O PIX e o bullying de Trump
Quais são os interesses envolvidos na ofensiva do USTR?

Quais são os interesses envolvidos na ofensiva do USTR?
Até que ponto esses credores, que financiam e refinanciam a dívida estatal, podem interferir nos caminhos tomados por regimes democráticos como o brasileiro?
A disputa entre Estados Unidos e China em torno das sanções econômicas revela transformações profundas na ordem internacional. Ao desafiar medidas impostas por Washington contra refinarias chinesas ligadas ao petróleo iraniano, Pequim sinaliza não apenas uma resistência inédita ao poder norte-americano, mas também sua disposição de sustentar uma arquitetura econômica menos dependente do dólar
Estaríamos diante de uma mudança efetiva no modo de organização da economia mundial, ou apenas de uma reconfiguração tecnológica que preserva, sob novas roupagens, a lógica histórica da exploração?
Com a isenção, o governo acertou o subconjunto menos ressentido do segmento mais ressentido; o desenrola atua no mecanismo essencial das sociedades capitalistas contemporâneas: o crédito como substituto do salário
Ao privilegiar a extração e a transformação primária desses recursos, o Brasil, por meio do BNDES, se posiciona não como produtor de tecnologia ou de bens de maior valor agregado, mas como fornecedor de insumos para as cadeias industriais de outras partes do globo
O que fazer diante dos muitos interesses envolvidos no descontentamento popular com o aumento de impostos, de um lado, e na pressão de grupos setoriais em defesa dos empregos e da indústria nacional, de outro?
A ascensão do renminbi reflete não apenas a força econômica da China, mas também mudanças estruturais na ordem internacional
O escândalo do Banco Master traz à tona a necessidade de rever a desregulamentação financeira e seus incontroláveis riscos para toda a economia. Também escancara a necessidade de revogar a autonomia do Banco Central e mostra, acima de tudo, a importância da ferramenta da auditoria e do acompanhamento das contas públicas com transparência e participação social
A escala de questionamento da regulação estatal assume proporções ainda maiores diante do elevado poder econômico das instituições financeiras
Uma panela de pressão enterrada nas profundezas das finanças desreguladas ameaça explodir. Longe das vistas, o caldo do private credit vem fervendo há anos. Agora, os credores começam a entrar em pânico. Uma crise nesse setor provocaria uma reação em cadeia devastadora para uma economia já fragilizada pela alta dos preços da energia
No capitalismo contemporâneo, as crises deixaram de ser exceções para se tornarem parte do próprio funcionamento do sistema, que tolera, incentiva e depois socializa riscos privados por meio da atuação do Estado. O paralelo entre a crise do subprime e o caso do Banco Master no Brasil evidencia como operações financeiras arriscadas se reproduzem sob a expectativa implícita de suporte público