A GUERRA POR TRÁS DAS GUERRAS

Batalha mundial pela energia

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, em resposta à agressão de Estados Unidos e Israel, produziu uma onda de choque mundial. Vinte anos de transição “verde” não afetaram de modo fundamental a dependência da humanidade do petróleo. Alguns países importadores tentam prevenir desabastecimentos, acumulando reservas. Porém, a hora da crise econômica e das escolhas dolorosas chegou

Ao lançarem uma guerra aérea contra o Irã em fevereiro de 2026, Estados Unidos e Israel desencadearam não uma, mas duas grandes ofensivas: a primeira, deliberada e planejada havia muito tempo, contra as infraestruturas militares e governamentais iranianas; a segunda, aparentemente fortuita, contra o sistema energético mundial. Para muitos Estados importadores, na Ásia e em outros lugares, a interrupção súbita dos fluxos de gás e petróleo provenientes do Golfo Pérsico se traduziu em desabastecimento de combustível no transporte e na geração de eletricidade, acompanhado de uma disparada dos preços. Nas Filipinas, o presidente Ferdinand Marcos Jr. decidiu se antecipar, declarando “estado de emergência energética” e impondo a semana de quatro dias às agências governamentais. Outros países fecharam escolas e reduziram a jornada de trabalho ou, como a Coreia do Sul, instituíram um teto para os preços de atacado dos combustíveis na tentativa de conter a insatisfação dos consumidores. A alta…

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