Escolas fake-militares e a militarização como privatização
Tentando se diferenciar das cívico-militares, escolas falsamente militares drenam recursos da educação pública e ampliam desigualdades escolares pelo país

Tentando se diferenciar das cívico-militares, escolas falsamente militares drenam recursos da educação pública e ampliam desigualdades escolares pelo país
O fim da Guerra Fria, assim como a eficácia da dissuasão nuclear, durante muito tempo justificou a redução dos recursos humanos e materiais das Forças Armadas francesas. No entanto, a invasão da Ucrânia mudou significativamente a situação. Será que acompanhar o amplo rearmamento da Europa, ao mesmo tempo que se destacam as virtudes educativas da vida nas instalações militares para a juventude, é suficiente para dotar a França de uma ambição geopolítica?
Analisar a militarização das escolas formadoras das infâncias e juventudes requer pensar as implicações desse processo para a educação básica, os desdobramentos na formação das novas gerações, seus efeitos para o futuro da democracia e da sociedade e o papel da segurança e da educação, regidas por princípios diferentes e opostos
Escola sem Partido, militarização dos colégios estaduais e entrada do grande capital na rede privada. O que importa é que, ao contrário dos filhos das famílias mais ricas, os jovens pobres estejam sujeitados à disciplina mais restrita, aquela necessária a quem vai se inserir na sociedade em posição subalterna