Por que não mudar de estratégia? - Le Monde Diplomatique

A DEMOCRACIA AGONIZA

Por que não mudar de estratégia?

por Josué Medeiros e Tatiana Roque
1 de março de 2021
compartilhar
visualização

Acreditamos que a democracia precisa estar no centro das reflexões e das estratégias da esquerda. Essa prioridade não é nova em nossa história e marcou a experiência virtuosa de construção do PT. Com esse horizonte, defendemos tanto a Frente de Esquerda para as eleições de 2022 como a Frente Ampla para as mobilizações que precisamos construir desde já

A crise da democracia tornou-se consenso, tanto no debate intelectual como na análise dos eventos que nos aterrorizam cotidianamente. Parece haver uma lacuna, porém, entre essas constatações e as ações efetivas para conter a crise. As esquerdas brasileiras, apesar de convergirem no diagnóstico de que vivemos uma regressão democrática, cuja ameaça mais grave é destruir o pacto social da Constituição de 1988, seguem sem agir de maneira consequente, ou seja, não dão respostas à altura da gravidade destes tempos.

A defesa de frentes democráticas encontra resistência em todos os partidos progressistas. A postura do PT chega a surpreender, diante de sua experiência na Presidência ou de sua atuação nos estados em que governa. Na Bahia, no Piauí e no Ceará, o PT lidera amplas coalizões com partidos de direita; em Pernambuco e no Maranhão, faz parte de coligações igualmente abrangentes. No PDT, assistimos à reiterada disposição do ex-ministro Ciro Gomes para atacar aliados. O Psol insiste em uma identidade purista, embora Edmilson Rodrigues, seu único prefeito de capital (Belém), tenha feito acordo com o MDB. No PCdoB, lideranças como Manuela D’Ávila e Flávio Dino se retraem diante das dificuldades partidárias; o PSB não dá nenhuma demonstração de que pretenda ter um projeto nacional; e Marina Silva segue sem demonstrar força para construir uma alternativa. As esquerdas partidárias continuam agindo, portanto, como se o pacto de 1988 estivesse vigente. Seus cálculos são justificados por movimentos de autopreservação, que são legítimos e até compreensíveis em tempos de normalidade democrática, mas hoje levam a posturas irresponsáveis. Tudo indica que, nas eleições de 2022, a esquerda se dividirá em várias candidaturas, mesmo com Jair Bolsonaro tendo boas chances de se reeleger. 

Sair desse impasse é a ideia deste artigo. Acreditamos que a democracia precisa estar no centro das reflexões e das estratégias da esquerda. Essa prioridade não é nova em nossa história e marcou a experiência virtuosa de construção do PT. Com esse horizonte, defendemos tanto a Frente de Esquerda para as eleições de 2022 como a Frente Ampla para as mobilizações que precisamos construir desde já. Mostramos que essas iniciativas são distintas e complementares na restauração do pacto democrático. Mais ainda: essa é uma condição para o fortalecimento, na esquerda, de projetos que visem aprofundar e radicalizar a democracia.

 

A regressão democrática: de Cunha a Bolsonaro

A eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara, em 2015, iniciou a reversão do pacto democrático, com o avanço da pauta punitivista (redução da maioridade penal) e os ataques à diversidade (Estatuto da Família). Naquele ano, consolidou-se a ampla coalizão social, partidária, empresarial, jurídica e midiática que sustentou o golpe parlamentar de 2016 contra Dilma Rousseff. O impeachment significou uma ruptura com a possibilidade de que as classes populares, organizadas de modo autônomo em um partido, pudessem disputar eleições livres e governar. Tratou-se de um primeiro ataque à democracia, um golpe neoliberal que criminalizou qualquer política econômica contra a austeridade, intenção reforçada pela aprovação do teto de gastos no mesmo ano.

Em 2018, o cerco contra a democracia se fechou. Em março, o assassinato da vereadora Marielle Franco anunciou que a violência contra os pobres e contra a população negra, que sempre agiu nas periferias e favelas, passava a ser uma arma política. Em abril, a prisão do ex-presidente Lula, candidato que liderava as pesquisas, instaurou a violência jurídica – um segundo golpe contra a competição eleitoral pactuada em 1988. Por fim, em outubro, Bolsonaro foi eleito presidente.

De lá para cá, Bolsonaro tem tentado atacar a democracia de várias maneiras: estimula a violência material (facilitando o acesso às armas), incita a perseguição simbólica (com milícias digitais e defesa da tortura) e incentiva a criminalidade ambiental (apoiando ações que levam às queimadas no Pantanal e na Amazônia e ataques aos povos indígenas). Na pandemia, sua postura negacionista sabotou medidas de isolamento social que salvariam vidas. Nunca sentimos tanto a necessidade de pactos democráticos. Ao impossibilitar acordos mínimos, Bolsonaro gerou um quadro de abandono e um sentimento de que a população está largada à própria sorte, sem orientação, tendo de encontrar saídas individuais. Isso aprofundou a divisão social entre os que podem se proteger e aqueles que, pela necessidade de sobreviver, seguem se expondo ao vírus. Com um governo democrático, nada disso precisava ter acontecido: poderíamos ter coordenado a ocupação do espaço público e das escolas, unificado as orientações à população e organizado a aquisição e a aplicação das vacinas. Ou seja, faria muita diferença.

 

2021: a consolidação do bolsonarismo

Até agora, o governo Bolsonaro apresentou momentos de paralisia, desorganização e até certa fragilidade política, o que diminuiu o impacto de suas intenções. As consequências já foram terríveis, mas poderiam ter sido piores. O problema é que o ano de 2021 pode marcar a consolidação do bolsonarismo como fenômeno político enraizado na sociedade e nas instituições, o que aumentará suas chances de reeleição. Tal consolidação se apresenta em sete dimensões:

  • A concessão de um novo auxílio emergencial, que pode fidelizar parte do eleitorado mais pobre.
  • O avanço da vacinação, que possibilita a recuperação de parte da classe média conservadora que abandonou Bolsonaro pelo modo como lidou com a pandemia.
  • O controle dos preços dos combustíveis, da luz residencial e do botijão de gás, amenizando a inflação entre os pobres e informais.
  • A proteção institucional no Congresso e no Judiciário (com a indicação de mais um ministro do STF e de mais um membro do STJ), inviabilizando as investigações contra Bolsonaro e sua família.
  • A organização de um partido (próprio ou já existente), o que permite a rearticulação do voto conservador, que esteve disperso em 2020.
  • O avanço da pauta de valores e de ataques aos direitos, que (mesmo que não passe no Congresso) mobiliza o bolsonarismo mais radical.
  • A atração de lideranças e partidos da direita tradicional, pavimentando uma nova aliança com parte do sistema político e econômico (o que inviabiliza uma frente ampla no segundo turno contra Bolsonaro).

Diante dessas tendências, Bolsonaro tem vaga garantida no segundo turno em 2022, com boas possibilidades de vencer. A crise dos partidos da direita tradicional – DEM e PSDB, rachados e com pré-candidatos pontuando pouco nas pesquisas – reforça um cenário em que ele se afirma como candidato do campo conservador. As frentes democráticas são essenciais, portanto, para evitar a repetição do que aconteceu em 2018. 

Crédito: Renato Caetano
A urgência da Frente de Esquerda e da Frente Ampla Democrática

No debate público, tem havido certa confusão entre as propostas da Frente de Esquerda e da Frente Ampla, como se alianças pontuais com setores da direita resultassem na defesa de uma coligação eleitoral. Mas é preciso separar as duas coisas. Tanto a unidade da esquerda quanto o diálogo com setores da direita são necessidades urgentes, que devem organizar a estratégia dos partidos. Cada uma tem seu papel, porém.

A Frente Ampla é um processo social e institucional cujo objetivo é barrar o autoritarismo de Bolsonaro. Para ser efetiva, precisa unir setores que pensam de modo diferente em outros temas. As Frentes Amplas se constituem em torno de pautas específicas, associadas a uma dinâmica de mobilização social que pode impulsionar coalizões momentâneas nas instituições, mesmo entre setores que se enfrentarão nas eleições.

A história recente da esquerda brasileira mostra que isso é possível e tem resultados significativos, como no processo político e social que levou ao fim do regime militar, graças à centralidade da luta democrática. A formação de uma frente ampla foi essencial nas greves de 1978-1980 no ABC, que projetaram Lula como nova liderança de esquerda. Políticos de vários espectros, juristas de ideologias distintas, a Igreja Católica, grande parte da mídia e até mesmo setores do empresariado consideraram legítimas as reivindicações grevistas, rechaçando a repressão ao movimento. Desde o início, o PT entendeu que o partido só poderia existir de fato em um regime democrático. No movimento das Diretas Já, ninguém perguntava aos aliados de ocasião qual era sua posição sobre outros temas, como a política econômica. O diferencial do PT nesse processo foi não permitir que o debate ficasse restrito aos gabinetes, afirmando que mobilização social é essencial para uma democracia de fato. O mesmo ocorreu durante a Constituinte, com a luta para viabilizar emendas populares, buscando virar votos de deputados de direita sobre um tema específico (sem questionar sua posição em outras questões). O objetivo mais importante era garantir o máximo de direitos sociais na Carta Constitucional. Nos anos 1990, a Campanha contra a Fome, protagonizada por Betinho, nada mais foi do que uma grande frente ampla que conseguiu colocar a causa no centro do debate público, conquistando apoios que atravessavam todo o espectro político. Muita gente, no campo da esquerda, acha impossível repetir essa estratégia, mas a aprovação do auxílio emergencial e do Fundeb são exemplos recentes de frentes amplas vitoriosas.  

A Frente de Esquerda é uma construção política e eleitoral para unificar o campo progressista no pleito de 2022. Seu objetivo é diminuir as tensões entre os partidos e permitir acordos eleitorais na chapa presidencial e nos estados, aumentando as chances de vitória. Em nossa história recente, paralelamente às frentes amplas, a unidade das esquerdas nas eleições foi se afirmando. É verdade que jamais conseguimos ter apenas uma candidatura, mas não foram poucos os esforços para diminuir a fragmentação. Em 1989, Lula foi apoiado pelo PSB e pelo PCdoB. Em 1994, vieram se somar PCB, PPS, PV e PSTU. O pleito seguinte, de 1998, foi o grande momento de unidade entre Lula e Brizola, líder do PDT. A fragmentação cresceu em 2002, com três candidaturas de esquerda, o que se justificava diante da desmoralização dos governos neoliberais, aumentando a força da esquerda naquelas eleições. Hoje vivemos um quadro inverso, com o eleitorado de direita fortalecido. Isso torna ainda mais decisiva a unidade no campo da esquerda. Mesmo que o neoliberalismo esteja desmoralizado, é a extrema direita que tem conseguido galvanizar esse descontentamento (mesmo aliada a setores neoliberais, como veremos adiante).

Muitas lideranças de esquerda dizem que não é necessário unir as esquerdas no primeiro turno, pois estaremos juntos no segundo. Mas esse é um erro do ponto de vista eleitoral, porque geralmente o candidato que lidera na primeira votação confirma a vitória na segunda. São raras as viradas no resultado. O risco é ainda mais forte se o candidato mais votado quase vence no primeiro turno, como foi o caso de Bolsonaro em 2018 (o que parece ter sido esquecido por muita gente). Chegamos ao segundo turno isolados, sem palanques fortes nos estados e com muitas mágoas internas. É fundamental evitar esse quadro em 2022, construindo uma chapa de esquerda unificada, tanto para a Presidência quanto nas disputas dos estados. A energia gasta disputando os votos entre nós precisa ser usada para convencer os indecisos, para reverter a opção de quem deseja anular o voto e para dialogar com setores da direita (os que querem derrotar Bolsonaro). A Frente de Esquerda serve para isso, aumentando a capacidade de articular apoios que serão essenciais no segundo turno.

 

O neoliberalismo e a democracia hoje

Uma crítica recorrente à abertura de diálogo com parte da direita aponta que o neoliberalismo é nosso maior inimigo. Como possíveis aliados são defensores de políticas de austeridade, não poderíamos nos unir a eles em nenhuma situação. De fato, o neoliberalismo deve ser combatido. Mas essa análise menospreza o fato de que esse regime está em crise, abrindo fraturas que podem ser exploradas.

Assim como o capitalismo, o neoliberalismo transforma suas formas de governo com frequência e já fez isso várias vezes desde os anos 1980. Mas a crise de 2008 foi um teste definitivo. Ficou óbvio, desde então, que políticas de austeridade são incompatíveis com qualquer ideal democrático. É o fim do “neoliberalismo progressista”, como disse Nancy Fraser. Boa parte dos neoliberais resolveu se juntar abertamente a políticos autoritários e conservadores. É essa aliança explícita e desavergonhada que o casamento de Paulo Guedes e Bolsonaro expressa.

Os neoliberais do século XX desdenhavam do poder do voto; os do século XXI tentam usar a potência eleitoral da extrema direita a seu favor. Nos anos 1990, parte importante da estratégia consistia em manter a economia neoliberal protegida da democracia. Foi assim que se criaram instâncias de poder – aparentemente técnicas – com o objetivo de blindar as escolhas econômicas, tornando-as impermeáveis à vontade popular. Contra esse esvaziamento da política, e sem encontrar outras formas de expressar sua insatisfação, parte da população mundial transformou o voto em arma, escolhendo governantes como Donald Trump e Bolsonaro (ou apoiando medidas como o Brexit). Essa foi uma reação às promessas não cumpridas da globalização e das elites tecnocráticas. Ora, com base nesse diagnóstico, é possível enxergar uma contradição na aliança do neoliberalismo com governantes autocráticos. Por exemplo, a maior parte dos eleitores de Bolsonaro não quer a política econômica de Guedes. Mas isso significa que votarão na esquerda? Não necessariamente. Esse é o ponto. Diante da corrosão da democracia, a esquerda não consegue conquistar os votos dos descontentes com o neoliberalismo, como fez no passado. Para enxergarmos isso, contudo, precisaremos ir além de uma caracterização puramente econômica do neoliberalismo, mostrando que ele também instituiu formas de governo que esvaziaram a cidadania, a esfera pública e as instituições, ou seja, enfraqueceram a política. Os efeitos desse desmonte são mais negativos para a esquerda do que para a direita – já que os valores públicos são inseparáveis dos ideais da esquerda. 

Wendy Brown explica bem o processo de “economicização da política” operado pela lógica neoliberal, que acabou por desfazer o demos e inviabilizar a democracia (antes mesmo que políticos autoritários começassem a vencer eleições).1 Os Estados neoliberais criaram uma cidadania parecida com “direitos de consumidor”, transformando o Estado de bem-estar social em prestações privadas, que transferem aos indivíduos o ônus de correr atrás de sua própria segurança e de alguma proteção. Nesse processo, os valores democráticos foram se dissolvendo e o papel das famílias e da religião se fortaleceu – o que explica o casamento do neoliberalismo com o neoconservadorismo.

O impacto dessas mudanças, operadas ao longo das últimas décadas, tem uma capilaridade maior do que podemos imaginar. Todas as ideias-chave da política foram traduzidas em um idioma econômico e individualista: a inclusão foi transformada em competição; o pertencimento, em valores familiares; a liberdade, em desregulação dos mercados. Assim, os valores públicos e a participação na vida política perderam apelo. Um efeito disso é que o modo neoliberal de governar conseguiu “esvaziar tanto a razão democrática liberal quanto um imaginário democrático que desejava ultrapassá-la”. Esse é um traço original de Brown: notar que a desdemocratização – agora reforçada pelo neoconservadorismo – não ameaça apenas a democracia liberal. O atual esfacelamento da democracia bloqueia também a possibilidade de imaginários democráticos mais radicais. Ao não perceberem essa relação, setores da esquerda acabam desprezando a defesa das atuais instituições e dos pactos democráticos que conquistamos. Essas posições esquecem que um ambiente democrático e minimamente igualitário (como começou a ser conquistado nos governos do PT) é condição para o aprofundamento da democracia. Com efeito, se fosse apenas para salvar as instituições liberais, como enfatizado em tantos livros da moda sobre a morte da democracia, o mote de “defesa a democracia” seria vago. Mas o maior perigo é o fato de que a ofensiva autoritária é o meio mais eficaz que o neoliberalismo encontrou para esvaziar a política, atingindo em cheio as possibilidades – práticas e simbólicas – de renovação da esquerda.

Hoje, temos visto a esquerda se dedicar mais a estratégias de autoconstrução do que à renovação política. Essa escolha tende a afastar quem precisa de novas organizações para se constituir como sujeito político – é o caso da juventude, que inicia sua vida militante, de trabalhadoras dos cuidados e de informais de vários tipos. Como esses novos personagens poderão entrar em cena enquanto as camadas populares estiverem capturadas pelo conservadorismo da nova direita? Alguns dizem que as chamadas “pautas identitárias” seriam culpadas pela dificuldade da esquerda em dialogar com essas pessoas. Ora, essa tentativa parece querer atacar os mensageiros pela evidente fragilidade – da própria esquerda – em organizar novos trabalhadores e trabalhadoras sociais. Sem falar que não há nada mais identitário do que as atuais disputas entre as esquerdas para avaliar quem é mais “verdadeiramente de esquerda”.

Sem novas bases sociais não conseguiremos reconstruir o demos, logo não haverá democracia. Precisamos renovar a política e as organizações de esquerda para voltar a imaginar e produzir uma democracia que seja, de fato, mais radical do que as experiências liberais do último século. Mas não se combate a tentativa de fragilização da democracia com desdém pelos procedimentos democráticos, como as eleições ou os pactos sociais entre diferentes setores da sociedade. A Frente de Esquerda responde ao primeiro problema e a Frente Ampla é a estratégia para abordar o segundo. Ambas são fundamentais para derrotar o autoritarismo e refundar a democracia brasileira. Só assim uma esquerda – renovada – terá condições de apresentar uma alternativa popular e eficaz ao neoliberalismo.

 

*Josué Medeiros é professor de Ciência Política da UFRJ e do PPGCS/UFRRJ e coordenador do Núcleo de Estudos sobre a Democracia Brasileira (NUDEB); e Tatiana Roque é professora titular da UFRJ, onde atua nas pós-graduações de Filosofia e História da Matemática, e coordena o Fórum de Ciência e Cultura. Também é vice-presidente da Rede Brasileira de Renda Básica.

1 Undoing the Demos: Neoliberalism’s Stealth Revolution [Desfazendo o demos: a revolução camuflada do neoliberalismo], Zone Books, 2015; e Nas ruínas do neoliberalismo, Politeia, 2019.



Artigos Relacionados

HÍBRIDOS CULTURAIS

Pátria, natureza e identidade nacional

Online | Mundo
por Liszt Vieira
DINASTIA TUDOR

O Brexit ainda está no forno, enquanto a Grã-Bretanha se afunda na vala

Online | Reino Unido
por Andrés Ferrari Haines
SAÍDA PELO COLETIVO

Para adiar o fim do mundo

Online | Mundo
por Roger Flores Ceccon
Amazônia em conflito

Fogo é usado como arma de expulsão de povos e comunidades

por Elvis Marques
MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Descolonize o sistema, liberte o futuro

Online | Mundo
por Paloma Costa, Samela Sataré Mawé, Marcelo Rocha e Gabriel Mantelli
CIDADES DO AMANHÃ

Mudanças climáticas: lutar contra quem?

por Rodrigo Faria G. Iacovini e Victor H. Argentino de M. Vieira
Guilhotina

Guilhotina #135 – Tiago Muniz Cavalcanti

CÂNONE DA LITERATURA PELA MARGEM

Exposição apresenta o projeto literário da escritora Carolina Maria de Jesus

Online | Brasil
por Bianca Pyl