A indestronável monarquia britânica - Le Monde Diplomatique

UMA MASCOTE ETERNAMENTE ISENTA DE RESPONSABILIDADES

A indestronável monarquia britânica

Edição 161 | Reino Unido
por Lucie Elven
1 de dezembro de 2020
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Depois da Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales, o norte da Inglaterra experimenta um movimento político em favor da independência. Tensões nacionalistas, caos parlamentar por ocasião do Brexit, fiasco na luta contra a Covid-19: a tempestade parece estar varrendo tudo no Reino Unido. Tudo exceto a Coroa, que continua a proporcionar um senso de coesão à maioria dos britânicos

Tendo percorrido as ruas de Londres em júbilo no dia da coroação da rainha em 1953, os sociólogos Michael Young e Edward Shils qualificaram o evento de “grande ato de comunhão nacional”. Fazia todo o sentido, escreveram eles, como “experiência não individual, mas coletiva”, que unia milhares de famílias em um fervor popular que lembrava a celebração da vitória sobre a Alemanha nazista. O ar vibrava com o calor humano; até mesmo os batedores de carteira tinham parado de trabalhar, e reinava um espírito de comunhão que teria horrorizado “aqueles que têm o viés racionalista das pessoas educadas de nosso tempo, especialmente aqueles de disposição política radical ou liberal”.1

Hoje, enquanto as desigualdades não param de se aprofundar no Reino Unido, a monarquia parece ter conservado sua popularidade. Quase dois em cada três britânicos aprovam sua existência. São apenas 22% a desejar seu desaparecimento, sendo os mais hostis os escoceses. Paradoxo surpreendente: quando os tempos são difíceis, a família real parece servir de diversão ou consolo. Nas núpcias reais dos últimos dez anos, sempre houve um tolo para afirmar que o moral da nação precisava de um impulso Como Walter Bagehot escreveu em 1867 em A Constituição inglesa, as pessoas se curvam ao “espetáculo teatral da sociedade”, do qual a rainha é o “ponto culminante”.

 

O culto da tradição

Elizabeth II viaja pelo país usando as cores damasco, púrpura ou chartreuse para ter maior visibilidade; 30% da população afirma já tê-la visto ou encontrado. Ela vê a tarefa de revigorar o povo, ainda que de forma breve e limitada, como parte de suas obrigações. “É muito bom se sentir como uma espécie de esponja”, ela confidenciou em 1992, em um documentário da BBC, evocando sua relação com os súditos. A “esponja” era uma metáfora para o serviço que ela sentia que deveria prestar a eles, associado a uma imagem de uma soberana comum e próxima das pessoas.2 A escritora Zadie Smith, em um artigo para a Vogue, observa que “a senhora Windsor é amplamente apreciada por sua ostentação modelada com base em gostos emprestados da pequena classe média: cães Corgi, corridas de cavalos e a novela de TV EastEnders”.3

A rainha distribui as honras; é um dos poucos poderes que lhe restam. “As pessoas precisam ser encorajadas”, observava já em 1992. “O mundo seria muito sombrio sem isso.” Os tapinhas nas costas vêm com o apoio real às obras de caridade, que sinaliza uma preferência pela filantropia em detrimento do serviço público. Desde a Revolução Gloriosa de 1688-1689, espera-se que monarquia se mantenha afastada da política; seus direitos, para retomar a fórmula de Bagehot, são limitados a “ser consultada, encorajar e alertar”. Como resultado, os assuntos nos quais a família real se envolve, por mais políticos que sejam, são facilmente percebidos como apolíticos.

Quando o príncipe William defende reivindicações caras aos millennials (pessoas nascidas entre meados dos anos 1980 e os anos 1990) – sobre saúde mental ou sobre mudanças climáticas, por exemplo –, elas imediatamente se tornam consensuais e entram na categoria das grandes causas, como a pesquisa sobre o câncer ou o apoio à Cruz Vermelha. Em outubro de 2020, contra o pano de fundo de debates acalorados sobre os legados da escravidão e do Império, o príncipe Harry, que este ano se distanciou da família real, falou de seu “despertar” de consciência sobre a questão do racismo estrutural. A maneira mais militante e emocional pela qual sua mãe, Diana Spencer, a famosa Lady Di, via seu envolvimento humanitário – por exemplo, indo a um hospital para apertar a mão de um paciente de aids sob os flashes de fotógrafos – repugnava os membros mais velhos da casa de Windsor.

Frequentemente, a instituição da família real é usada com fins políticos na linha de frente das guerras culturais. O atual primeiro-ministro, Boris Johnson, foi acusado por seus oponentes de ter “mentido para a rainha” quando a convidou para pronunciar a dissolução do Parlamento a fim de ter rédea solta nas querelas do Brexit, em agosto de 2019.4 Durante seu mandato à frente do Partido Trabalhista, entre 2015 e 2020, Jeremy Corbyn foi continuamente criticado por sua falta de deferência para com a rainha, sua recusa em abaixar a cabeça, cantar o hino nacional ou assistir ao discurso real na televisão no Natal – uma falta intolerável de patriotismo. A curiosa imunidade que protege a família de Elizabeth de qualquer tentativa de lhe exigir uma responsabilidade também se encaixa no reino político: Johnson zombou da ideia de prestar assistência às autoridades judiciais americanas em sua investigação sobre o príncipe Andrew (suspeito de cumplicidade nas agressões sexuais cometidas pelo falecido empresário Jeffrey Epstein), algo que ele tem o cuidado de não fazer quando se trata de Julian Assange.

Voluntariamente centrado na pequena ilha heroica que resistiu aos alemães e os derrotou na Segunda Guerra Mundial, o romance patriótico britânico torna-se complicado à luz dos muitos laços da família real com os nazistas, que parecem ir além da crença compartilhada nas hierarquias dinásticas. As duas irmãs do marido da rainha, o príncipe Philip, radicadas na Alemanha, eram ligadas ao Partido Nazista, a ponto de uma delas ter colocado no filho o nome de Adolf. Depois de ter abdicado para se casar com uma norte-americana divorciada, Eduardo VIII, tio de Elizabeth, foi para a Alemanha em 1937, a convite e às custas do Reich; lá ele conheceu o Führer pessoalmente em frente a uma fábrica de munições. As imagens o mostram no Castelo de Balmoral, na Escócia, uma residência real valorizada por sua família, ensinando a saudação hitlerista às sobrinhas. Mais tarde, estabelecido nas Bahamas, ele tentou convencer os Estados Unidos a permanecer neutros na guerra contra a Alemanha. Outro admirador de Adolf Hitler, o duque de Saxe-Coburgo, primo do pai de Elizabeth, compareceu ao funeral do rei vestido como general da Sturmabteilung (Seção de Assalto, SA).

A monarca que reinou por mais tempo na história da Inglaterra e da Europa incorpora uma certa forma de atemporalidade. Do desmantelamento do Império ao referendo sobre o Brexit (2016), passando pelo movimento punk, apenas sua idade mudou. Hoje ela usa peles sintéticas, preferidas às verdadeiras, mas, no fundo, a rainha é história conservada no gelo. Ela aparece de vez em quando, quando ocorrem catástrofes, para tranquilizar seu povo. Em um discurso no início do primeiro confinamento por conta da pandemia de Covid-19, em março, ela evocou, com traços congelados, a canção de guerra de Vera Lynn “We’ll meet again” [“Nós nos encontraremos novamente”].

A continuidade é um valor caro aos monarquistas. Em suas Reflexões sobre a Revolução Francesa, de 1790, o filósofo Edmund Burke comparou a febre revolucionária do campo do Iluminismo às disposições mais moderadas de seus colegas e compatriotas. “Tais cabalas não existem na Inglaterra”, onde a Constituição emana da “simplicidade de nosso caráter nacional”, disse ele, passando um pouco por alto sobre a turbulência que seu país conhecera um século antes, em particular com a execução de Carlos I. “Estamos decididos a manter uma Igreja estabelecida, uma monarquia estabelecida, uma aristocracia estabelecida, assim como uma democracia estabelecida, cada uma segundo o grau que lhe é próprio. […] É a desgraça (e não, como pensam esses senhores, a glória) daquela época submeter tudo à discussão, como se a Constituição de nosso país fosse motivo de altercações, e não de celebrações.”

O culto da tradição é ilustrado, por exemplo, pela permanência dessa estranha noção jurídica que é a “prerrogativa real”, em virtude da qual o governo pode arrogar-se os poderes outrora atribuídos à Coroa, que lhe permitem agir fora da lei. Nesse contexto, como apontou o teórico político Harold J. Laski, “a Coroa é um hieróglifo nobre”5 que permite que muitos funcionários se esquivem de suas responsabilidades, escondidos atrás de um véu de mistério. As tentativas de reformar esses privilégios falharam, em nome desse princípio relembrado em 2009 pelo governo neotrabalhista de Gordon Brown: “Nossa Constituição se desenvolveu organicamente ao longo dos séculos, de modo que não há necessidade de mudá-la por um simples desejo de mudança”.6

Segundo o historiador David Cannadine, a continuidade entre os rituais de hoje e os do passado distante seria, no entanto, “bastante ilusória”.7 Seria apenas um resíduo das tradições extravagantes desenvolvidas no século XIX para compensar o enfraquecimento dos poderes da família real e o esboroamento de seu império. Nessa hipótese, tradições ainda mais rocambolescas terão de ser postas em prática ao longo dos próximos anos se a monarquia quiser superar os desafios que a aguardam. O príncipe Charles, herdeiro do trono, certa vez inundou o governo com cartas sobre arquitetura, mudança climática e miséria social, mas o senso de tato político de sua mãe cruelmente lhe faz falta. Com uma taxa de popularidade de 47%, ele vem apenas em sexto lugar entre as figuras reais mais populares. Alguns temem que, com a morte de Elizabeth, toda a monarquia vacile. Outros estão espalhando teorias malucas nas redes sociais de que ela já estaria morta, atualizando a obsessão mórbida dos britânicos com o corpo de seu monarca como personificação do Estado, quer se presuma que tenha tido sífilis (Henrique VIII), seja virgem (Elisabete I) ou tenha sido acometido de gota (a rainha Ana). “Hoje não decapitamos mais as damas reais, mas ainda as sacrificamos”, constata a romancista Hilary Mantel sobre a fixação da mídia pelo físico de Kate Middleton, esposa do príncipe William.8

(Diana Ejaita)
Uma das marcas de maior sucesso no mundo

Também no cenário internacional, a monarquia britânica está perdendo seu brilho. Há alguns anos, vozes se levantaram para exigir que, após o final do reinado de Elizabeth II, a liderança da Commonwealth9 seja exercida de forma alternada por cada um de seus membros, ou por uma figura política reconhecida, antes que a rainha consiga impor a sucessão do príncipe Charles em seu posto. Apenas cerca de vinte países10 deverão um dia substituir seu retrato nas notas: mais da metade dos estados da Commonwealth – 31 de 54 – agora são repúblicas. Em setembro, a ilha de Barbados decidiu retirar da rainha sua posição de chefe de Estado. A Austrália realizou um referendo sobre essa questão em 1999, que foi perdido por pouco pelos partidários do regime republicano. Uma votação semelhante poderia se seguir na Nova Zelândia, de acordo com sua primeira-ministra, Jacinda Ardern, enquanto 44% dos canadenses afirmam ser a favor do divórcio com a Coroa britânica (contra 29% que desejam o contrário).

No entanto, dessa máquina legal e financeira que é a casa de Windsor – batizada de “a firma” (“The Firm”) pelo príncipe Philip – não se pode dizer de forma alguma que não esteja adaptada aos tempos modernos. Ela continua sendo uma das marcas de maior sucesso do mundo. Depois de sua fuga para Los Angeles, Harry e sua esposa, Meghan Markle, transformaram literalmente seu status principesco em uma marca registrada, a Sussex Royal, que usam tanto para adornar anoraks como para liberar patrocínios. Maravilhada com esse conto de fadas, a bíblia dos meios de negócios, The Economist, retoma a máxima de Karl Marx segundo a qual o capitalismo destruirá os vestígios do feudalismo para se alegrar pelo fato de a monarquia britânica ter “fortalecido o capitalismo em vez de miná-lo”.11 A rainha gosta de se exibir como apolítica, trabalhadora e dedicada, virtudes que um chefe de start-up não rejeitaria: “A maioria das pessoas tem um emprego e depois vai para casa, enquanto em minha existência trabalho e vida são uma coisa só”, disse na BBC em 1992. “Às vezes, gostaria de ter mais tempo para mim.”

Adicione-se a isso que, no século XX, graças à televisão e aos paparazzi, membros da família real se tornaram celebridades globais; no século XXI, o clã se divide entre os que se entregam à divulgação banal de si mesmos nas redes sociais e os que persistem em manter o mistério que garante seu poder. Embora a rainha nunca tenha dado uma entrevista à imprensa e a monarquia continue sendo o único órgão do Estado imune à liberdade de informação, a Coroa foi forçada a transgredir um pouco seu voto de discrição com a morte da princesa Diana em Paris, em 31 de agosto de 1997. Como assinala o ex-diretor do Le Monde Diplomatique Ignacio Ramonet, o acidente do túnel da Ponte de l’Alma foi um momento crucial na história da imprensa, um “psicodrama planetário” testemunhando uma “globalização emocional”. O fluxo contínuo possibilitado pela internet, a atenção maníaca aos detalhes observada pelos tabloides e a cobertura maciça da grande mídia combinaram-se para desencadear uma crise sem precedentes: “Diana deixava o perímetro limitado e folclórico da seção de celebridades para entrar direto nas principais e nobres seções dos jornais diários da imprensa política”. Sua morte foi o “primeiro episódio dessa nova era da informação global”.12

“A casa de Windsor tem um coração?”, “Mostrem-nos que podemos contar com vocês”, “Onde está a rainha?”, “Onde está a bandeira?”: as “primeiras páginas” da imprensa13 farfalhavam de indignação quando o Palácio de Buckingham ostensivamente deixou de içar a Union Jack até a metade do mastro, como dizem ser tradição no caso da morte de uma figura real. Em setembro de 1997, a rainha cedeu à pressão popular e concordou em demonstrar emoção. A explosão de tristeza planetária provocada pela morte de Lady Diana – multidões em lágrimas, funeral visto por metade da população mundial, a Ponte de l’Alma e a rua do Palácio de Kensington cobertas de montanhas de flores – exigiu um eco da rainha. Em seu discurso ao vivo na televisão, o primeiro que ela dava em 38 anos, Elizabeth adotou um tom pessoal, até íntimo, que não era habitual dela: “O que estou dizendo agora, como rainha e como avó, vem do coração”, ela disse, balançando levemente e recitando as palavras escritas para ela pelo spin doctor (assessor de comunicação) do primeiro-ministro Tony Blair, Alastair Campbell.

O reality show real cujos tabloides engordam – a nora bulímica, o filho adúltero, o filho ilegítimo indisciplinado – humaniza as pessoas dessa organização secreta na mente do público. Como Bagehot ainda observa, “uma família no trono é uma ideia interessante. […] Uma família real ameniza a vida política pela incorporação sazonal de belos acontecimentos”. Na verdade, os tormentos da vida familiar fornecem uma distração bem-vinda ao poder aparentemente imutável exercido por um clã cujo status eminentemente especial garante imunidade a qualquer forma de democracia.

 

Campeã da evasão fiscal

A casa de Windsor domina uma cultura em que os códigos de classe mais refinados, do mordomo à etiqueta dos discursos, se tornaram uma especialidade nacional. A indústria da herança real, monetizando o passado e inventando tradições, emprega mais trabalhadores que as indústrias da pesca e da mineração combinadas.14 Ela é fonte de produtos culturais variados e rentáveis, como filmes A rainha (2006) e O discurso do rei (2010), ou a série The Crown (lançada em 2016), da Netflix. O ator ou a atriz que interpretam o monarca sempre recebem uma chuva de prêmios de prestígio, como se interpretar um rei ou rainha representasse uma conquista mais notável que interpretar qualquer outro ser humano e como isso desse um sentido extra a uma instituição que, de maneira mais ou menos ambígua, já o tem em quantidade.

A cada ano, a família real custa ao país 67 milhões de libras (R$ 500 milhões). Ela pratica a evasão fiscal por meio de isenções15 e drenagens para locais offshore.16 O vínculo firmado com um clã aristocrático que controla todos os circuitos das finanças tornou a City de Londres ainda mais atrativa para os sonegadores de todo o mundo, contribuindo para a alta vertiginosa dos preços e aluguéis na capital. Em princípio, a rainha possui um sexto de todas as terras do planeta. Em um recente debate parlamentar sobre a indústria eólica no mar, Boris Johnson chamou o portfólio de imóveis da monarquia, o Crown Estate, de um “mestre do fundo do mar” (14 out. 2020). A moratória sobre despejos de aluguel decretada pelo governo para lidar com a crise da Covid-19, ameaçando jogar 55 mil famílias nas ruas, foi suspensa em setembro. Na mesma semana, soube-se que o contribuinte pagaria ao Crown Estate um aumento generoso para compensar parcialmente os 500 milhões de libras esterlinas (R$ 3,5 bilhões) de perdas de receita registradas na gestão de seu parque imobiliário por causa da pandemia.

E, no entanto, em meio aos confrontos que abalaram o país nos últimos anos, por causa do Brexit e da independência da Escócia, tão intimamente ligados à questão de sua soberania, a monarquia escapa aos olhares.

 

*Lucie Elven é jornalista.

 

1 Edward Shils e Michael Young, “The meaning of the coronation” [O significado da coroação], The Sociological Review, v.1, n.2, Londres, 1 dez. 1953.

2 “Elizabeth R: A Year in the Life of the Queen” [Elizabeth R: Um ano na vida da rainha], BBC, 1992.

3 Zadie Smith, “Mrs Windsor. The reassuring domesticity of our head of state” [Sra. Windsor. O tranquilizador caráter doméstico de nossa chefe de Estado], Vogue, Londres, dez. 2017.

4 Severin Carrell e Owen Bowcott, “Did Johnson lie to the Queen?” [Johnson mentiu para a rainha?], The Guardian, Londres, 24 set. 2019.

5 Harold J. Laski, “The responsibility of the State in England” [A responsabilidade do Estado na Inglaterra], Harvard Law Review, v.32, n.5, Cambridge (Massachusetts), mar. 1919.

6 “Revisão dos poderes de prerrogativa real executiva: relatório final”, Ministério da Justiça Britânico, Londres, out. 2009.

7 David Cannadine, “The context, performance and meaning of ritual: the British monarchy and the ‘invention of tradition’” [O contexto, desempenho e significado do ritual: a monarquia britânica e a “invenção da tradição”], c. 1820-1977. In: Eric Hobsbawm e Terence Ranger (org.), The Invention of Tradition [A invenção da tradição], Cambridge University Press, 1983.

8 Hilary Mantel, “Royal bodies” [Corpos reais], London Review of Books, v.35, n.4, 21 fev. 2013.

9 Federação de 54 estados, antigos territórios britânicos, formalmente unidos em 1949 como uma união de países “livres e iguais”. A rainha é reconhecida como chefe da Commonwealth.

10 Anguilla, Antígua e Barbuda, Austrália, Bahamas, Belize, Bermudas, Canadá, Chipre, Dominica, Gibraltar, Granada, Guernsey, Ilhas Cayman, Ilha de Man, Jersey, Malvinas, Montserrat, Nova Zelândia, Santa Helena, Santa Lúcia, São Cristóvão e Neves, São Vicente e Granadinas, Tuvalu.

11 “Harry, Meghan and Marx” [Harry, Meghan e Marx], The Economist, Londres, 16 jan. 2020.

12 Ignacio Ramonet, “Contre le mimétisme” [Contra o mimetismo], Le Monde Diplomatique, out. 1998.

13 The Daily Mail, The Express e The Sun, respectivamente.

14 Sam Wetherell e Laura Gutiérrez, “It just won’t die” [Ela simplesmente não vai morrer], Jacobin, Nova York, 19 maio 2018.

15 John Harris, “‘Essentially, the monarchy is corrupt’ – will republicanism survive Harry and Meghan?” [“Essencialmente, a monarquia é corrupta” – o republicanismo sobreviverá a Harry e Meghan?], The Guardian, 8 maio 2018.

16 Hilary Osborne, “Revealed: Queen’s private estate invested millions of pounds offshore” [Revelado: fundo da rainha investiu milhões de libras em paraísos fiscais], The Guardian, 5 nov. 2017.



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