Ameaças que pairam sobre nós
A América do Sul se militariza, e o que antes era um território de paz hoje se converte em um território de disputas no qual os Estados Unidos já praticam uma guerra híbrida

A América do Sul se militariza, e o que antes era um território de paz hoje se converte em um território de disputas no qual os Estados Unidos já praticam uma guerra híbrida
A disputa entre Estados Unidos e China em torno das sanções econômicas revela transformações profundas na ordem internacional. Ao desafiar medidas impostas por Washington contra refinarias chinesas ligadas ao petróleo iraniano, Pequim sinaliza não apenas uma resistência inédita ao poder norte-americano, mas também sua disposição de sustentar uma arquitetura econômica menos dependente do dólar
Em um cenário internacional marcado por tensões constantes, a guerra segue ocupando lugar central nas manchetes e nas disputas geopolíticas do século XXI. Longe de ser um fenômeno puramente militar, os conflitos armados revelam, sobretudo, decisões políticas, interesses estratégicos e leituras – muitas vezes equivocadas – da realidade
Em poucos meses, uma sucessão de medidas diplomáticas, econômicas e simbólicas vindas de Washington passou a redesenhar o ambiente estratégico do Brasil. Tarifas punitivas, sanções a autoridades, pressões sobre políticas tecnológicas e financeiras, movimentações militares na região e rearranjos de alianças no continente compõem um cenário que vai além de episódios isolados e sugere uma disputa mais ampla em torno da autonomia brasileira
O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, em resposta à agressão de Estados Unidos e Israel, produziu uma onda de choque mundial. Vinte anos de transição “verde” não afetaram de modo fundamental a dependência da humanidade do petróleo. Alguns países importadores tentam prevenir desabastecimentos, acumulando reservas. Porém, a hora da crise econômica e das escolhas dolorosas chegou
Se existem meios jurídicos para obrigar as capitais a respeitar seus compromissos internacionais, um dos principais quadros institucionais previstos para incentivá-las – as Nações Unidas – encontra-se fragilizado pela hostilidade e pela leviandade dos Estados Unidos
Uma análise do conflito entre Irã e Estados Unidos a partir de custo, assimetria e limites da escalada
Parece exagero identificar Trump com a ascensão do fascismo nos Estados Unidos, mas não é
Genocídio, anexações, agressões: Tel Aviv e Washington já não prestam mais contas. Nem a seus aliados nem às Nações Unidas; nem de seus objetivos nem de seus meios, embora estes sejam manifestamente ilegais . O multilateralismo é colocado à prova . O Sul Global, dividido, entra no jogo com relutância. E a Europa consente com os bombardeios a bairros residenciais de Beirute e a infraestruturas civis iranianas . Qual é o impacto dos conflitos na América Latina e no Brics? A sociedade israelense, por sua vez, continua apoiando as aventuras militares de seu governo, uma ofensiva que incendiou todo o Oriente Médio e ameaça a estabilidade do resto do mundo
Por que se preocupar com o direito quando se tem a moral do próprio lado? Segundo certos dirigentes políticos e juristas complacentes, o ataque ilegal ao Irã pelos Estados Unidos e por Israel deveria ser aprovado porque teria sido “justo”. Pretensamente inovador, esse discurso perigoso ignora cem anos de avanços jurídicos e políticos
Como entender a ascensão e o papel da indústria tecnológica norte-americana? Na imprensa e nas revistas, as noções de “tecnofeudalismo”, “luzes sombrias” e “tecnofascismo” disputam o posto de conceito da moda em maior evidência. Uma perspectiva histórica leva a um conceito mais antigo, mas também mais sólido: o imperialismo