A gradual internacionalização da moeda chinesa
A ascensão do renminbi reflete não apenas a força econômica da China, mas também mudanças estruturais na ordem internacional

A ascensão do renminbi reflete não apenas a força econômica da China, mas também mudanças estruturais na ordem internacional
É a etiqueta que acompanha a maioria dos objetos de nosso cotidiano. De tanto aparecer por toda parte, ela já não evoca nenhum lugar preciso: de Nova York a Moscou, de Oslo a Pretória, de Paris a Jacarta, o selo paira sobre o planeta como um rótulo abstrato. No entanto, por trás da expressão Made in China se esconde uma cidade bem real, situada ao sul de Xangai
O descaso com que líderes ocidentais – franceses, em particular – tratam os processos eleitorais instruiu os chineses sobre as supostas virtudes da democracia liberal. Questionados sobre o assunto, muitos explicam que a melhor maneira de saber se um sistema político é bom consiste em observar se ele funciona ou não. Resta saber se a China “funciona” da mesma forma para todos…
A falta de uma relação oficial entre o Haiti e a China aparece como algo sintomático para um país caribenho espoliado pelo colonialismo europeu e pelo imperialismo estadunidense
Principal produtor mundial de cobalto e segundo maior produtor de cobre, a República Democrática do Congo tornou-se um dos principais palcos da ofensiva norte-americana para assegurar o acesso a minérios estratégicos, em meio a uma rivalidade crescente com Pequim. Apoiados pela Casa Branca, os investidores procuram se instalar em um país ainda vítima de uma guerra mortal
O que é o trem de alta velocidade chinês? Um ecossistema técnico integrado em escala vertiginosa, uma proeza técnica com um equilíbrio econômico frágil, um potente vetor de integração regional. Tudo isso, sem dúvida, mas também uma vitrine que a China gosta de apresentar ao mundo, o que a imprensa local chamou de “diplomacia do trem-bala”. Bem-vindo a bordo
As relações entre China e Japão vivem uma convulsão de rara severidade, cuja origem se encontra do outro lado do mundo e que sugere que, apesar dos discursos sobre a “ruptura Trump”, a falta de consideração norte-americana em relação à ordem internacional não é novidade
Comércio, regulação, geopolítica: a rivalidade sino-americana se desenrola em todos os domínios. À medida que às trocas de farpas entre as duas potências sucedem encontros “cordiais”, parece emergir uma constante: a União Europeia é sistematicamente deixada à margem, apesar de seu alinhamento com Washington. O mesmo deve acontecer no setor estratégico da energia?
Apesar dos resultados extraordinários apresentados pelos carros-chefe do desenvolvimento chinês, um fenômeno ameaça emperrar todo o sistema econômico nacional: a “involução”. O termo designa uma forma de concorrência desenfreada, geradora de inovação, mas deletéria, com efeitos negativos tanto para os negócios como para a sociedade. Um perigo suficiente para que Pequim passe a fazer da luta contra a involução uma prioridade
Enquanto Israel semeia a devastação no enclave palestino, muitos sonham em ver o governo chinês retomar seu anticolonialismo de outrora para enfrentar Tel Aviv. Não será isso um engano a respeito do papel que Pequim pretende desempenhar na cena internacional dos próximos anos?
Sejam domésticas ou internacionais, as tensões políticas encontram na moeda um ponto de cristalização particularmente sensível. No contexto do confronto entre Estados Unidos e China, o avanço das novas tecnologias monetárias coloca o mundo diante da perspectiva de uma bifurcação dolorosa – até mesmo de uma nova guerra de moedas