Sem justiça para os catadores, não há justiça ambiental
O paradoxo é evidente: enquanto governos e empresas promovem metas climáticas e políticas de economia circular, ignoram os trabalhadores que há décadas tornam essa economia possível

O paradoxo é evidente: enquanto governos e empresas promovem metas climáticas e políticas de economia circular, ignoram os trabalhadores que há décadas tornam essa economia possível
Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre a União Europeia e o Mercosul reacende um debate central sobre os rumos da inserção latino-americana na economia global
A disputa em torno da dívida pública e da política fiscal no Brasil opõe visões radicalmente distintas sobre o papel do Estado na economia: de um lado, regras rígidas ancoradas na ideia de escassez; de outro, a compreensão de que o gasto público pode expandir a renda, a poupança e a própria base de sustentação da dívida
Do ponto de vista da economia política, o fundo público é uma arena de disputa entre classes e frações de classe. No Brasil, essa disputa não ocorre em condições simétricas
Este texto tem por finalidade contribuir com as discussões a respeito da economia da atenção, refletir sobre seus efeitos e sobre seu potencial de prejuízo e de utilidade social por meio de algumas considerações sobre um documento da Rede de Economistas da ONU, a UNEN
País pode continuar dependente de importações significativas de derivados ao longo da próxima década
Um sistema tributário regressivo financia uma estrutura de gastos progressivamente desigual, onde a elite se beneficia não pela produção, mas pelo recebimento institucionalizado de juros
Há, hoje, uma curiosa discussão sobre os números positivos do mercado de trabalho e a preocupação com a desaceleração da produção. Há uma contradição aqui? Não
O cenário geopolítico recente mostra que a UE se tornou, simultaneamente, protagonista e vítima de um mundo marcado por rivalidades crescentes
Renda do capital se multiplica a uma velocidade incomparável em relação à renda do trabalho, corroendo o poder de compra dos assalariados e aprofundando a concentração de riqueza
Os alvos dos massacres brasileiros são majoritariamente negros, pobres, camponeses ou favelados – e a justificativa formal dada para que ocorressem: a segurança, seja ela pública ou nacional
A crise estrutural do capitalismo ultraneoliberal, o avanço do neofascismo e a erosão democrática impõem urgência à análise. Este texto se propõe a uma leitura crítica de um processo histórico em aberto, marcado pela profunda contradição entre capital e trabalho, entre soberania popular e o poder absoluto das finanças. Ancorada na perspectiva marxista da totalidade, a análise compreende a crise em sua articulação entre economia, ideologia, política e cultura (estrutura e superestrutura). O recorte temporal, de janeiro de 2023 a 2025, examina a decomposição democrática após os atos golpistas, percebidos como sintoma de uma crise mais ampla