De “escudo” contra a crise climática a amplificador de seus efeitos
Grande regulador térmico do planeta, o oceano mais quente por causa do aquecimento global provoca uma série de efeitos em cascata, como intensificação de tempestades, aumento do nível do mar e degradação de ecossistemas marinhos; comunidades tradicionais costeiras são as que mais sofrem as consequências
Entre maio e junho de 2022, a Região Metropolitana do Recife, em Pernambuco, viveu sua maior catástrofe climática do século XXI. Inundações e deslizamentos de terras causados por chuvas torrenciais deixaram dezenas de mortos – em todo o estado, foram 133. No fim de maio, choveu mais do que o dobro da média histórica esperada para aquele mês. Em julho do mesmo ano, um estudo divulgado pela rede World Weather Attribution concluiu que o desastre foi potencializado pela crise climática. O acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera e o consequente aquecimento global tornaram as chuvas no estado cerca de 20% mais fortes do que seriam em condições normais. Em declarações à imprensa, alguns especialistas alertaram que o grande volume de precipitações no período em Pernambuco foi intensificado pelo aumento da temperatura do Oceano Atlântico, aliado ao fenômeno La Niña. “Houve uma coincidência de dois fenômenos, que aconteceram de…

