A Geração de 30 e a literatura da desigualdade no Nordeste
Romances de José Américo de Almeida, Rachel de Queiroz, José Lins do Rego, Jorge Amado e Graciliano Ramos surgiram na década de 1930 como denúncias em forma de arte e expuseram a realidade de retirantes, trabalhadores rurais e famílias vítimas da fome e do flagelo
A década de 1930 foi um divisor de águas na literatura brasileira, rompendo com o romantismo e abraçando um realismo social cru. A Geração de 30 voltou seu olhar para as mazelas de um Brasil até então silenciado: o Nordeste, uma região marcada por desigualdades estruturais, ciclos de miséria e uma história de coronelismo político. Nesse contexto, surgiram obras literárias que, como denúncias em forma de arte, expuseram a realidade de retirantes, trabalhadores rurais e famílias vítimas da fome e do flagelo. Cinco romances se destacam como pilares desse movimento: A bagaceira (1928), de José Américo de Almeida; O quinze (1930), de Rachel de Queiroz; Menino de engenho (1932), de José Lins do Rego; Cacau (1933), de Jorge Amado; e Vidas secas (1938), de Graciliano Ramos. Crédito: Diego Dacal A publicação de A bagaceira por José Américo de Almeida é um marco na literatura brasileira. O…

