RESSURGIMENTO DE UMA EXTREMA DIREITA MILITARISTA NO JAPÃO?

As brasas asiáticas de 1945

As relações entre China e Japão vivem uma convulsão de rara severidade, cuja origem se encontra do outro lado do mundo e que sugere que, apesar dos discursos sobre a “ruptura Trump”, a falta de consideração norte-americana em relação à ordem internacional não é novidade

Depois da Venezuela, Taiwan? Para parte da imprensa ocidental, o ato de força norte-americano no Caribe teria aberto caminho para uma operação semelhante de Pequim contra Taipei. A prova? Nos dias 29 e 30 de dezembro, o Exército chinês cercou a ilha durante um exercício que muitos observadores apresentaram como o prelúdio de uma invasão. De acordo com eles, não há dúvidas, os presidentes norte-americano e chinês compartilhariam o mesmo desejo: pôr fim às “encenações” da ordem internacional oriunda do pós-guerra para promover uma nova, “governada pelo poder, pela força, pela autoridade”, como explica o conselheiro de guerra norte-americano Stephen Miller.[1] Se na Ásia realmente existem rumores de uma ameaça de conflito envolvendo a China, esta diz respeito, contudo, menos a Taiwan do que ao Japão, ao qual se destinava a manobra espetaculosa realizada ao largo de Taipei. Declarações virulentas, voos de patrulhas estratégicas, ameaças de sanções econômicas... As relações…

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