A SUBMISSÃO OU AS BOMBAS

O que Israel quer no Oriente Médio

O Irã vai se juntar à lista de países nos quais os Estados Unidos – desta vez seguindo a trilha de Tel Aviv – promoveram uma mudança de regime pela força? A guerra iniciada pelo primeiro-ministro israelense abriu um novo capítulo na conturbada história da região. No entanto, a ameaça de caos e propagação da violência parece não assustar nem Benjamin Netanyahu nem Donald Trump

Dia após dia, o Oriente Médio afunda no caos, e a possibilidade de um incidente nuclear de grandes proporções já não é mais um catastrofismo sem fundamento. Ao decidir lançar um ataque aéreo maciço contra a República Islâmica do Irã, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não apenas provou a persistência em atingir seus objetivos,[1] mas também elevou consideravelmente as tensões regionais e desencadeou uma nova guerra que nem mesmo os Estados Unidos, aliado e grande protetor de Tel Aviv, alegavam querer. No momento em que fechamos esta edição, após vários dias de alternância entre bombardeios intensivos sobre diversas cidades iranianas, inclusive Teerã, e as represálias balísticas do Irã, permanecia em aberto a possibilidade de uma entrada direta de Washington no conflito. Tel Aviv precisa do poder de fogo norte-americano para destruir instalações nucleares e militares subterrâneas. Tampouco dispõe da capacidade logística para invadir o território iraniano – o que exigiria…

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