Sede abundante
A chamada “falência da água” é uma crise de alcance global: diversas regiões do planeta enfrentam a convergência entre limites naturais e escolhas humanas mal calibradas

A chamada “falência da água” é uma crise de alcance global: diversas regiões do planeta enfrentam a convergência entre limites naturais e escolhas humanas mal calibradas
A agressão lançada por Benjamin Netanyahu contra o Irã, em violação ao direito internacional, reflete uma aposta desmedida, possibilitada por uma correlação de forças militares fortemente desequilibrada. No entanto, desrespeitar a soberania iraniana sob o pretexto do repúdio que o regime dos aiatolás suscita em parte da população não atende às aspirações desse povo
O Irã vai se juntar à lista de países nos quais os Estados Unidos – desta vez seguindo a trilha de Tel Aviv – promoveram uma mudança de regime pela força? A guerra iniciada pelo primeiro-ministro israelense abriu um novo capítulo na conturbada história da região. No entanto, a ameaça de caos e propagação da violência parece não assustar nem Benjamin Netanyahu nem Donald Trump
O programa nuclear iraniano foi idealizado há mais de cinquenta anos e sua origem foi patrocinada pelo governo estadunidense. Tem sido marcado por interrupções e suspeitas de que seu uso extrapolaria fins pacíficos. Nas últimas décadas vem sendo marcado por controvérsias e, mais recentemente, ataques por parte de Israel
O conflito foi um teste para os Estados Unidos melhorarem sua atuação na região, por meio de uma política coerente para ambos os lados, o que ajudaria a conter o protagonismo geopolítico do Irã na região
O guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, ameaçou Israel de uso da força caso persistissem os bombardeios aéreos em Gaza. Expressando-se claramente, Teerã explica que não poderá impedir que o Hezbollah e outros atores que lhe são subordinados ataquem
Diante dos protestos, que continuam determinados, o regime iraniano optou pelo método de endurecer para restaurar a calma. Entretanto, uma fração da hierarquia religiosa se arrepende da ausência de mecanismos de conciliação entre o poder e as manifestações
Uma revolta contra a obrigatoriedade do véu? Certamente. Porém, o levante que abala a República Islâmica não se limita a isso. Os fundamentos do regime estão sendo atacados e diversas categorias da população unem-se por uma frustração generalizada. Embora o resultado da revolta seja incerto em razão da brutal repressão, a vontade de mudança permanece intacta
A situação das mulheres tornou-se o catalisador da agitação social no Irã. As ruas e o cinema refletem um país onde, como indica o relator das Nações Unidas, são “cidadãs de segunda classe”. O futebol, pela visibilidade de suas estrelas e pela discriminação das mulheres nas arquibancadas, é mais um dos cenários da luta por equidade
A Casa Branca relançou as discussões com o Irã no sentido de alcançar um novo acordo nuclear com a República Islâmica. As negociações despertam hostilidade da Arábia Saudita, preocupada com as repetidas críticas que Joe Biden lhe dirigiu, e de Israel, que, no entanto, está tranquilo em relação ao imobilismo norte-americano a propósito da Palestina
O fato de os Estados Unidos serem atualmente um dos maiores produtores de petróleo do mundo levou algumas pessoas a acreditar que o investimento contra o Irã não está mais relacionado com o petróleo
Por que Donald Trump ordenou o assassinato do general iraniano Qassim Suleimani? Quem ele consultou antes de se envolver nesse projeto perigoso? Sua decisão não foi unanimidade em Washington. Os falcões anti-iranianos são contrários porque para eles o Oriente Médio é um front secundário que desvia o país de seu principal problema: a Ásia e a China