RAZÃO AOS INTRANSIGENTES

Moscou, a grande beneficiada?

Mais receita de petróleo para Moscou, menos munição para Kiev: a guerra no Oriente Médio favorece a Rússia. Ainda assim, segundo muitos especialistas russos, a desestabilização do parceiro estratégico iraniano coloca o Kremlin numa posição delicada

Vladimir Putin seria o “grande vencedor da guerra de Trump e de Netanyahu contra o Irã” (Le Monde, 15 mar. 2026)? Sem dúvida, o orçamento federal russo, elaborado com base em um barril de Urals a US$ 59, agradece a disparada das cotações, que ultrapassaram os US$ 100 em 9 de março. Preocupados com a alta dos preços dos hidrocarbonetos, os Estados Unidos, além disso, suspenderam suas sanções contra a Índia por suas importações de petróleo russo bruto – sem levar em conta os protestos de várias capitais europeias. Em plena campanha eleitoral, o presidente húngaro, Viktor Orbán, exige que a Ucrânia restabeleça o abastecimento de petróleo russo ao seu país pelo oleoduto Drujba. Caso contrário, Budapeste bloqueará a concessão de um empréstimo europeu de 90 bilhões de euros, crucial para Kiev. Para completar a alegria em Moscou, os países do Golfo consomem grandes quantidades de sistemas antiaéreos de defesa norte-americanos, que…

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