Amazônia sem data center
Um data center, projetado para Belém, no coração da Amazônia, durante um super El Niño

Um data center, projetado para Belém, no coração da Amazônia, durante um super El Niño
O avanço tecnológico intensifica desigualdades na distribuição de renda e produtividade, exigindo a criação de um dividendo civilizacional para repartir coletivamente os ganhos gerados pela automação
A expansão dos data centers no Brasil não pode ser lida apenas pela ótica hegemônica do progresso tecnológico ou da atração de investimentos estrangeiros. Trata-se de um fenômeno que impõe custos socioambientais concretos aos territórios que os recebem e que, simultaneamente, aprofunda a dependência do país em relação a atores estrangeiros
Além de sustentar a base material da IA, as cadeias de suprimento tornaram-se também instrumentos estratégicos de disputa geopolítica entre grandes potências, que competem pelo domínio de tecnologias emergentes e pela consolidação de sua soberania tecnológica