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Os patrões entram em crise

Patrick Martin, líder da principal patronal francesa, preocupa-se com o orçamento “suicida”, e a elite econômica eleva os alertas. No entanto, as organizações empresariais alguma vez foram comedidas? Certamente, elas se mostram menos inclinadas à moderação quando o capitalismo francês se divide, atingido por suas divergências, em particular sobre o papel do Estado

Em 11 de outubro, o Le Figaro, propriedade de Laurent Dassault, oitava maior fortuna francesa, traçou um retrato dos “grandes empresários aterrorizados pelo caos político”. O texto, crepuscular, evoca irresistivelmente Un enterrement à Ornans [Um enterro em Ornans], de Gustave Courbet: em uma paisagem sombria, figuras notáveis em luto sepultam o frágil caixão da economia francesa. Alguns dias depois, uma nota do Observatório Francês de Conjuntura Econômica (OFCE) pareceu corroborar a visão: “O aumento da incerteza ligado à política nacional amputaria o PIB em 0,8 ponto percentual no período 2024-2026”.[1] Pouco depois, o Instituto Nacional de Estatística e Estudos Econômicos (Insee) anunciou uma recuperação da atividade no terceiro trimestre. No entanto, o Les Échos, propriedade de Bernard Arnault, segunda fortuna mundial, advertiu: “Uma enésima crise política quebraria a dinâmica de um país que permanece em crescimento fraco”. Decisões erráticas do presidente da República, Emmanuel Macron, confusão parlamentar, pressão fiscal, reformas…

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