PRESSÕES NORTE-AMERICANAS, REFORMAS ECONÔMICAS E ASCENSÃO DAS MIPYMES

Cuba às portas do capitalismo

Em 13 de julho, o Departamento de Estado dos Estados Unidos impôs sanções a dez novas empresas e entidades governamentais cubanas, entre elas o Ministério do Turismo. Washington prossegue com sua estratégia de estrangulamento econômico da ilha. Encurraladas, as autoridades de Havana tentam evitar o colapso. Sua aposta? Liberalização em todas as frentes e o apoio à ascensão de uma burguesia empreendedora

Em uma Havana exaurida, uma casa turquesa recém-reformada chama a atenção em meio ao bairro de Vedado. Duas árvores frutíferas fazem sombra sobre o pátio. Um balanço alegra o gramado artificial. Os vidros fumês da fachada garantem certa privacidade. Sentada em uma cadeira de rodas, uma senhora muito idosa fala sozinha diante da porta de entrada. Ela é uma das clientes da TaTamanía, a primeira casa de repouso privada a abrir as portas em Cuba, na primavera de 2026. Até então, a revolução proibia esse tipo de estabelecimento. Contudo, nos últimos anos, as instituições públicas de acolhimento passaram a enfrentar uma situação crítica por falta de recursos. Yadira Álvarez, pediatra aposentada, e seu marido, um profissional de informática, criaram essa mipyme. A sigla designa as pequenas e médias empresas cuja criação foi autorizada pelo Estado em 2021 e que, desde então, se multiplicaram aos milhares. Após a pandemia de Covid-19,…

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