REFÚGIO BUDISTA APOSTA EM CRIPTOMOEDAS

Por que os habitantes fogem do Butão, o “país da felicidade”?

A imagem de cartão-postal associa o Butão, pequeno país encravado no coração do Himalaia, à serenidade de seus cumes. Longe do alvoroço das metrópoles ocidentais, seus moradores cultivariam uma arte de viver ancestral, com uma disposição singular para a felicidade. No local, descobre-se outra realidade, que mistura budismo, criptomoedas e desemprego, fazendo que muitos partam para o exterior

Há cinquenta anos era uma pequena vila de altitude, cercada por campos; hoje, a urbanização avançou num fundo de vale cujos taludes continuam arborizados. Timbu permanece uma cidade calma. A capital do Butão, com 150 mil habitantes, nada tem a ver com as borbulhantes metrópoles asiáticas. Recém-erguidos, prédios de cinco andares absorvem sem dificuldade os novos moradores vindos do campo e do leste do país. Suas fachadas reproduzem alguns elementos da arquitetura tradicional (caixilhos de madeira nas janelas, pinturas murais...). Nenhuma placa publicitária chamativa margeia a via de quatro pistas que atravessa o conglomerado. Poucas franquias internacionais obtiveram autorização para se instalar ali. Outdoors, em compensação, divulgam um dia de promoção de estudos na Austrália organizado por uma das principais empresas de colocação no exterior, um setor que vive um boom. Isso porque a população do Butão está diminuindo. Em 2024, o rei Jigme Khesar Wangchuck fez sua primeira visita…

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