Como as Big Techs querem nos tornar dependentes da IA
Com essa redução da inteligência humana à racionalidade instrumental, como não pensar que a máquina irá, de fato, substituir os seres humanos?

Com essa redução da inteligência humana à racionalidade instrumental, como não pensar que a máquina irá, de fato, substituir os seres humanos?
As políticas migratórias do trumpismo representam um deslocamento sísmico de um nacionalismo cívico, tradicionalmente observado nos EUA (ao menos em termos formais), para um nacionalismo étnico e agressivo
A escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã recoloca o Oriente Médio no centro das tensões internacionais e revela, mais uma vez, a fragilidade da ordem global contemporânea. Longe de ser apenas um episódio isolado, o conflito expõe disputas geopolíticas mais amplas, nas quais se entrelaçam crises internas dos Estados, rearranjos regionais e transformações na hierarquia de poder do sistema internacional
Principal produtor mundial de cobalto e segundo maior produtor de cobre, a República Democrática do Congo tornou-se um dos principais palcos da ofensiva norte-americana para assegurar o acesso a minérios estratégicos, em meio a uma rivalidade crescente com Pequim. Apoiados pela Casa Branca, os investidores procuram se instalar em um país ainda vítima de uma guerra mortal
“Por que o Irã ainda não se rendeu?”, perguntava o presidente norte-americano, Donald Trump, em 20 de fevereiro. Enquanto o regime teocrático não dá mostras de que deve ceder, a repressão conduzida em janeiro passado contra sua população demonstra, mais uma vez, seu fracasso. Embora Washington não tenha renunciado ao uso da força, elites da classe média iraniana aguardam sua hora
Um dos paradoxos da era digital é este: por um lado, as grandes plataformas globalizam certas formas culturais; por outro, elas fragmentam os públicos em silos autônomos. Séries de sucesso emergem como referências comuns para populações relativamente heterogêneas. Elas carregam a marca contraditória de uma época em que tudo é mercadoria, até mesmo a contestação
Donald Trump é um presidente descontrolado, que ameaça aliados históricos e coloca em risco a própria condição imperial dos EUA
Para enfrentar os Estados Unidos e seu presidente imprevisível, é preciso mais União Europeia? Repetida até a exaustão pelos dirigentes do Velho Continente, essa resposta reflexa oculta uma evidência que não passou despercebida a Donald Trump: em termos econômicos, sociais ou diplomáticos, o bloco não é uma força. Na realidade, a União Europeia incentiva a submissão
As relações entre China e Japão vivem uma convulsão de rara severidade, cuja origem se encontra do outro lado do mundo e que sugere que, apesar dos discursos sobre a “ruptura Trump”, a falta de consideração norte-americana em relação à ordem internacional não é novidade
Um bilhão de dólares. Esse é o valor do ingresso exigido por Donald Trump para que um Estado faça parte de seu Conselho da Paz. Esse órgão de contornos vagos se propõe a resolver guerras, inclusive aquela que ainda se desenrola em Gaza, apesar da proclamação de um “cessar-fogo”. Os palestinos, que não têm voz sobre o próprio futuro, são assim deixados de lado
Destruídos por uma sabotagem cometida por uma equipe ucraniana provavelmente com o apoio dos Estados Unidos, os gasodutos North Stream, que transportavam gás russo para a Alemanha, jazem no fundo do Mar Báltico. Os Estados europeus, que afirmam poder prescindir dos hidrocarbonetos russos, excluíram qualquer possibilidade de reativação. Mas, nos bastidores, Moscou e Washington avaliam o futuro
A derrota é sempre culpa dos outros: dos pacifistas ou da quinta coluna, daqueles que não entregaram armas suficientes, não enviaram soldados suficientes, não lançaram bombas suficientes