Uma arma geográfica apontada para a disputa hegemônica no moderno sistema-mundo
Como a ação militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã se relaciona com a atual disputa pela hegemonia mundial?

Como a ação militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã se relaciona com a atual disputa pela hegemonia mundial?
Enquanto o desfecho do conflito no Irã permanece imprevisível, a região passa por importantes transformações geopolíticas, com dois blocos agora se encontrando frente a frente: de um lado, a aliança entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão; de outro, o eixo Israel, Emirados Árabes Unidos e Índia. Tudo sob o olhar atento dos Estados Unidos, preocupados em não entrar em choque com nenhum dos campos
A algoritmização da morte encontrou no Irã um limite político: a capacidade de Teerã de retaliar retirou da superioridade tecnológica israelense o privilégio da unilateralidade
O conflito atual não é apenas uma escalada militar ou uma crise regional, mas a expressão da disputa entre um modelo tradicional de poder, baseado na coerção e na superioridade tecnológica, e outro mais difuso, resiliente e descentralizado
A comemoração do 250º aniversário dos Estados Unidos coincide com o fracasso de seu projeto de subjugar o Irã. O roteiro do sequestro do presidente Nicolás Maduro em Caracas não teve repetição em Teerã. O império mais poderoso da história já havia sofrido muitos abalos. Daqui em diante, enfrenta uma crise generalizada de confiança, sobretudo entre seus aliados
Mais do que uma derrota política, o conflito lança dúvidas sobre a própria superioridade militar dos Estados Unidos
Em um cenário internacional marcado por tensões constantes, a guerra segue ocupando lugar central nas manchetes e nas disputas geopolíticas do século XXI. Longe de ser um fenômeno puramente militar, os conflitos armados revelam, sobretudo, decisões políticas, interesses estratégicos e leituras – muitas vezes equivocadas – da realidade
Desde 23 de março, Islamabad se ofereceu para sediar negociações “diretas ou indiretas” entre Washington e Teerã, a fim de avaliar um cessar-fogo. Fazendo fronteira com o Irã, o Paquistão mede as consequências potenciais de uma escalada do conflito, num momento em que ele próprio está às voltas com seu rival histórico, a Índia, e envolvido em um conflito cada vez mais violento com o Afeganistão
O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, em resposta à agressão de Estados Unidos e Israel, produziu uma onda de choque mundial. Vinte anos de transição “verde” não afetaram de modo fundamental a dependência da humanidade do petróleo. Alguns países importadores tentam prevenir desabastecimentos, acumulando reservas. Porém, a hora da crise econômica e das escolhas dolorosas chegou
Uma análise do conflito entre Irã e Estados Unidos a partir de custo, assimetria e limites da escalada
A ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irã expõe as contradições da inserção brasileira no mundo: um país com ambição de mediador, mas sem os instrumentos para fazê-la valer
A guerra voltou a ser a linguagem da política internacional e isso revela um fracasso da diplomacia