Terror colonial na Cisjordânia
Menos letal que a devastação de Gaza, mas cada vez mais violento, um conflito ameaça incendiar a margem ocidental do Rio Jordão, onde habitantes de colônias israelenses ilegais se apropriam de bens palestinos ou os destroem – uma política de desapropriação que conta com o apoio ativo das autoridades de Tel Aviv
Jovens dançam no meio do salão. Os mais velhos tentam conversar, apesar dos decibéis. Ninguém sabe onde estão os irmãos Hamayel. A modesta festa organizada em Ramallah em homenagem a um formando está a todo vapor nessa noite de verão quando chega a notícia de que eles foram presos pelo Exército israelense. Os dois homens moram nas proximidades da cidade onde fica a sede da Autoridade Palestina. Regularmente, os habitantes de seu vilarejo e de outras localidades da região são atacados. Colonos de postos avançados – um deles instalado recentemente a poucas centenas de metros de sua fazenda – os impedem de acessar partes cada vez maiores de suas plantações de oliveiras e amendoeiras, de suas nascentes e cisternas, de seus pastos. O termo “posto avançado” designa pequenas colônias israelenses instaladas nos territórios palestinos ocupados desde 1967, em terras públicas ou privadas, sem a aprovação dos órgãos israelenses de urbanismo.…

