Guilhotina #108 — Fernanda Perrin
19 de março de 2021
Se o governo Dilma sustentava uma política econômica pró-indústria, por que a Fiesp se transformou em ponta de lança do processo de impeachment? A convidada de Bianca Pyl e Luís Brasilino neste episódio, a jornalista e cientista política Fernanda Perrin, concluiu mestrado na USP em 2020 em que procura responder a esta questão. Será que os industriais abandonaram a coalizão desenvolvimentista percebendo o fortalecimento dos setores populares que essas políticas estavam provocando? Ou o conflito distributivo provocado pela crise econômica atraiu a burguesia nacional para o campo da burguesia associada ao capital internacional, de modo a assegurar seus ganhos, ainda que aceitando perdas? Ou foram pura e simplesmente os erros do governo que levaram o setor para a oposição? Finalmente, esse comportamento da Fiesp não seria atenderia apenas ao cálculo político de seu líder, Paulo Skaf? Para começo de conversa, é importante entender um ponto: a burguesia não pode ser analisada como uma coisa só. Nem só como industrial ou financeira, nem como nacional ou associada, nem como grande, média ou pequena. O entrecruzamento dessas dimensões é fundamental. A dissertação de Fernanda, “Ovo do Pato: Uma análise do deslocamento político da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo”, está disponível em: http://bit.ly/3vl1jO1.
Ouça em seu tocador favorito ou dê o play:
*Trilha: Vulfpeck, “Funky Duck”; Ennio Morricone, “La classe operaia va in paradiso”.
Leia mais sobre o tema:
Se o governo Dilma sustentava uma política econômica pró-indústria, por que a Fiesp se transformou em ponta de lança do processo de impeachment? A convidada de Bianca Pyl e Luís Brasilino neste episódio, a jornalista e cientista política Fernanda Perrin, concluiu mestrado na USP em 2020 em que procura responder a esta questão. Será que os industriais abandonaram a coalizão desenvolvimentista percebendo o fortalecimento dos setores populares que essas políticas estavam provocando? Ou o conflito distributivo provocado pela crise econômica atraiu a burguesia nacional para o campo da burguesia associada ao capital internacional, de modo a assegurar seus ganhos, ainda que aceitando perdas? Ou foram pura e simplesmente os erros do governo que levaram o setor para a oposição? Finalmente, esse comportamento da Fiesp não seria atenderia apenas ao cálculo político de seu líder, Paulo Skaf? Para começo de conversa, é importante entender um ponto: a burguesia não pode ser analisada como uma coisa só. Nem só como industrial ou financeira, nem como nacional ou associada, nem como grande, média ou pequena. O entrecruzamento dessas dimensões é fundamental. A dissertação de Fernanda, “Ovo do Pato: Uma análise do deslocamento político da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo”, está disponível em: http://bit.ly/3vl1jO1.
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