Macron, o pior presidente da Quinta República?
Ao seguir uma agenda de liberalismo extremo e alinhamento internacional, Macron enfraqueceu a soberania diplomática da França e comprometeu os serviços públicos essenciais
Daqui a oito meses, o presidente francês, Emmanuel Macron, deixará o Palácio do Eliseu. E, seguindo a tradição do jornalismo político, como se uma hora de dissidência compensasse uma década de reverências, as críticas explodem. O semanário The Economist zomba de um “pato manco”, depois de ter acreditado no que chamou de “salvador da Europa”. Dois cortesãos parisienses contam, em um livro, “a história de um homem excepcional... que fracassou excepcionalmente”. Porta-voz das elites liberais, Alain Minc vê nele “o pior presidente da Quinta República”.[1] Ingratis servire nefas – “não se ganha nada servindo aos ingratos”. Ora, desde 2017, Macron seguiu amplamente as recomendações do relatório Minc (1994) e da comissão criada no governo Nicolas Sarkozy para a reforma da economia e do Estado dirigida por Jacques Attali (2008), da qual ele era então assessor. Seguiu também as recomendações da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte…

