A era das anexações
O presidente dos EUA violou gravemente o Direito Internacional ao realizar uma operação militar em território venezuelano, caracterizada como crime de agressão por ferir a soberania de um Estado independente e a Carta da ONU

O presidente dos EUA violou gravemente o Direito Internacional ao realizar uma operação militar em território venezuelano, caracterizada como crime de agressão por ferir a soberania de um Estado independente e a Carta da ONU
Uma “operação de polícia global” conduzida pelo Departamento de Justiça que substituiu o messianismo democrático neoconservador
A violência ocupa um lugar central na história recente das sociedades latino-americanas, não apenas como fenômeno material, expresso em índices de criminalidade e letalidade, mas como experiência social permanente, mediada por discursos, imagens e afetos. Mesmo quando não vivida diretamente, ela se impõe por meio da mídia, do consumo cultural e da circulação incessante de narrativas que associam crime, medo e ordem pública
A retórica religiosa, como símbolo, é utilizada para escamotear conflitos que, em sua essência, continuam sendo disputas por poder econômico, político e cultural. O maior trunfo de Mamdani é ter conseguido ganhar a eleição de Nova York furando o império da grande mídia e do “dindim”. E as investidas de Trump têm por objetivo nos lembrar que, por enquanto, a América Latina ainda é o seu quintal
A adoção pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, em 17 de novembro, de um plano norte-americano para Gaza muito favorável a Israel representa um sucesso diplomático para o país. Simultaneamente, porém, a causa israelense torna-se cada vez mais impopular nos Estados Unidos, apesar de seu poderoso lobby
Comércio, regulação, geopolítica: a rivalidade sino-americana se desenrola em todos os domínios. À medida que às trocas de farpas entre as duas potências sucedem encontros “cordiais”, parece emergir uma constante: a União Europeia é sistematicamente deixada à margem, apesar de seu alinhamento com Washington. O mesmo deve acontecer no setor estratégico da energia?
Afastados pelo presidente Rafael Correa (2007-2017), os Estados Unidos retomam progressivamente seu espaço no Equador, com o consentimento de Quito. Sob o pretexto de combater o crime organizado, eles consolidam assim sua presença militar na América Latina e no Pacífico. Santuário natural único, as Ilhas Galápagos constituem um dos principais pontos de apoio desse reposicionamento
Em 30 de setembro, o secretário de Defesa norte-americano – agora rebatizado de secretário da Guerra – pregou, diante de várias centenas de oficiais superiores, a urgência de uma revolução cultural contra um suposto relaxamento reinante em suas fileiras: diversidade, obesidade, falta de treinamento. Um desfile fracassado em Washington, algumas semanas antes, teria provocado sua ira?
Uma nova potência se cristaliza em Washington: o complexo das empresas de tecnologia autoritárias. Mais apressada, mais ideologizada, mais privatizada do que todos os modelos militar-industriais anteriores, ela abala as bases da democracia como nunca se viu desde os primórdios do desenvolvimento digital. O Vale do Silício não se contenta mais em produzir aplicativos; ele constrói impérios