MARCHA DAS MULHERES NEGRAS

Reparação e Bem-Viver, o mote que revitaliza a imaginação política

Em artigo escrito com exclusividade para o Le Monde Diplomatique Brasil, o Comitê Político da Marcha das Mulheres Negras apresenta uma análise de conjuntura e explica os motivos da manifestação que reuniu mais de 300 mil mulheres negras da diáspora em Brasília no dia 25 de novembro

Num mundo (ou antimundo) no qual Elon Musk alcança um pacote de remuneração de US$ 1 trilhão (conquista que o coloca no posto de primeiro trilionário da história), no qual os encaminhamentos da Conferência do Clima, a afamada COP 30, tiveram dificuldade de reconhecer povos negros e indígenas, no qual o capitalismo promove ainda mais desigualdades, exclusão, guerras e iniquidades, a II Marcha Global das Mulheres Negras torna-se uma ação política que vai na contramão desses acontecimentos regressivos. Dez anos depois da primeira marcha, mais de 300 mil mulheres negras da diáspora (37 países aderiram à convocatória) foram até Brasília, neste 25 de novembro, para entoar o coro por Reparação e Bem-Viver, ampliando, mais uma vez, o escopo das lutas e reivindicações históricas que as movem para o território da emancipação, da autonomia e da dignidade. Marcha das Mulheres Negras, realizada na Esplanada dos Ministérios.Crédito: Bruno Peres/Agência…

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