A China e o ponto cego da geopolítica
Enquanto o mundo discute quem governa, a China está corroendo as rendas que sustentam o capitalismo

Enquanto o mundo discute quem governa, a China está corroendo as rendas que sustentam o capitalismo
O universo midiático se parece com o “mundo às avessas” descrito pelo escritor uruguaio Eduardo Galeano. Quanto mais os Estados Unidos violam o direito internacional, mais a China é acusada de ser ameaçadora. É o caso do conflito no Irã, deflagrado por Washington e Tel Aviv, mas no qual sobretudo Pequim estaria “movendo suas peças” e dando livre expressão às suas pretensões imperiais…
A China anunciou a intenção de enviar taikonautas para a Lua antes de 2030. Os Estados Unidos informaram que seus astronautas estariam “no local para recebê-los”. O desenvolvimento de um setor espacial chinês competitivo é visto por Washington como uma ameaça existencial. Sua expansão, contudo, esteve longe de ser um processo tranquilo
A mercadoria utilizou-se do comunismo como forma de desenvolver as sociedades agrárias russa e chinesa – os campônios se aliaram aos comunistas para se livrarem da exploração dos senhores de terra e, mais tarde, se deram conta de que foram traídos, que teriam que elevar ainda mais o seu excedente agrícola, de modo a alimentar “o desenvolvimento das forças produtivas”
O conflito atual não é apenas uma escalada militar ou uma crise regional, mas a expressão da disputa entre um modelo tradicional de poder, baseado na coerção e na superioridade tecnológica, e outro mais difuso, resiliente e descentralizado
Distopia, contracultura e pobreza na maior cidade da China
Como os democratas veem o mundo agora que as escolhas diplomáticas do presidente Trump são cada vez mais impopulares? Sem um líder e com nada além de um simples retorno à era Obama-Biden, é difícil encontrar entre eles qualquer estratégia em matéria de política externa, mesmo desconsiderando a falta de consenso interno, seja em relação ao Oriente Médio ou à China
Diante da smart city nº 1 do planeta, Nova York – até então o centro do mundo – e a romântica Paris nos remetem a um passado cada vez mais distante e nostálgico
A civilização chinesa inventou o papel no século II e a imprensa no século VII – na Era Cibernética, o Império Romano enfim conquistou a China
A disputa entre Estados Unidos e China em torno das sanções econômicas revela transformações profundas na ordem internacional. Ao desafiar medidas impostas por Washington contra refinarias chinesas ligadas ao petróleo iraniano, Pequim sinaliza não apenas uma resistência inédita ao poder norte-americano, mas também sua disposição de sustentar uma arquitetura econômica menos dependente do dólar
Será que a condução errática do presidente norte-americano esconde uma coerência: uma formidável retomada do controle da economia pelo Estado, mas um Estado conduzido por banqueiros de investimento? Na verdade, Donald Trump segue a mesma estratégia de seu antecessor: organizar a soberania dos Estados Unidos em relação à China nos setores críticos da defesa e da inteligência artificial
A ascensão do renminbi reflete não apenas a força econômica da China, mas também mudanças estruturais na ordem internacional