Guerras e persistências históricas no Oriente Médio contemporâneo
A algoritmização da morte encontrou no Irã um limite político: a capacidade de Teerã de retaliar retirou da superioridade tecnológica israelense o privilégio da unilateralidade

A algoritmização da morte encontrou no Irã um limite político: a capacidade de Teerã de retaliar retirou da superioridade tecnológica israelense o privilégio da unilateralidade
Como os democratas veem o mundo agora que as escolhas diplomáticas do presidente Trump são cada vez mais impopulares? Sem um líder e com nada além de um simples retorno à era Obama-Biden, é difícil encontrar entre eles qualquer estratégia em matéria de política externa, mesmo desconsiderando a falta de consenso interno, seja em relação ao Oriente Médio ou à China
Em abril deste ano, uma agência de notícias ligada ao Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica publicou um mapa detalhado dos cabos submarinos de fibra óptica que atravessam o Estreito de Ormuz. Para o Ocidente, a mensagem foi inequívoca: não é só o petróleo que pode ser cortado. Em um conflito no Golfo Pérsico, a infraestrutura digital global pode ser a próxima vítima
No Líbano, nas últimas semanas, como em outros pontos do Oriente Médio há vários meses, Israel bombardeou populações civis e realizou incursões terrestres. Contudo, além dessas agressões militares diretas, Tel Aviv vem se empenhando em fraturar as sociedades vizinhas e enfraquecer o campo de seus adversários árabes por meio de alianças indiretas, seguindo uma antiga doutrina conhecida como “da periferia”…
O que está em jogo é mais amplo: a configuração do equilíbrio regional e a limitação das margens de projeção estratégica iraniana em um sistema internacional em reacomodação
Inverta o seu olhar do mundo, na tradição de Paulo Freire, Darcy Ribeiro e Eduardo Galeano
O Irã vai se juntar à lista de países nos quais os Estados Unidos – desta vez seguindo a trilha de Tel Aviv – promoveram uma mudança de regime pela força? A guerra iniciada pelo primeiro-ministro israelense abriu um novo capítulo na conturbada história da região. No entanto, a ameaça de caos e propagação da violência parece não assustar nem Benjamin Netanyahu nem Donald Trump
Em breve será mais fácil listar os países e territórios no Oriente Médio que Israel não bombardeou em 2025
Há quase dois anos, diversas obras dão conta do que em geral se chama, equivocadamente, de “conflito Israel-Palestina”. Algumas restituem sua dimensão colonial e iluminam os entraves do atual alastramento de violência no Oriente Médio. Outras apontam ainda a cumplicidade do Ocidente na guerra em Gaza ou esmiúçam a pouco provável “solução de dois Estados”
O avanço tecnológico na região traz uma série de desafios, entre eles o uso dessas inovações para fins militares e de repressão. Sem o apoio da China, os países árabes conseguiriam avançar em suas políticas públicas rumo a uma economia digital plena?
O programa nuclear iraniano foi idealizado há mais de cinquenta anos e sua origem foi patrocinada pelo governo estadunidense. Tem sido marcado por interrupções e suspeitas de que seu uso extrapolaria fins pacíficos. Nas últimas décadas vem sendo marcado por controvérsias e, mais recentemente, ataques por parte de Israel
Desde o fim da Guerra Fria, o Irã se posicionou como líder de uma coalizão anti-imperialista no Oriente Médio. Porém, o enfraquecimento de Teerã embaralha as cartas da geopolítica regional. O fim da ditadura em Damasco, quinze anos após a Primavera Árabe, reacende a esperança dos povos cujas aspirações à justiça social foram frustradas e que se revoltam diante da repressão em Gaza