Quando a vitrine começa a rachar - Le Monde Diplomatique

EMIRADOS ÁRABES UNIDOS: IMAGEM “MODERNA” E ABUSOS NO IÊMEN

Quando a vitrine começa a rachar

Edição 164 | Emirados Árabes
por Eva Thiébaud
1 de março de 2021
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Pequeno Estado da Península Arábica, os Emirados Árabes Unidos, conduzidos por Abu Dhabi, transformaram-se numa nação capaz de se projetar militarmente na região. Essa posição de tendência belicista, ilustrada por seu papel na Guerra do Iêmen, reforça o estatuto da federação como ator do mercado internacional de armamentos

Fevereiro de 2019. Aviões a jato cortam o céu claro dos Emirados Árabes Unidos, uma pequena federação localizada entre o Golfo Pérsico e o Mar Arábico. Confortavelmente instalado e cercado por líderes estrangeiros, o príncipe herdeiro de Abu Dhabi,1 homem forte da federação e personalidade influente do mundo árabe, Mohamed bin Zayed al-Nahyan (conhecido como “MBZ”), assiste em pessoa à abertura da International Defence Exhibition (Idex). A exposição, uma feira de armamentos muito prestigiada junto a todos os grandes nomes mundiais do setor, começa com um show de guerra em escala real, ao longo do qual desfilam veículos off-road Nimr dos Emirados, blindados dos Estados Unidos e tanques da França. Uma produção hollywoodiana à altura das ambições militares e geopolíticas da “pequena Esparta”, como o general norte-americano James Mattis chamou os Emirados Árabes Unidos em 2011, quando era chefe do Comando Central dos Estados Unidos.2

Os Emirados Árabes, quinto maior importador de armas do mundo,3 não se contentam em fingir brincar de guerra. Eles realizam, provocam ou mantêm guerras, movidos por uma “estratégia regional de influência e poder”, como explica Emma Soubrier, pesquisadora do Arab Gulf States Institute, em Washington. Em março de 2011, durante a Primavera Árabe, o país interveio militarmente no Bahrein, junto com a Arábia Saudita, para dar fim à revolta popular contra a monarquia Al-Khalifa.4 No Iêmen, onde a federação, sempre ao lado da Arábia Saudita, mantém desde 2015 a coalizão de combate aos hutis, ela é acusada – assim como seu aliado saudita – de violar o direito internacional, além de trabalhar para dividir o país.5 Na Líbia, ignorando o embargo de armas, os Emirados apoiam o marechal Khalifa Haftar na luta contra o Governo do Acordo Nacional (GAN). De um lado, encenação; de outro, as abjecções da guerra: são as duas faces da mesma moeda, uma monarquia que mostra sua “modernidade” e, ao mesmo tempo, contribui para agravar as tensões no mundo árabe. Os Emirados foram também a força por trás do banimento regional imposto ao Catar em 2017.

Crédito: Cécile Marin
Invasão do Kuwait, ponto de virada

Como explicar a história desse país que fará cinquenta anos em dezembro e do qual 90% dos 10 milhões de habitantes são estrangeiros? Primeiro, é necessário voltar a 1971, ano em que a federação foi formada, deixando de fora o Bahrein e o Catar, que se recusaram a aderir por medo de ficar sob o domínio de Abu Dhabi. Com vizinhos poderosos como a Arábia Saudita, o Iraque e o Irã, imediatamente os sete emirados e seu dirigente, o xeque Zayed al-Nahyan, passaram a se dedicar à questão da segurança. Pequenos e com um Exército reduzido, os Emirados Árabes logo buscaram o apoio do Ocidente, a começar pelos Estados Unidos, que assumiram o papel tanto de protetor como de fornecedor de armas. “Para os Estados Unidos, também preocupados com o risco de expansão da influência soviética, o Golfo era uma forma de garantir a segurança do mercado de energia”, recorda Kristian Ulrichsen, pesquisador do Instituto James Baker, em Houston. Com grandes reservas de hidrocarbonetos, a federação conseguiu mobilizar recursos financeiros colossais para assinar respeitáveis contratos de armas e, assim, fidelizar a proteção do Ocidente. “Nas décadas de 1970 e 1980, essas compras de armas também ajudaram a garantir prestígio. A capacidade dos Emirados Árabes de usá-las de fato era limitada”, observa Pieter Wezeman, pesquisador do Stockholm International Peace Research Institute (Sipri).

Em 1990, o Exército iraquiano invadiu o Kuwait, cujas forças militares, também muito bem dotadas de recursos, não foram capazes de resistir aos tanques de Saddam Hussein. A partir daí, as coisas mudaram. Os Emirados consolidaram sua estratégia: as parcerias de defesa e compras de armas continuaram, mas foram acompanhadas do fortalecimento do Exército nacional. A relação com os Estados Unidos tornou-se “a espinha dorsal do Exército dos Emirados Árabes”, explica Abdulkhaleq Abdulla, professor de Ciência Política da Universidade dos Emirados Árabes Unidos. MBZ, um dos filhos do xeque Zayed, manteve-se ativo e tornou-se comandante da Força Aérea, depois chefe do Estado-Maior das Forças Armadas. “Ele é um homem marcado pela formação militar, que nutre uma visão segundo a qual a disciplina e o poder armado são suficientes para resolver quase tudo”, avalia o pesquisador Jalel Harchaoui. A seu lado, em 1991, o coronel norte-americano John William McGuinness passou a ocupar a função de conselheiro militar. Na base aérea de Al-Dhafra, ao sul de Abu Dhabi, os Estados Unidos reforçaram sua presença, tanto em homens como em equipamentos. Os treinamentos e exercícios ali desenvolvidos,6 junto com seus anfitriões, ajudaram a constituir uma Força Aérea que passou a ser considerada a melhor do Golfo.

Uma década depois, contudo, a participação de dois emirados nos atentados de 11 de setembro de 2001 veio alterar o relacionamento com os Estados Unidos. “Para tranquilizar seus parceiros, MBZ embarcou na guerra contra o Afeganistão”, explica Ulrichsen. Embora essa participação tenha sido tardia e modesta, com duzentos soldados destacados em 2003, para os Estados Unidos seu simbolismo era forte: um país árabe e muçulmano participando da coalizão contra o Talibã. “Os Emirados Árabes também perceberam que precisavam mudar sua imagem”, continua o pesquisador. A monarquia, amparada por um batalhão de assessores de comunicação anglo-saxões, passou a construir a imagem de um Estado moderno e visionário. Em 2006, as dúvidas norte-americanas haviam sido dissipadas, e o general Peter Pace, chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, celebrou a solidez da parceria entre os dois países.7

Em meados dos anos 2000, uma jovem geração chegou ao poder. Em 2004, Khalifa bin Zayed sucedeu a seu pai como presidente da federação e chefe do emirado de Abu Dhabi – seu irmão MBZ tornou-se príncipe herdeiro –, e em 2006 Mohammed bin Rachid al-Maktum assumiu as rédeas do emirado de Dubai. Esses novos líderes queriam reduzir a dependência da federação em relação ao petróleo. Para isso, basearam-se em diversos relatórios prospectivos (“Visão 2020”, “Visão 2030”), que refletiam um futuro brilhante.8 Comércio, turismo, lazer, urbanismo e novas tecnologias passavam a ser os fundamentos de uma nova política proclamada urbi et orbi.

A criação de uma indústria militar faz parte dessa dinâmica de diversificação econômica. Para isso, os Emirados Árabes basearam-se no princípio das “compensações industriais” (ou offsets): em troca de suas vendas de armas, os fornecedores estrangeiros deveriam participar do desenvolvimento da infraestrutura local. Por exemplo, a norte-americana Lockheed Martin, que em 2000 fechou a venda de oitenta caças F-16 e em 2013 instalou seu sistema de defesa antimísseis Thaad, comprometeu-se, paralelamente, com um fundo dos Emirados Árabes em uma joint venture, a Ammroc, dedicada à manutenção das aeronaves. Nessa empresa, a presença de numerosos funcionários estrangeiros tinha também a função de facilitar o desenvolvimento de competências dos trabalhadores locais e permitir a transferência de tecnologia. Assim como a Ammroc, foi criada uma miríade de empresas público-privadas de defesa, reunidas em 2019 no seio da entidade Edge.

Essa estratégia permitiu que a federação passasse a exportar equipamentos militares, sobretudo para outros países árabes – a Argélia, por exemplo, comprou duzentos veículos blindados Nimr em 2012. Alguns anos depois, em dezembro de 2020, o grupo Edge estava entre os 25 principais fornecedores militares do mundo,9 com o discurso oficial elogiando o know-how dos Emirados Árabes. Mas há muitas reservas e críticas. Em primeiro lugar, Wezeman acha necessário discernir a propaganda e a realidade: “Não é fácil montar uma indústria de defesa tão rapidamente. Os Emirados Árabes são um país pouco transparente e continuam muito dependentes das cadeias de abastecimento e dos trabalhadores estrangeiros”.

Tony Fortin, do Observatório dos Armamentos, uma associação que luta pelo desarmamento, mostra-se mais alarmado. “Abu Dhabi tem um centro de comércio de armas, alimentado por milhares de estrangeiros que ajudam os Emirados Árabes a construir sua autonomia militar-industrial”, constata com preocupação. Um hub, que acolhe muitas empresas ocidentais atraídas pelas vantagens oferecidas por essa vitrine regional. Isso porque, a partir dos Emirados Árabes, “o acesso a novos mercados é facilitado por regras de exportação menos restritivas do que no Ocidente”, destaca Wezeman. Em 2008, o Streit Group canadense instalou ali uma empresa, a partir da qual inunda de veículos blindados o mercado africano, incluindo a Líbia.10 “Os Emirados Árabes estiveram envolvidos em numerosas transferências de armas […], tanto para os rebeldes como para as forças dos próprios Emirados baseadas na Líbia, violando o embargo de armas”, denuncia a associação holandesa Pax for Peace.11 Para a entidade, o risco “elevado” de entrega de armas a países sob embargo já seria suficiente para justificar a suspensão das exportações para a federação. “Os Emirados Árabes hoje servem como uma passagem oculta para a indústria armamentícia”, resume Fortin.

 

Rede de prisões secretas

Muito mais do que a breve intervenção no Bahrein em 2011, foi a guerra no Iêmen que permitiu aos Emirados Árabes confrontar a realidade da guerra e colocar seus equipamentos e seu pessoal à prova, em campo. Dirigida de fato por MBZ desde o acidente vascular cerebral de seu irmão Khalifa em 2014, a federação é o maior colaborador em terra para a coalizão criada pelos sauditas. Em 2014, o Exército dos Emirados Árabes passou a contar com serviço militar obrigatório, e reúne mais de 60 mil homens.

Embora significativo, esse número precisa ser relativizado. “Nos Emirados Árabes, o Exército é uma forma de dar trabalho – e, assim, redistribuir parte da renda do petróleo – para os cidadãos, especialmente aqueles dos emirados mais pobres do norte do país”, explica Harchaoui. “Mas arriscar a vida em combate não é nada natural lá”. Ainda assim, uma parte deles acaba se expondo. Em solo iemenita, “desde julho de 2015, os Emirados Árabes forneceram […] cerca de mil homens, sendo quatrocentos de forças especiais”, estima uma nota de outubro de 2018 da Direção de Inteligência Militar (DRM) da França, publicada on-line pelo site Disclose.12

No verão de 2015 veio o tempo da vitória, com a derrota infligida aos hutis pelas forças da coalizão na reconquista do Porto de Áden. “Os Emirados Árabes Unidos ainda são um país bastante jovem. Estamos assistindo à constituição de um Estado-nação que está construindo sua lenda militar”, ressalta Soubrier. Contudo, a morte de 45 soldados nacionais em um ataque huti, em setembro de 2015, logo amornou o entusiasmo inicial e marcou a opinião pública. De acordo com a nota da DRM, de 2015 a 2018, entre 105 e 170 cidadãos da federação teriam perdido a vida no combate aos hutis.

Significativas para a demografia do país, essas perdas causaram tensões internas. Em 2018, o príncipe do emirado de Fujairah, Rashid bin Hamad al-Charqi, acusou o poder central de ocultar o número real de vítimas.13 Nos emirados com menos recursos do que o de Abu Dhabi – e dele dependentes do plano financeiro –, corre um boato que está minando a coesão nacional: os soldados mais expostos viriam todos dos emirados mais pobres. Daí certa relutância em ver o país se envolver em outros conflitos.

“Mas, para alcançar suas ambições geopolíticas, os Emirados Árabes precisam ter tropas para enviar ao front”, comenta Harchaoui. “Então, têm recorrido a ‘contratados’.” Em 2011 o New York Times revelou a instalação, perto de Abu Dhabi, de centenas desses mercenários – alguns deles colombianos.14 Na época, a federação pretendia tanto se proteger das ameaças externas, inclusive do Irã, como ter um instrumento de repressão caso os estrangeiros árabes que viviam em seu solo tivessem a má ideia de imitar os manifestantes do Cairo ou de Túnis. A operação foi coordenada pela empresa Reflex Responses (R2), ligada a Erik Prince, bilionário fundador da Blackwater, empresa norte-americana de fornecimento de mercenários. “A Arábia Saudita e os Emirados Árabes também usaram mercenários vindos do Sudão, do Chade, da Somália e da Eritreia”, acrescenta o historiador Walter Bruyère-Ostells.

Isso porque, embora os Emirados Árabes tenham oficialmente se retirado do conflito iemenita em 2019, deixando os sauditas sozinhos em campo, eles não desistiram de seus próprios objetivos, continuando sobretudo a ocupar o porto de gás de Balhaf e a ilha de Socotra. “A estratégia de influência dos Emirados Árabes passa pela criação de balcões portuários comerciais e militares que vão do Chifre da África ao Mediterrâneo”, explica Soubrier. Ao mesmo tempo, eles apoiam facções iemenitas, como o extremamente separatista Conselho de Transição do Sul (CTS). “Não precisamos mais de nossas próprias forças [lá]. Financiamos, treinamos e equipamos milhares de soldados iemenitas que preenchem essa necessidade”, analisa Abdulla.

 

Mudança de tom em Washington

Segundo Bruyère-Ostells, há ainda outra forma de mercenarismo. Os Emirados Árabes também usam matadores de aluguel, para o que apresenta como uma guerra contra o “terrorismo” – incluindo aí, como lembra Soubrier, a Irmandade Muçulmana. Em 2018, o site BuzzFeed documentou a tentativa de assassinato de um líder do Al-Islah, partido iemenita ligado à Irmandade, por homens da empresa norte-americana Spear Operations Group.15 “Os Emirados Árabes contrataram mercenários norte-americanos para empreender uma campanha de assassinatos no Iêmen […] que levou à morte de dezenas de políticos e figuras públicas nos últimos cinco anos”, denunciaram em setembro de 2020 as ONGs Rights Radar for Human Rights e Institute for Rights and Development (IRD) perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU, órgão que, em seu relatório de setembro de 2020, não tinha palavras suficientemente duras para descrever a escala da catástrofe no Iêmen, listando as múltiplas violações dos direitos humanos cometidas por todas as partes, que foram mantidas em uma “impunidade endêmica”.16 Entre elas, uma rede de prisões secretas dos Emirados Árabes onde atos de tortura teriam sido perpetrados. Esses horrores escapam ao grande público no Ocidente, que segue fascinado pelas atrações turísticas de Abu Dubai: o emirado continua a receber milhares de turistas ocidentais de férias. Enquanto o sórdido assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, em outubro de 2018, lembrou a opinião pública da crueldade do regime saudita, os atos dos Emirados Árabes estão fora do radar. “Os Emirados Árabes têm uma campanha de lobby muito ativa nos Estados Unidos, […] que permitiu à monarquia exercer uma influência considerável […], mantendo amplamente nas sombras suas indignidades”, escreve o pesquisador Ben Freeman em um relatório de 2019.17

No entanto, a situação está mudando. Muito próximos do governo norte-americano durante o mandato de Donald Trump – uma proximidade que resultou na normalização de suas relações com Israel, por meio dos Acordos de Abraham de 15 de setembro de 2020 –, os Emirados Árabes agora precisam considerar um governo democrata que lhes é muito menos favorável. No fim de janeiro, os Estados Unidos anunciaram a “suspensão temporária”, para reexame, das entregas de armas à Arábia Saudita e aos Emirados Árabes, incluindo a venda de caças furtivos F-35 prometidos à Força Aérea do país, após a normalização com Israel. No início de fevereiro, eles decidiram, seguidos pela Itália, cessar todo o apoio logístico ou técnico à coalizão engajada no Iêmen – uma afronta aos Emirados e um grande teste para sua disposição de agir de forma independente na região. “Não precisamos mais de sinal verde; nós adquirimos independência suficiente para agir por conta própria”, afirma Abdulla. Não obstante, uma firmeza ainda maior de seu parceiro norte-americano poderia forçar a “pequena Esparta” a rever para baixo suas ambições.

 

*Eva Thiébaud é jornalista.

 

1 Criada em 1971, a federação dos Emirados Árabes Unidos reúne Abu Dhabi, Ajman, Sharjah, Dubai, Fujairah, Ras al-Khaimah e Umm al-Quwain. A cidade de Abu Dhabi é a capital tanto do emirado de mesmo nome como da federação.

2 O Comando Central dos Estados Unidos (US Central Command, Centcom) é responsável pelas operações militares no Oriente Médio, Ásia Central e Ásia Meridional. Cf. Rajiv Chandrasekaran, “In the UAE, the United States has a quiet, potent ally nicknamed ‘Little Sparta’” [Para os Estados Unidos, Emirados Árabes são um aliado tranquilo e poderoso, que eles já apelidaram de “Little Sparta”], The Washington Post, 9 nov. 2014.

3 Segundo a base de dados do Sipri para o período 2010-2019. Disponível em: www.sipri.org.

4 Ler Marc Pellas, “Bahreïn, la dictature ‘excusée’” [Bahrein, a ditadura “desculpada”], Le Monde Diplomatique, fev. 2013. Disponível em: www.monde-diplomatique.fr.

5 Ler Pierre Bernin, “Fiasco saoudien au Yémen” [Fiasco saudita no Iêmen], Le Monde Diplomatique, jan. 2021.

6 Cf. Kenneth Katzman, “The United Arab Emirates (UAE): issues for US policy” [Emirados Árabes Unidos: questões para a política norte-americana], Congressional Research Service, Washington, DC, 4 set. 2020.

7 David S. Cloud, “US sees Emirates as both ally and, since 9/11, a foe” [Estados Unidos veem Emirados Árabes ao mesmo tempo como aliados e, desde 11 de setembro, inimigos], The New York Times, 23 fev. 2006.

8 Ler Akram Belkaïd, “Le Golfe par ses mots” [O Golfo em suas próprias palavras], Le Monde Diplomatique, ago. 2013.

9 “Global arms industry: sales by the top 25 companies up 8.5 per cent; big players active in Global South” [Indústria global de armas: vendas das 25 maiores empresas sobem 8,5%; grandes atores no Sul Global], Sipri, dez. 2020.

10 Carta do painel de especialistas sobre a Líbia estabelecido de acordo com a Resolução n. 1.973 (2011), endereçada ao presidente do Conselho de Segurança, 29 nov. 2019.

11 “Under the radar: the United Arab Emirates, arms transfers and regional conflicts” [Fora do radar: Emirados Árabes Unidos, transferências de armas e conflitos regionais], Pax for Peace, Utrecht, set. 2017.

12 Nota de 3 de outubro de 2018 sobre a situação de segurança no Iêmen da Direção de Inteligência Militar (DRM), revelada em “Cartographie d’un mensonge d’État” [Cartografia de uma mentira de Estado], Disclose, 15 abr. 2019. Disponível em: https://made-in-france.disclose.ngo.

13 David D. Kirkpatrick, “Emirati prince flees to Qatar, exposing tensions in UAE” [Príncipe dos Emirados foge para o Catar, expondo as tensões nos Emirados Árabes Unidos], The New York Times, 14 jul. 2018.

14 Cf. Mark Mazzetti e Emily B. Hager, “Secret desert force set up by Blackwater’s founder” [Força secreta do deserto criada pelo fundador da Blackwater], The New York Times, 14 maio 2011.

15 Aram Roston, “A Middle East monarchy hired American ex-soldiers to kill its political enemies. This could be the future of war” [Uma monarquia do Oriente Médio contratando ex-soldados da América para matar inimigos políticos. Esse pode ser o futuro da guerra], BuzzFeed News, 16 out. 2018. Disponível em: www.buzzfeednews.com.

16 “Situation of human rights in Yemen, including violations and abuses since September 2014” [Situação dos direitos humanos no Iêmen, incluindo violações e abusos desde setembro de 2014], Relatório do Painel de Peritos no Iêmen, Conselho de Direitos Humanos da ONU, 29 set. 2020.

17 Ben Freeman, “The Emirati lobby – How the UAE wins in Washington: report” [O lobby dos Emirados Árabes – como a federação obtém suas vitórias em Washington: relatório], Center for International Policy, Washington, DC, out. 2019.



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