BANCO MASTER

Até onde vai o esquema criminoso

O escândalo do Banco Master traz à tona a necessidade de rever a desregulamentação financeira e seus incontroláveis riscos para toda a economia. Também escancara a necessidade de revogar a autonomia do Banco Central e mostra, acima de tudo, a importância da ferramenta da auditoria e do acompanhamento das contas públicas com transparência e participação social

A área da economia e das finanças tem passado por grandes mudanças nas últimas décadas, em especial desde 1971, quando o então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, comunicou ao mundo o fim da paridade dólar-ouro, inaugurando, oficialmente, o processo que se denomina financeirização mundial. Não por acaso, exatamente a partir de então, também se verificou o processo de concentração cada vez maior de renda e riqueza nas mãos de alguns setores privilegiados, destacando-se o setor financeiro, enquanto a desigualdade social e os danos ambientais se exacerbaram. O fenômeno da financeirização não surge por acaso, mas é fruto de um modelo impulsionado por organismos internacionais, como FMI e Banco Mundial, que passaram a determinar alterações legais para permitir liberdade para a movimentação de capitais e mercadorias mundo afora.[1] Essa desregulamentação abriu espaço para a criação de produtos financeiros e para a atuação de mecanismos e esquemas que buscam a valorização…

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