A Guerra no Irã: quando mais um conflito pode virar o maior de todos
A guerra voltou a ser a linguagem da política internacional e isso revela um fracasso da diplomacia

A guerra voltou a ser a linguagem da política internacional e isso revela um fracasso da diplomacia
Mais receita de petróleo para Moscou, menos munição para Kiev: a guerra no Oriente Médio favorece a Rússia. Ainda assim, segundo muitos especialistas russos, a desestabilização do parceiro estratégico iraniano coloca o Kremlin numa posição delicada
Por que se preocupar com o direito quando se tem a moral do próprio lado? Segundo certos dirigentes políticos e juristas complacentes, o ataque ilegal ao Irã pelos Estados Unidos e por Israel deveria ser aprovado porque teria sido “justo”. Pretensamente inovador, esse discurso perigoso ignora cem anos de avanços jurídicos e políticos
A recente escalada militar protagonizada por Estados Unidos e Israel contra o Irã recoloca o Oriente Médio no centro de uma crise internacional de grandes proporções, marcada não apenas pela intensificação do uso da força, mas por uma perigosa simplificação estratégica
A produção musical frequentemente associa pressão internacional a controle interno, revelando como conflito geopolítico e governança doméstica se retroalimentam
A escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã recoloca o Oriente Médio no centro das tensões internacionais e revela, mais uma vez, a fragilidade da ordem global contemporânea. Longe de ser apenas um episódio isolado, o conflito expõe disputas geopolíticas mais amplas, nas quais se entrelaçam crises internas dos Estados, rearranjos regionais e transformações na hierarquia de poder do sistema internacional
O que está em jogo é mais amplo: a configuração do equilíbrio regional e a limitação das margens de projeção estratégica iraniana em um sistema internacional em reacomodação
A algoritmização da morte e a política de guerras preventivas transformam crises regionais em riscos globais
Os interesses geopolíticos, em oposição à preocupação humanitária, são os principais motivadores do confronto ocidental com o Irã
“Por que o Irã ainda não se rendeu?”, perguntava o presidente norte-americano, Donald Trump, em 20 de fevereiro. Enquanto o regime teocrático não dá mostras de que deve ceder, a repressão conduzida em janeiro passado contra sua população demonstra, mais uma vez, seu fracasso. Embora Washington não tenha renunciado ao uso da força, elites da classe média iraniana aguardam sua hora
Desde dezembro de 2025, as manifestações no Irã reacenderam o debate sobre a legitimidade do regime xiita e os rumos políticos do país. No entanto, mais do que um episódio de contestação doméstica, até onde podemos interpretar tal crise enquanto um laboratório da guerra híbrida no Oriente Médio?
Uma repressão brutal assola os iranianos desde 8 de janeiro. A licença dada às forças de segurança sugere que as autoridades estão acuadas, conscientes de que lutam pela própria sobrevivência. Após o esgotamento do aparelho ideológico islamista, o cimento nacionalista se desfaz e o crescimento das desigualdades e a negação das aspirações da população favorecem as ingerências externas