2017

    No próximo dia 16, o STF julgará ações que podem ser decisivas para o futuro dos povos indígenas e quilombolas no Brasil. No centro da controvérsia jurídica está a noção de “terra tradicionalmente ocupada” e a ameaça de consolidação da tese político-jurídica do “marco temporal” – sobre as quais há um debate marcado por desinformação e preconceito. Este artigo busca discutir ambas de um ponto de vista antropológico.

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  • CINEMA E IDEOLOGIA
    Hollywood e a liberdade norte-americanapor: Raphael Silva Fagundes
    14/08/2017

    A liberdade chegou a um nível jamais atingido, mas não sabemos o que fazer com ela. Uns até a condenam. Ronda o ódio à democracia. Por que não reivindicar uma democracia mais real? O que vemos são pessoas reclamando de ela ser real demais. Ledo engano. O que não podemos é defender uma democracia disforme, que se desdobra para atender aos interesses capitalistas – a que Hollywood reproduz com excessiva confusão de efeitos especiais e cenas românticas

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  • PROJETOS DA “TERCEIRA VIA” EM VERSOS, ACORDES E GRITOS DE ÓDIO
    Neofascismos e crise política no Brasilpor: Pedro Carvalho Oliveira
    13/08/2017

    Enquanto a instabilidade política parece não dar sinais de abrandamento, movimentos neofascistas procuram espaço como alternativa aos desgastados partidos. O hate rock, vertente musical que funciona como ferramenta de difusão ideológica para seus militantes.

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  • IDENTIDADE
    O craque crespopor: Alexandra Baldeh Loras
    10/08/2017

    Desde que Neymar despontou no futebol, uma de suas marcas registradas é o cabelo. Quando conseguimos fazer a transição capilar, esse gesto nos aproxima da nossa real identidade e nos empodera. Falo por experiência própria. Passei 30 anos usando cabelos lisos e já nem me lembrava de como eram meus fios naturais. Recuperar a textura crespa, para além do cuidado estético, foi um ato político, de aceitação, de autorreconhecimento e de redescoberta da minha negritude, algo que consegui no Brasil graças a minha aproximação com as militantes negras, donas de um discurso muito poderoso nesse sentido.

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  • Alexandra Baldeh Loras
    10/08/2017

    Alexandra Baldeh Loras

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  • PRECARIZAÇÃO
    O médico e o monstro – A reforma trabalhista e o exercício da medicina no Brasilpor: Tomás Rigoletto Pernías
    10/08/2017

    Uma das alterações mais prejudiciais da reforma trabalhista é a instituição do contrato intermitente, o trabalhador just in time. Nesta modalidade de contrato, o médico – que deverá ficar disponível 24 por dia – será solicitado a prestar seus serviços conforme as demandas especificas da empresa, hospital ou clínica em questão – é a uberização da profissão médica.

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  • Tomás Rigoletto Pernías
    10/08/2017

    Tomás Rigoletto Pernías

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  • A CRIMINALIZAÇÃO DO FUNK
    Nas vielas da periferia, a insubmissãopor: Arthur Iassia, Daniela Arcanjo, Lucas Pinto e Matheus Ferreira
    10/08/2017

    Marginalizado, o funk enfrenta o conservadorismo ao quebrar valores morais de classes dominantes. A criminalização do ritmo visa enquadrá-lo em crime de saúde pública. A música de origem periférica não foi a única que se rebelou contra classes dominantes na história brasileira

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  • UM RÓTULO CADA VEZ MENOS EXIGENTE
    A agricultura orgânica ameaçada pela indústria do “orgânico”por: Claire Lecoeuvre
    09/08/2017

    Esforço virtuoso em prol do emprego, do uso dos recursos e da saúde pública, a agricultura orgânica progride rapidamente na França. A tal ponto que a indústria agroalimentar e os grandes supermercados pretendem se apossar do negócio, com o risco de apagar seus fundamentos por meio da pressão pela redução das exigências de qualidade

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  • DESASTRES AMBIENTAIS E BARRAGENS DE MINERAÇÃO
    
O que não se aprendeu com a tragédia no Rio Docepor: Bruno Milanez, Luiz Jardim Wanderley e Tatiana Ribeiro
    08/08/2017

    Apesar dos riscos e da tragédia da Samarco, o licenciamento ambiental de barragens de rejeito vem sendo feito de forma pouco rigorosa no Brasil. Entre os problemas estão o subdimensionamento das áreas de influência, a desconsideração dos potenciais danos a comunidades e a avaliação insuficiente de alternativas tecnológicas

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  • “PARECE QUE ESTAMOS NO SÉCULO XVIII”
    Novo massacre indígena no Maranhãopor: Renato Santana
    07/08/2017

    O deputado federal Aluísio Mendes (PTN/Podemos) participa de ato que incitou a população de Viana (MA) a atacar indígenas que, horas antes, haviam ocupado sítio na região. O saldo é de 22 gamela feridos, dos quais cinco a bala e dois com a mão amputada. “Depois que viam que não se mexia mais, partiam para cima de outro”, relata indígena

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  • ENTREVISTA - VENEZUELA
    “Não há negociação se a oposição mantiver uma estratégia baseada na insurreição”, afirma Adolfo Pérez Esquivelpor: Guilherme Henrique
    04/08/2017

    Nobel da Paz em 1980, ativista argentino diz que situação da Venezuela exige serenidade. Para ele, divisão social pode ser resolvida pelo diálogo político. “Desde o governo de Hugo Chávez, a Venezuela sofreu com as agressões dos Estados Unidos, que não quer perder a hegemonia continental, e intervém em todos os governos e suas respectivas economias”

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  • A CIVILIZAÇÃO DO TOMATE
    A história do capitalismo contada pelo ketchuppor: Jean-Baptiste Mallet
    04/08/2017

    A força de um sistema econômico agarra-se à sua capacidade de participar dos menores detalhes da existência e, em particular, de nossos pratos. Uma banal lata de extrato de tomate contém, assim, dois séculos de história do capitalismo. Jean-Baptiste Malet apresenta aqui uma pesquisa feita nos quatro continentes: uma geopolítica da junk food

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  • QUASE 15 ANOS DE AUTOGOVERNO ZAPATISTA
    Em Chiapas, a revolução continuapor: François Cusset
    03/08/2017

    No início dos anos 1990, o levante zapatista encarnou uma opção estratégica: mudar o mundo sem tomar o poder. A chegada ao governo de forças de esquerda na América Latina, alguns anos depois, parecia tirar-lhes a razão. Mas, da Venezuela ao Brasil, as dificuldades das administrações progressistas levantam uma questão: como está Chiapas?

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  • ENTREVISTA
    As três batalhas de Raduan Nassarpor: Guilherme Henrique e Cristiano Navarro
    02/08/2017

    Aos 81 anos, Raduan Nassar, paulista de Pindorama, norte do estado, possui uma trajetória de inquietude. Abandonou a Faculdade de Direito do Largo São Francisco no quinto ano, já fisgado pela literatura. A filosofia e o jornalismo foram casas temporárias de um homem que aprendeu, na adolescência, a gostar de palavras, então aluno de uma de suas irmãs, professora de português. O pendor pela palavra desembocou em Lavoura arcaica (1975), Um copo de cólera (1978) e uma coletânea de contos publicados de maneira esparsa ao longo dos anos, incluindo Menina a caminho, O ventre seco, Hoje de madrugada e outros.

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  • EDITORIAL
    Os invisíveis geram medopor: Silvio Caccia Bava
    02/08/2017

    São mais de 160 pessoas assassinadas por dia. Na Síria, por exemplo, em quatro anos de guerra morreram 256 mil pessoas. No Brasil, no mesmo período, quase 279 mil.2 Não é uma guerra civil declarada, mas este é o país em que os policiais mais matam e mais morrem no mundo. Se de um lado estão os policiais e o Estado, do outro lado quem é o inimigo?

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  • CAPA
    Barbárie: compartilharpor: Silvia Viana
    02/08/2017

    Sabemos da barbárie e acostumamo-nos com ela. Mais que isso, participamos cotidianamente de sua exposição espetacular

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  • CAPA
    Estratégias da violência se fundam no genocídio de negros, pobres e mulherespor: Edson Teles
    02/08/2017

    Com a combinação do jogo do medo com a percepção de uma força acima das leis, a segurança pública em prática no país demonstra que o aparato institucional é insuficiente para proteger os cidadãos, demandando o acionamento do autoritário e violento para conter o “outro” perigoso

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  • CAPA
    Golpe de togapor: Lincoln Secco
    02/08/2017

    A demolição do edifício político abriu espaço para tentações fascistas. Entre o velho que se dissolveu e o novo que ainda não se impôs emergiram formas mórbidas, como diria Gramsci. Pela primeira vez na história brasileira uma candidatura fascista apresentou altos índices de intenção de voto em 2017

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  • NOTAS, UM TANTO MELANCÓLICAS, SOBRE A CRISE DO PROJETO CIVILIZATÓRIO NA SOCIEDADE BRASILEIRA
    O que fazer do “brasil”?por: Márcia Pereira Leite
    02/08/2017

    Hoje, no “brasil”, aparentemente perdemos, no Estado e na sociedade, as referências a esse pacto civilizatório mínimo que constituiu a nação. Perdemos o reconhecimento da alteridade como parte de uma humanidade comum. Informados pela mídia e/ou pelas redes sociais, temos acompanhado microcenas de horror e barbárie que vêm compondo um enredo perverso

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