A energia, a farsa e sua vítima
Comércio, regulação, geopolítica: a rivalidade sino-americana se desenrola em todos os domínios. À medida que às trocas de farpas entre as duas potências sucedem encontros “cordiais”, parece emergir uma constante: a União Europeia é sistematicamente deixada à margem, apesar de seu alinhamento com Washington. O mesmo deve acontecer no setor estratégico da energia?
A grande queda de braço... De um lado, a China, com seus parques eólicos, seus campos de painéis solares e suas megalópoles cuja iluminação noturna desafia a escuridão. Um país que alguns observadores agora qualificam de electrostate. Do outro, os Estados Unidos, maior produtor mundial de hidrocarbonetos e o slogan que marcou a campanha presidencial do atual ocupante da Casa Branca, Donald Trump: “Drill, baby, drill!” [Perfure, baby, perfure!]. Renováveis ou fósseis, eletricidade contra petróleo, o confronto entre Pequim e Washington parece também estruturar as estratégias das duas superpotências no domínio da energia. Na Assembleia Geral das Nações Unidas de setembro de 2025, o presidente norte-americano qualificou a mudança climática de “maior fraude já imaginada”. Antes de advertir a plateia: “Se vocês caírem na armadilha dessa vigarice que é a energia verde, seus países vão afundar”. “A transição verde e de baixo carbono é a tendência profunda de nosso tempo.…

