A guerra é meu ofício
A derrota é sempre culpa dos outros: dos pacifistas ou da quinta coluna, daqueles que não entregaram armas suficientes, não enviaram soldados suficientes, não lançaram bombas suficientes

A derrota é sempre culpa dos outros: dos pacifistas ou da quinta coluna, daqueles que não entregaram armas suficientes, não enviaram soldados suficientes, não lançaram bombas suficientes
Em janeiro de 2026, os Estados Unidos inauguraram um novo patamar de intervenção ao bombardear a Venezuela e capturar seu chefe de Estado em uma operação relâmpago, sem declaração formal de guerra e com mínima fricção institucional. Mais do que um episódio excepcional, a Operação Absolute Resolve revela a consolidação de um modelo contemporâneo de conflito baseado na integração entre ação militar, controle informacional e gestão jurídica da violência
Do Golden Dome ao controle das cadeias produtivas estratégicas
Aqueles de nós que estavam lá, especialmente aqueles que vivem nas regiões que sofreram aquele ataque, não apenas sofremos materialmente, mas também sofremos um profundo impacto psicológico, emocional e moral
A estrutura de segurança que sustentou a Europa por décadas atravessa um momento de profunda tensão, cada vez mais eclipsada por instrumentos econômicos que moldam a influência geopolítica
As novas medidas de Trump para a educação revelam uma visão de mundo utilitarista, anticientífica, contra políticas inclusivas e negacionista
A história demonstra que o imperialismo avança quando encontra resignação social. A captura militar de um chefe de Estado e a pretensão aberta de organizar a transição de poder em países que “pensam diferente” não são desvios pontuais
O presidente dos EUA violou gravemente o Direito Internacional ao realizar uma operação militar em território venezuelano, caracterizada como crime de agressão por ferir a soberania de um Estado independente e a Carta da ONU
Uma “operação de polícia global” conduzida pelo Departamento de Justiça que substituiu o messianismo democrático neoconservador
A violência ocupa um lugar central na história recente das sociedades latino-americanas, não apenas como fenômeno material, expresso em índices de criminalidade e letalidade, mas como experiência social permanente, mediada por discursos, imagens e afetos. Mesmo quando não vivida diretamente, ela se impõe por meio da mídia, do consumo cultural e da circulação incessante de narrativas que associam crime, medo e ordem pública
A retórica religiosa, como símbolo, é utilizada para escamotear conflitos que, em sua essência, continuam sendo disputas por poder econômico, político e cultural. O maior trunfo de Mamdani é ter conseguido ganhar a eleição de Nova York furando o império da grande mídia e do “dindim”. E as investidas de Trump têm por objetivo nos lembrar que, por enquanto, a América Latina ainda é o seu quintal