A FAIXA DE GAZA SOB TUTELA NORTE-AMERICANA

E o vencedor é… Benjamin Netanyahu!

Destacamento de uma força interina sob a égide dos Estados Unidos, retorno de uma Autoridade Palestina “reformada”, projetos de valorização econômica: o acordo forjado para Gaza pela administração Trump causa uma sensação de déjà-vu. Apresentado pela Casa Branca e seus porta-vozes como um sucesso diplomático excepcional, ele serve antes de tudo aos interesses israelenses e deixa muitas questões em aberto

Mesmo para o rei da hipérbole que é o presidente Donald Trump, a afirmação de que seu “acordo de paz” para Gaza seria capaz de estabelecer uma “paz eterna” no Oriente Médio é particularmente extravagante. O contraste é, de fato, extremo entre essa pretensão de eternidade e o “plano de paz” mais malfeito da história do conflito israelo-árabe. O documento em vinte pontos anunciado por Trump na Casa Branca em 29 de setembro passado, na presença do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deixa em suspenso questões cruciais. Seu único ponto concreto trata da libertação dos vinte reféns israelenses ainda vivos detidos pelo Hamas e seus aliados em troca da libertação por Israel de 250 prisioneiros palestinos condenados à prisão perpétua e de 1.700 habitantes de Gaza detidos após 7 de outubro de 2023 e mantidos desde então sem acusação, isto é, também como reféns. Além dessa troca, o plano repete elementos…

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