Memorando de Entendimento é descumprido por Israel um dia depois de assinado por Trump
Mais do que uma derrota política, o conflito lança dúvidas sobre a própria superioridade militar dos Estados Unidos

Mais do que uma derrota política, o conflito lança dúvidas sobre a própria superioridade militar dos Estados Unidos
Em um cenário internacional marcado por tensões constantes, a guerra segue ocupando lugar central nas manchetes e nas disputas geopolíticas do século XXI. Longe de ser um fenômeno puramente militar, os conflitos armados revelam, sobretudo, decisões políticas, interesses estratégicos e leituras – muitas vezes equivocadas – da realidade
Desde 23 de março, Islamabad se ofereceu para sediar negociações “diretas ou indiretas” entre Washington e Teerã, a fim de avaliar um cessar-fogo. Fazendo fronteira com o Irã, o Paquistão mede as consequências potenciais de uma escalada do conflito, num momento em que ele próprio está às voltas com seu rival histórico, a Índia, e envolvido em um conflito cada vez mais violento com o Afeganistão
O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, em resposta à agressão de Estados Unidos e Israel, produziu uma onda de choque mundial. Vinte anos de transição “verde” não afetaram de modo fundamental a dependência da humanidade do petróleo. Alguns países importadores tentam prevenir desabastecimentos, acumulando reservas. Porém, a hora da crise econômica e das escolhas dolorosas chegou
Uma análise do conflito entre Irã e Estados Unidos a partir de custo, assimetria e limites da escalada
A ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irã expõe as contradições da inserção brasileira no mundo: um país com ambição de mediador, mas sem os instrumentos para fazê-la valer
A guerra voltou a ser a linguagem da política internacional e isso revela um fracasso da diplomacia
Mais receita de petróleo para Moscou, menos munição para Kiev: a guerra no Oriente Médio favorece a Rússia. Ainda assim, segundo muitos especialistas russos, a desestabilização do parceiro estratégico iraniano coloca o Kremlin numa posição delicada
Por que se preocupar com o direito quando se tem a moral do próprio lado? Segundo certos dirigentes políticos e juristas complacentes, o ataque ilegal ao Irã pelos Estados Unidos e por Israel deveria ser aprovado porque teria sido “justo”. Pretensamente inovador, esse discurso perigoso ignora cem anos de avanços jurídicos e políticos
A recente escalada militar protagonizada por Estados Unidos e Israel contra o Irã recoloca o Oriente Médio no centro de uma crise internacional de grandes proporções, marcada não apenas pela intensificação do uso da força, mas por uma perigosa simplificação estratégica
A produção musical frequentemente associa pressão internacional a controle interno, revelando como conflito geopolítico e governança doméstica se retroalimentam
A escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã recoloca o Oriente Médio no centro das tensões internacionais e revela, mais uma vez, a fragilidade da ordem global contemporânea. Longe de ser apenas um episódio isolado, o conflito expõe disputas geopolíticas mais amplas, nas quais se entrelaçam crises internas dos Estados, rearranjos regionais e transformações na hierarquia de poder do sistema internacional