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Confira a resenha dos livros Direito constitucional antirracista, de Paulo Scott; Um sonho lúcido, de Laura Redfern Navarro e Fragmentos de um céu submerso, de Bárbara Mançanares.
DIREITO CONSTITUCIONAL ANTIRRACISTA Paulo Scott, Thomson Reuters/Revista dos Tribunais Alguém poderá perguntar, em tom de provocação ou curiosidade: “Por que um direito antirracista?”. Uma possibilidade seria recordar que Luiz Gama, uma das primeiras personalidades negras de nosso direito, foi vendido como mercadoria pelo próprio pai antes de se destacar na libertação de centenas de escravizados e na luta pela abolição. Mais do que enaltecer símbolos, trata-se de reconhecer um processo histórico que está muito longe de avançar satisfatoriamente. Apenas 1,7% dos juízes brasileiros se autodeclarou preto no Brasil, sendo 12,8% os que se autodeclaram pardos. A hegemonia branca em nosso Judiciário demonstra pouca disposição para reverter um quadro de encarceramento em massa da população negra periférica, de chacinas sistemáticas e de inúmeras violências diárias que o racismo estrutural busca normalizar. É neste Brasil que tanto sangue negro derramou que se faz justa e necessária a obra Direito constitucional antirracista, de…

