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Não foi contenção, foi massacre
A militarização constitui hoje o principal mecanismo de acumulação financeira, não só pelo volume de seus lucros, mas também porque sua realização constitui um mecanismo de expropriação, destruição e limpeza social essencial para abrir espaço para novos empreendimentos
Por que a maioria aprova o massacre no Rio de Janeiro?
Quando esse sujeito nomeado como “pobre de direita” diz que as elites intelectuais progressistas defendem bandido, o que está em jogo é mais do que uma opinião política
Chapa quente
Impasses na COP30 revelam como a exigência de unanimidade e a pressão de corporações impedem avanços rumo às metas do Acordo de Paris
O oitavo front
A ofensiva digital de Netanyahu busca reconquistar a opinião pública dos EUA enquanto pressões políticas tentam controlar o fluxo de informações nas redes
Reparação e Bem-Viver, o mote que revitaliza a imaginação política
Em artigo escrito com exclusividade para o Le Monde Diplomatique Brasil, o Comitê Político da Marcha das Mulheres Negras apresenta uma análise de conjuntura e explica os motivos da manifestação que reuniu mais de 300 mil mulheres negras da diáspora em Brasília no dia 25 de novembro
Até os norte-americanos se cansaram de Israel
A adoção pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, em 17 de novembro, de um plano norte-americano para Gaza muito favorável a Israel representa um sucesso diplomático para o país. Simultaneamente, porém, a causa israelense torna-se cada vez mais impopular nos Estados Unidos, apesar de seu poderoso lobby
A energia, a farsa e sua vítima
Comércio, regulação, geopolítica: a rivalidade sino-americana se desenrola em todos os domínios. À medida que às trocas de farpas entre as duas potências sucedem encontros “cordiais”, parece emergir uma constante: a União Europeia é sistematicamente deixada à margem, apesar de seu alinhamento com Washington. O mesmo deve acontecer no setor estratégico da energia?
A estranha contorção da economia chinesa
Apesar dos resultados extraordinários apresentados pelos carros-chefe do desenvolvimento chinês, um fenômeno ameaça emperrar todo o sistema econômico nacional: a “involução”. O termo designa uma forma de concorrência desenfreada, geradora de inovação, mas deletéria, com efeitos negativos tanto para os negócios como para a sociedade. Um perigo suficiente para que Pequim passe a fazer da luta contra a involução uma prioridade
Os patrões entram em crise
Patrick Martin, líder da principal patronal francesa, preocupa-se com o orçamento “suicida”, e a elite econômica eleva os alertas. No entanto, as organizações empresariais alguma vez foram comedidas? Certamente, elas se mostram menos inclinadas à moderação quando o capitalismo francês se divide, atingido por suas divergências, em particular sobre o papel do Estado
Castelos de areia high-tech no deserto saudita
Esse grande projeto promete o feito mais impressionante do mundo na primeira metade deste século. Com suas cidades vanguardistas, energias renováveis e múltiplas inovações, Neom encarna as ambições modernizadoras do autoritário príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman. Por enquanto, por falta de realismo e coerência, a montanha só pariu um rato
A extrema direita neerlandesa – quem perde, ganha
Nos últimos anos, os Países Baixos tornaram-se um laboratório de aproximação e aliança entre os partidos de direita, incluindo os de extrema direita. As divisões e desentendimentos, bem como as escaladas retóricas sobre imigração, custaram a essas formações uma derrota apertada nas recentes eleições legislativas. Mas não se pode excluir um rebote a curto prazo
As amnésias da vida política
Do parque temático Le Puy du Fou, criado por Philippe de Villiers, ao espetáculo Murmures de la cité, de Moulins, financiado pelo bilionário Pierre-Édouard Stérin, a extrema direita francesa difunde uma visão conservadora da história, com o apoio de meios de comunicação como a CNews. Os poderes públicos e a classe política abandonam a história nacional a correntes contrarrevolucionárias e anti-iluministas
A REVOLUÇÃO AINDA É UMA REFERÊNCIA NA FRANÇA?
Em Ruanda, a aposta no esporte
Primeiro país da África a receber o Campeonato Mundial de Ciclismo de Estrada em setembro de 2025, Ruanda também financia equipes de futebol de renome internacional, como Arsenal e PSG. Se a diplomacia esportiva em plena expansão permite a recuperação de sua imagem, abalada por um regime autoritário e por seu envolvimento na Guerra dos Kivus, o objetivo também é atrair investimentos para um país sem saída para o mar
Rússia mantém influência na Síria
Por causa da guerra na Ucrânia, a Rússia assistiu impotente à queda do regime de Bashar al-Assad, que ela havia salvo em 2015. O antigo líder sírio garantia a Moscou o uso de duas bases militares, essenciais à sua capacidade de projeção regional. Qual será o destino dessas bases nas mãos dos antigos rebeldes que hoje comandam o país e que ontem eram bombardeados pela aviação russa?
Em breve, uma rota Trump no Cáucaso?
No conflito que opõe Armênia e Azerbaijão, um passo importante foi dado no meio deste ano com a assinatura de uma série de documentos entre os dois países. Rubricados em Washington, e não em Moscou, eles removem alguns obstáculos à abertura de um corredor que deverá ligar o território azerbaijano a Nakhchivan (uma área isolada do restante no país) e, em seguida, à Turquia. A rota pode levar o nome do presidente norte-americano
O Equador de volta à trilha da dependência
Afastados pelo presidente Rafael Correa (2007-2017), os Estados Unidos retomam progressivamente seu espaço no Equador, com o consentimento de Quito. Sob o pretexto de combater o crime organizado, eles consolidam assim sua presença militar na América Latina e no Pacífico. Santuário natural único, as Ilhas Galápagos constituem um dos principais pontos de apoio desse reposicionamento
Por que os habitantes fogem do Butão, o “país da felicidade”?
A imagem de cartão-postal associa o Butão, pequeno país encravado no coração do Himalaia, à serenidade de seus cumes. Longe do alvoroço das metrópoles ocidentais, seus moradores cultivariam uma arte de viver ancestral, com uma disposição singular para a felicidade. No local, descobre-se outra realidade, que mistura budismo, criptomoedas e desemprego, fazendo que muitos partam para o exterior
Como salvar a Amazônia?
Em 2022, o jornalista britânico Dominic Phillips embarcou em uma jornada: seu objetivo era entrevistar pessoas que pudessem dar pistas sobre o futuro da floresta. Dom e o indigenista Bruno Pereira foram assassinados antes que ele conseguisse ouvir todas as respostas
ECA Digital: a entrada estratégica do Brasil em um embate decisivo
Aprovado em setembro, o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente marca a entrada do Brasil no enfrentamento estratégico do desafio da regulação civilizatória e democrática das redes on-line
Miscelânea
Confira a resenha dos livros O livro vermelho do hip-hop remasterizado, de Spensy Pimentel; Crônicas em versos dos nossos (des)caminhos, de Lucas Crivelenti e Castro e Relances de mar e montanha, de Aloísio Romanelli

