RETORNO DO CENTRO, DERROTA DE GEERT WILDERS

A extrema direita neerlandesa – quem perde, ganha

Nos últimos anos, os Países Baixos tornaram-se um laboratório de aproximação e aliança entre os partidos de direita, incluindo os de extrema direita. As divisões e desentendimentos, bem como as escaladas retóricas sobre imigração, custaram a essas formações uma derrota apertada nas recentes eleições legislativas. Mas não se pode excluir um rebote a curto prazo

Foi como uma libertação. “Uma nova geração se liberta do domínio de Wilders”, comemorava o diário centrista NRC em 30 de outubro. “Um liberal alegre num país de extrema direita”, acrescentava o De Groene Amsterdammer no mesmo dia. “Viva, agora é a vez dos partidos de centro”, exultava na Alemanha a Süddeutsche Zeitung (30 out.). Celebrando “uma lição para os progressistas” (The Guardian, 5 nov.), as grandes manchetes da imprensa internacional faziam coro. Após as eleições legislativas de 29 de outubro, o primeiro lugar do partido liberal progressista Democratas 66 (D66) – conquistando 26 assentos e o maior número de votos – trouxe alívio. “Hoje”, declarou Rob Jetten, dirigente do partido vencedor, pouco depois do anúncio dos resultados, “milhões de neerlandeses viraram uma página”. E, segundo ele, essa escolha representaria um motivo de esperança para dezenas de milhões de europeus e norte-americanos. “Sim, é possível derrotar os populistas”, afirmou Jetten…

Leia mais sobre o tema: