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Guerra na Ucrânia: a Europa contra a paz?
Mais de quatro anos após o início da ofensiva russa na Ucrânia, nenhum dos beligerantes parece capaz de vencer. Isso porque nem um nem outro pode perder essa guerra, na qual ambos consumiram muitos homens e recursos. No entanto, não se faz a paz com amigos. Reencontrar o caminho de uma coexistência segura exige compreender os interesses dos inimigos e levá-los em consideração – algo que a Europa parece esquecer
Controle migratório terceirizado para os Bálcãs
A integração europeia continua sendo apresentada como a única perspectiva de futuro oferecida aos países dos Bálcãs. No entanto, ela demora a se concretizar porque os Estados-membros da União Europeia veem muitas vantagens na manutenção do status quo atual
O genocídio que assombra a Namíbia
Dezenas de milhares de hereros e namas foram mortos entre 1904 e 1908 pelas tropas imperiais alemãs na colônia do Sudoeste Africano Alemão, atual Namíbia. Traumatizados, privados de suas terras ancestrais e marginalizados pelo poder central, seus descendentes se consideram cada vez mais condenados a assistir como espectadores às grandes mudanças que sacodem a economia do país
Uma bomba-relógio no fundo do Golfo Pérsico
A retomada gradual da circulação no Estreito de Ormuz deve aliviar os países consumidores de hidrocarbonetos, mas deixará uma região marcada por rivalidades. A disputa que opõe Iraque, Irã e Kuwait em torno da delimitação de suas respectivas águas territoriais é ainda mais explosiva porque determina o acesso a reservas de petróleo e gás
Apostar na guerra como se fosse uma partida de futebol
Em abril, um usuário da Polymarket teria usado um secador de cabelo para desregular um sensor meteorológico depois de apostar que faria mais de 21 °C em Roissy, na França. A temperatura que vai fazer, a próxima guerra imperial, uma candidatura presidencial, qualquer coisa: é possível espreitar o futuro do mundo nos sites de mercados preditivos. Mas por qual prisma?
Miscelânea
Confira a resenha dos livros Direito constitucional antirracista, de Paulo Scott; Um sonho lúcido, de Laura Redfern Navarro e Fragmentos de um céu submerso, de Bárbara Mançanares.

